LEGO Harry Potter: Years 5-7 - Análise • Página 2

Lego Potter em grande forma no final.

A exploração é um aspeto central no jogo, se estiverem perdidos, é porque não rebentaram com tudo, ou não interagiram com tudo. Na maioria das vezes o sucesso é conseguido pelo método de tentativa/erro, no resto das vezes fomos nós que deixamos escapar um qualquer objeto nas redondezas. Se quisermos completar todos os objetivos, temos que repetir os cenários mais tarde, alguns objetivos requerem uma personagem ou magia específica que não temos da primeira vez que visitamos o local.

O facto de a câmara ser fixa é bem aproveitado pelos produtores para esconder itens colecionáveis nas zonas do mapa sob as quais não temos visibilidade. Assim, damos por nós a interagir com cada um dos elementos no cenário, a espreitar cada canto à espera que o jogo recompense a nossa curiosidade. Esta é uma faceta conhecida dos jogos Lego, existe uma espécie de obsessão viciante em colecionar todos os studs possíveis em cada cenário, e encontrar as medalhas e tijolos dourados.

O jogo não faz muita questão em explicar os eventos e dissecar a narrativa, mas os cenários e incidentes serão imediatamente familiares para quem viu os filmes. Sinceramente até acaba por funcionar melhor, este estilo permite evitar que o jogo fique demasiado constrangido pelos filmes, e faz com que a única coisa que importe seja o gameplay. Não existem vozes, as personagens comunicam por gestos exagerados, alguns sons e gritos, sempre com humor, e referências diretas aos acontecimentos dos filmes.

Como tem sido costume nos jogos da série Lego (julgo que podemos denominá-los de série), é possível jogar a aventura de forma cooperativa com um amigo. Não existe grande diferença em termos de gameplay considerando que podemos alternar entre as várias personagens quando jogamos sozinhos, mas é imensamente mais divertido jogar com companhia. O único problema é que estamos limitados a este modo local, ou seja, têm mesmo que voltar aos velhos tempos da noitada em casa do amigo a jogar na mesma televisão.

Claro que para compensar, a câmara neste modo (co-op) é absolutamente brilhante. Ambos os jogadores controlam a personagem no mesmo ecrã, e o "zoom" vai ajustando mediante a distância entre os dois jogadores. Quando estes se separam demasiado, o ecrã divide a meio, e vai ajustando a largura de cada uma das zonas de forma dinâmica conforme a posição das personagens. É verdade que isto só é possível porque a câmara é fixa e está fora do controlo dos jogadores, pessoalmente nem gosto quando não consigo controlar a minha perspetiva sobre os cenários, no entanto, devo admitir que a Traveller´s Tales fez um excelente trabalho com a câmara neste modo cooperativo.

Graficamente, Harry Potter years 5-7 é o jogo com melhor aspeto até à data na série Lego. A Traveller´s Tales tem vindo a aperfeiçoar o detalhe dos ambientes, e o facto de alguns cenários terem já sido usados anteriormente no título 1-4, permitiu um maior polimento. O estilo animado mantem-se fiel à estética dos filmes de Potter. Depois as personagens e as estruturas são construídas em Lego, e sinceramente, é difícil não gostar de um ambiente em Lego.

Não sei quanto tempo ainda resistirá a fórmula destes jogos Lego, mas a Traveller´s Tales parece apostada em ir aperfeiçoando aspetos específicos a cada lançamento. Este episódio 5-7 varia entre o "mais do mesmo" e o surpreendente, tem a seu favor o facto de ser divertido e amigável para as crianças, ao mesmo tempo que durante a aventura, se mantem cativante para um público mais adulto. Não possui grande "replay value", mas os colecionáveis e personagens para desbloquear são uma boa forma de nos incentivar a prolongar o tempo de jogo.

7 /10

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Sobre o Autor

Aníbal Gonçalves

Aníbal Gonçalves

Redator  |  Darthyo

MMOs e RPG são com o Aníbal. Aliás existe um rumor na redação que a sua primeira casa é o World of Warcraft. Mas às vezes também o vemos a fazer uns exercícios. Não é mau de todo.

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