Entrevista: Lost Planet 3 nas mãos da Spark Unlimited

Andrew Szymanski explica porque têm o direito à série.

Lost Planet 3 foi uma das principais revelações da Capcom durante a Captivate 2012. Um trailer inaugural do jogo foi apresentado ainda antes do evento arrancar, no dia das boas-vindas dos convidados. Durante a apresentação soubemos que a Capcom tinha entregue à Spark Unlimited o desenvolvimento de um novo jogo da série. No currículo desta companhia sediada na Califórnia encontramos jogos como Call of Duty: Finest Hour, Turning Point: Fall of Liberty e The Legendary. Com Lost Planet 3, a companhia californiana tem uma oportunidade para trabalhar com uma franquia respeitável e trilhar um percurso até ao sucesso.

O peso da responsabilidade será grande, ao lidar especialmente com os fãs sequiosos por um jogo que possa suplantar algum do desencanto marcado em Lost Planet 2. Andrew Szimanski, um dos produtores, está confiante no resultado de Lost Planet 3. O planeta gelado terá um papel decisivo, quase ao nível de uma personagem. Na entrevista que concedeu à Eurogamer Portugal, o produtor fala-nos disso e de outros pontos do jogo.

Eurogamer Portugal: Este terceiro jogo terá uma forte componente de ficção científica?

Andrew Szimanski: Um vez mais eu penso que há muito ambiente cinematográfico de ficção científica, por isso em vez de entrarmos em detalhes concretos preferimos seguir pela via da expectativa dos jogadores sobre o que é um mundo integrado nesse ambiente de ficção científica e isso acaba por ser especialmente Lost Planet 3, que é um grande mundo gelado. Como fiz questão de salientar na demo, uma das coisas que temos vindo a destacar é a ideia de um planeta gelado que não pode ser a terra. As paisagens que veem nunca poderiam existir na terra e por isso queríamos que este planeta fosse bastante alienígena nesse sentido.

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Spark Unlimited promete continuar a série com qualidade.

Eurogamer Portugal: Pudemos ver durante a demo que o Utility Rig parece ser uma evolução dos mechs e VS's dos primeiros jogos. Que importância terá esta grande máquina ao longo do jogo?

Andrew Szimanski: O Utility Rig é a máquina do Jim. É o seu camião. Se ele fosse um camionista seria o seu camião. Utiliza-o para o trabalho, dorme nele algumas vezes, é a sua casa quando está longe da colónia e é a sua máquina, pertence-lhe. Uma das coisas que quisemos fazer com Lost Planet 3, talvez saibas dos dois primeiros jogos Lost Planet, os battle suits, mechs, que eram uma arma que podias utilizar e deitar fora, entravas neles, usavas durante algum tempo e assim que ficassem severamente danificados eram descartados. Nós queríamos que com o Utility Rig existisse uma maior ligação. Por isso sim, nessa medida será fundamental em termos de "gameplay", mas também haverá muito do jogo que acontece fora do Utility Rig, a pé, explorando, através de zonas interiores como vimos, mas definitivamente, quando andas do lado de fora, para explorar os recursos do planeta, o Utility Rig será uma parte importante e estarão com ele basicamente desde o princípio até ao fim do jogo.

Eurogamer Portugal: Vi que na fase em que Jim entrou numa zona interior semelhante a um laboratório, o jogo ganhou um ritmo algo parecido com Resident Evil, em boa parte devido à tensão existente. Foi propósito inserir mais alguma tensão em Lost Planet?

Andrew Szimanski: Sim, a variedade de "gameplay" é muito importante para nós. Por isso em adição à variedade de "gameplay" que temos, entre estar dentro e fora do Utility Rig, nós também quisemos mostrar a variedade de estar fora, mudar constantemente as vistas e nos interiores adicionar um ambiente mais íntimo, compacto e claustrofóbico, que permite ter mais "suspense" e isso assume um grande contributo na narrativa, porque Jim está a tentar descobrir o mistério sobre os edifícios e bases que está a encontrar aqui. Foi-lhe dito pelos seus superiores que eles foram os primeiros humanos a chegar ao planeta, mas obviamente não é esse o caso e por isso encontrar os "audiologs" e outras pistas que existem naquelas bases, achamos que é uma grande forma de criar mais alguma variedade de "gameplay" e criar uma atmosfera com maior "suspense".

"Estamos a tentar manter um equilíbrio entre ter a história a seguir por diante, mas também em dar às pessoas a impressão de que estão a explorar este incrível mundo. "

Eurogamer Portugal: A batalha que revelou na demo é bastante linear. Iremos ter outros níveis onde existe mais exploração e menos linearidade?

Andrew Szimanski: O propósito desta demonstração é basicamente mostrar que entras numa missão e terás de a cumprir. E o que encontras é mais ou menos instruções de jogo como uma série de missões da história principais e outras acessórias, onde podes escolher ir para uma nova área e explorar, sendo que serás recompensado por fazeres isso. A forma como os ambientes e os níveis estão trabalhados, não só no hangar onde preparas a missão, mas se fores para fora, para as grandes secções exteriores, irás ver áreas que podes aceder embora não possas ir lá ao princípio. Terás de obter um "upgrade" ou um adicional suporte para o Utility antes de ires até lá. Por isso há muitas áreas que poderás aceder. Será fundamental seguir a história, mas há missões opcionais que o jogador poderá realizar.

Eurogamer Portugal: Como pretende explicar o interesse do Utility Rig, será também pelas missões secundárias ou será um jogo focado numa só história que me levará apenas a acabá-lo?

Andrew Szimanski: Eu penso que muito depende do interesse do jogador. Estamos a tentar manter um equilíbrio entre ter a história a seguir por diante, mas também em dar às pessoas a impressão de que estão a explorar este incrível mundo. Mas eu penso que as pessoas jogarão Lost Planet 3 de forma diferenciada, tal como acontece noutros jogos. Algumas pessoas escolhem apenas seguir o rumo narrativo até ao fim do nível para saber logo como tudo acaba, outras que são mais perfeccionistas ou que gostam de juntar todas as coisas e tentam encontrar todas as pistas que são possíveis. Por isso é que tentamos agradar às diferentes pessoas.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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