DMC Devil May Cry - Antevisão

A desconcertante realidade de Dante.

A Capcom deu à Ninja Theory uma oportunidade para fazer um novo Devil May Cry. Uma nova aventura de Dante que pudesse fazer a diferença para os títulos anteriores, mas que simultaneamente conseguisse captar o espírito e jogabilidade dos primeiros jogos. A série DMC começou por ganhar mediatismo muito por força do estilo da personagem Dante e da componente de ação que repousou numa multitude de golpes e num compromisso entre espadas, pistolas e muito ritmo, sempre com grande estilo como a companhia nipónica bem sabe fazer. Depois de quatro episódios lançados pela Capcom, a editora e produtora japonesa optou por entregar a um estúdio ocidental a tarefa de trazer novamente DmC para a ribalta.

Para os estúdios da Ninja Theory, fabricar um novo Dante e moderno é um projeto aliciante, mesmo que tenha em mente a audiência ocidental. Mas talvez mais pelo novo aspeto da personagem do que propriamente por qualquer outro elemento do jogo, as primeiras imagens de Dante abriram toda uma polémica em torno do visual do herói que se divide entre um anjo e um demónio. O que pudemos ver na apresentação de DMC e já depois numa demonstração disponível para a Captivate reflete alterações significativas sobre o aspeto facial da personagem mas também da sua indumentária. De um modo geral a Ninja Theory respondeu à chuva de lamentos de muitos jogadores desapontados pelo novo aspeto do protagonista, mas isso não levou a que a produtora se afastasse do compromisso de relançar um jogo onde personagem, ação e ambiente transbordassem estilo e um design diferente que pudesse separar este jogo dos demais.

É como se a Ninja Theory quisesse aproveitar a oportunidade para deixar uma marca, pois se fosse intenção da produtora fazer um jogo similar aos anteriores, sem acrescentar novas ideias e uma nova imagem, bem que nem valeria a pena agarrar a "oferta" da Capcom. A Ninja Theory e Tameem Antoniades sabem o que fazem. Heavenly Sword e Enslaved foram dois jogos editados para a atual geração de consolas. Apesar do sucesso moderado de vendas, nem por isso deixaram de impressionar atendendo ao "timming" de lançamento de cada um. Heavenly Sword acusou algum peso da juventude por ser um dos primeiros jogos para a PS3 e Enslaved não acolheu a perceção mais correta dos fãs. De qualquer modo este DMC tem um ponto de partida mais redondo e moldável ainda que tenha um nervo difícil de gerir, as expectativas dos fãs.

Colocando por ora isso de parte, Tameem Antoniades começa por sublinhar que DMC marca sobretudo um regresso às origens. Neste jogo o prato forte é a história que está por detrás do aparecimento de Dante e sobre como este se tornou na criatura que conhecemos. Sobretudo marca o nascimento de uma personagem que advém de um demónio e de um anjo. Esta dualidade de formas e personalidades terá efeitos diretos na jogabilidade, já que isso permitirá a Dante enfrentar os monstros no Limbo usando a Rebellion que adquire diferentes especialidades consoante seja despertada a sua vertente demoníaca ou angélica.

No primeiro trailer que nos foi revelado pudemos ver Dante acordar no seu apartamento, naquilo que parece ser um "background" atual. Há contudo uma marca nas costas flamejante. No televisor chegam relatos que o comprometem, apesar da sua memória se encontrar num estado de pura amnésia. Dante revelou, desde cedo, uma apetência para combater demónios e esse será o seu maior papel em Limbo, uma realidade alternativa oferecida a partir do mundo verdadeiro.

Nesse espaço diferente onde habitam essas criaturas demoníacas que o jovem protagonista irá enfrentar o seu maior desafio, uma luta pela sobrevivência e descoberta. Um dos aspetos que Antoniades faz questão de ressalvar é o permanente processo de desenvolvimento da personagem ao longo do jogo. No começo é ainda um jovem rebelde e algo imaturo. Mas à medida que forja a espada em combates mais intensos desenvolve-se como personagem e ao mesmo tempo adquire novos poderes que julgara nunca vir a possuir.

A cena através da qual Dante se veste para entrar em combate parece lidar com algumas das críticas dos fãs de uma forma humorística, como a fatia de pizza que lhe tapa a nudez numa sequencia em "slow motion". A forma como o casaco comprido lhe cai e assenta perfeitamente na sua estrutura física pretende igualmente acrescentar mais estilo à personagem. Diria que este Dante, muito embora seja diferente da personagem original criada pela Capcom, oferece uma perspetiva alternativa mais facilmente reconhecida pelos ocidentais. Magro, alto e ágil, parece oferecer as condições ideais para uma personagem que salta alto e atravessa largas secções com aparente facilidade.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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