Heroes of Ruin - Análise

A primeira aventura a quatro para a Nintendo 3DS.

A Nintendo 3DS já conta com um catálogo de jogos invejável, e desde o início do ano, tem recebido quase todos os meses títulos obrigatórios para aqueles que têm em sua posse a nova portátil da Nintendo. Sem querer tirar mérito a qualquer desses jogos, nenhum deles se equipara a Heroes of Ruin.

Pensem em Heroes of Ruin como um dungeon crawler ao estilo de Diablo para a 3DS. O conceito é simples, escolhem uma classe, editam alguns elementos visuais da personagem pertencente à classe escolhida, e aventuram-se em áreas repletas de inimigos e bosses para subir de nível e apanhar equipamento cada vez melhor. É um género que se adapta bem a uma portátil. Podem tanto jogar apenas cinco minutos, quando o tempo é curto, ou jogar durante algumas horas caso estejam livres.

Não é por ser o primeiro dungeon crawler na Nintendo 3DS que Heroes of Ruin merece ser falado, mas antes pelas suas funcionalidades online. Este título desenvolvido pelo estúdio n-Space, que detém uma experiência considerável na consola portátil anterior da Nintendo, permite desfrutar da aventura com mais três jogadores do nosso lado, sejam estranhos ou amigos. Para jogarem cooperativamente, não têm que necessariamente esperar, podem começar a solo e aguardar que alguém se junte ao jogo.

Antes de começarem a jogar, existe sempre a opção de jogar a solo, bloqueando a ligação para que ninguém se possa juntar a vocês, mas Heroes of Ruin foi feito para ser jogado cooperativamente, e é mais divertido deste modo. Ademais, a comunicação por voz com os outros jogadores, através do microfone incluido na 3DS, torna o cooperativo mais eficiente e entusiasmante.

Há ainda os desafios diários e semanais, que injetam longevidade em Heroes of Ruin enquanto ainda estão a desfrutar da estória ou mesmo depois de a terminarem. Os desafios são atualizados todos os dias, e a n-Space promete continuar tal prática durante o período de um ano. Ao completar os desafios ganham pontos especiais que permitem comprar equipamento raro que não é possível encontrar em nenhuma parte do jogo.

A personagem escolhida por vocês começa como um aventureiro desconhecido que acaba de chegar à cidade Nexus, que se encontra no centro do "World Of Veil", onde tem lugar o jogo. Ataraxis (uma criatura semelhante a uma esfinge), o fundador da cidade e seu governante, foi amaldiçoado, e é dada a tarefa ao vosso herói de encontrar uma cura, o que implica explorar os territórios selvagens em redor de Nexus.

Não é só Ataraxis que necessita de ajuda, os habitantes de Nexus também pedem ajuda ao herói dando-lhe side-quests antes deste se aventurar nas áreas a norte, sul, este e oeste da cidade. As side-quests são sempre simples, curtas e objetivas, mas são motivo suficiente para explorar os caminhos alternativos que aparecem no mapa. Uma razão adicional que encoraja a exploração é a sala secreta em cada uma das diferentes áreas, onde vão encontrar armaduras e montes de dinheiro.

O combate é direto. Não há nada para ficar confuso. O botão B serve para atacar e os restantes três para atalhos para ataques especiais ou habilidades. Para esquivar ou bloquear há que carregar no gatilho direito. Aqui há uma limitação. Como foi atribuído ao R duas funções distintas, há duas formas de utilizá-lo. Carregar no R e numa direção, resulta em esquivar. Carregar apenas no R resulta em bloquear. Isto torna impossível bloquear e caminhar ao mesmo tempo. Mas dada a facilidade do jogo, e a abundância de poções de vida, podem completar Heroes of Ruin sem recorrer ao bloquear.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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