Darksiders 2 é o maior lançamento da THQ para 2012, em produção nos estúdios da Vigil Games e estão a ser feitos todos os possíveis para que cumpra os objetivos prometidos. O lançamento do jogo foi adiado dois meses para assegurar que a qualidade excede as expectativas, e pelo que já pude jogar, existem vários motivos pelo qual devem ficar entusiasmados com Darksiders 2.

O lançamento está a menos de um mês de distância e em breve iremos ficar a saber tudo e mais alguma coisa sobre o jogo, principalmente com respeito à sua estória. No evento showcase europeu da THQ em Dublin, que teve lugar na semana passada, tive acesso ao jogo durante uma manhã inteira, onde pude jogar sem limites desde o início até onde o tempo permitisse. A experiência foi fantástica.

Darksiders 2 é uma sequela direta do primeiro jogo e que ocorre em paralelo a este, quando War, um dos quatro cavaleiros do Apocalipse e protagonista do primeiro Darksiders, está aprisionado pelo Charred Counsil, por alegadamente ter iniciado o apocalipse sem ordens para tal. Death, empenhado em provar a inocência do seu irmão, está disposto a fazer tudo por tudo para o salvar.

O primeiro jogo tinha como pano de fundo maioritariamente o planeta Terra. Mas em Darksiders 2 tudo será diferente. Iremos poder visitar novos mundos deste universo criado por Joe Madureira (um luso-descendente), o que permitiu à Vigil Games criar ambientes mais únicos e visuais diversos. Nas áreas que percorri, a vivacidade dos cenários em redor e estilo artístico transborda. O tamanho das áreas é de tal grandeza, que a Vigil Games viu-se obrigada a conceder acesso a Despair, o cavalo de Death, para facilitar a deslocação.

Por norma, os Hack and Slash são jogos lineares, e se houver exploração a grande maioria das vezes está associada a colecionáveis. Darksiders 2 quebra esta regra. As áreas estão cheias de pequenos segredos para descobrir e dungeons para explorar. Durante o tempo em que estive a jogar, aventurei-me em algumas destas áreas secundárias, mas não consegui explorar completamente nenhuma delas por não ter as habilidades/itens requeridos para avançar, o que significa que haverá motivos para revisitar determinados locais depois de terminar o jogo.

A Vigil Games constatou, desde que o jogo foi anunciado, que Darksiders 2 teria mais ou menos o dobro do tamanho do antecessor. Mas entre dizer e fazer, há uma longa distância, literalmente. Mas nem sempre as promessas dos produtores são realizadas. Felizmente, este não é um dos casos. Com as cerca de três horas que joguei, deu para perceber que Darksiders 2 é enorme. As 25 horas de longevidade mencionadas por Jeremy Grenier, um dos diretores criativos, parecem ser verdade, e se assim for, Darksiders 2 mostrar-se-á superior, pelo menos em longevidade, relativamente a God of War, Bayonetta e Devil May Cry, que são os nomes de referência dentro do género.

No combate, Death é mais rápido que War. Não é tão musculado mas é extremamente ágil. O combate não é diferente daquilo que podem encontrar em outros Hack and Slash. Combinações entre ataques fortes e leves e esquivar é o que podem esperar. O que o torna singular dentro género é que investe em elementos RPG. Para começar existem árvores de habilidades, e cada vez que Death sobe de nível, ganha-se um ponto para desbloquear ou para melhorar uma das habilidades. As habilidades estão divididas em duas árvores: Harbinger e Necromancer. A primeira está associada ao combate direto, enquanto que a segunda recorre a forças mágicas para ajudar Death a combater, como invocar os espíritos dos mortos. Mas isto é apenas a ponta do icebergue.

A quantidade de armas é inacreditável. Tanto podem encontrar armas novas e mais poderosas num baú escondido, como podem apanhar uma que tenha sido deixada "cair" por um inimigo. As armas desta vez vêm com estatísticas, como nível de ataque e defesa, e inclusive habilidades especiais. Por agora, é impossível saber se o loot poderá atingir o nível de popularidade de Diablo, mas pelo menos, encontrar as melhores armas, e armadura também (cada armadura dá um aspeto distinto a Death), deverá acrescentar umas horas extra de longevidade às já dezenas que Darksiders 2 promete.

"Darksiders 2 dá a opção aos jogadores de serem ecológicos. Em vez de deitarem ao lixo os itens que já não querem, simplesmente reciclem-nos através das 'Possessed Weapons'."

As melhores armas que poderão encontrar em Darksiders 2 são, segundo a Vigil Games, as chamadas "Possessed Weapons" (armas possuídas em português). Estas armas são especiais porque podem ser tornadas mais poderosas ao serem "alimentadas" com outras armas. Em jogos onde existe loot é fácil chegar ao limite de itens que é possível transportar ao mesmo tempo. Darksiders 2 dá a opção aos jogadores de serem ecológicos. Em vez de deitarem ao lixo os itens que já não querem, simplesmente reciclem-nos através das "Possessed Weapons".

A personalização da jogabilidade de Darksiders 2 não fica por aqui. Já mencionei que é possível combinar armas diferentes? Em vez conseguir segurar apenas uma arma, ficando um botão responsável pelos ataques leves e outro pelos fortes, Death consegue transportar duas armas em simultâneo. Com as diferentes estatísticas, habilidades especiais e "Possessed Weapons", o céu é o limite nas possibilidades de combinação. Já para não falar que existem as armas dos outros três cavaleiros do Apocalipse. Durante o tempo que passei a jogar, apenas encontrei a pistola de Strife, mas de certeza que há mais armas pertencentes aos outros cavaleiros para encontrar.

Na sua missão de provar a inocência de War, Death encontrará quests secundárias que poderão escolher completar ou não. Mostrando o seu lado RPG, poderão ter múltiplas quests ativas ao mesmo tempo. Podem regressar a áreas anteriores e falar com os NPCs para completar objetivos que deixaram ficar para trás. O motivo para completar as quests secundárias é obter melhor equipamento. Numa das quests que encontrei, tinha que recolher ingredientes que caíam de certos tipos de monstros. O prémio era um item poderoso e raro.

Seguindo as suas raízes inspiradas em The Legend of Zelda (embora a Vigil Games tenha pedido que o segundo jogo não seja comparado ao clássico da Nintendo), uma grande fatia de Darksiders 2 será dedicada aos puzzles. O combate é espetacular, fluído e brutal, mas resolver os puzzles é igualmente entusiasmante. Novos elementos vão sendo introduzidos para que os puzzles não se tornem previsíveis e manter o desafio acesso. Os puzzles não são difíceis, mas também não são fáceis. Será sempre o jogador que terá de perceber a solução, no entanto, se estiverem perdidos, podem pedir ajuda ao corvo que segue sempre Death para vos encaminhar na direção correta.

Mencionar Darksiders 2 como uma sequela soa errada. Depois do tempo que passei a jogar, parece mais correto pensar nele como um jogo completamente novo. Estou consciente que o primeiro estabeleceu as bases para este segundo jogo, mas a evolução é de tal forma grandiosa e as novidades são tantas, que apresenta uma identidade diferente. Se gostaram de Darksiders, tudo o que vos levou a apreciá-lo está incluído em Darksiders 2, mas de uma forma muito, muito melhor.

Esta antevisão serviu como aperitivo do que está para vir. A THQ prometeu enviar-nos o código final de Darksiders 2 em breve, por isso, fiquem a aguardar pela análise.

Darksiders 2 será lançado no dia 24 de agosto para a Xbox 360, PS3 e PC.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.