Mario Kart 7 - Análise • Página 2

Apanha-me, se conseguires.

A sensação de voo está muito bem conseguida, em boa parte devido à eficácia do botão analógico da 3DS. O som do vento aprisionado pela tela confere um realismo tão "cartoon" e cómico As personagens, completamente estarrecidas pela projecção do seu veículo, fabricam expressões vocais de contentamento quando activam o mecanismo como quem abre um guarda-chuva. A aproximação ao solo pode fazer-se com toda a tranquilidade de modo a evitar um embate desnecessário. Aterragens suaves permitem retomar a marcha como se não houvesse transição. Para lá do par de asas os jogadores terão o propulsor que é activado automaticamente assim que entram debaixo de água.

Na prática a conjugação destes elementos revela-se fenomenal, especialmente nos circuitos onde os dois acessórios se conjugam e alguns efeitos de salpicos de água contra o ecrã. Se por um lado as "asas" permitem sobrevoar e conquistar o espaço aéreo da pista, numa fuga ao abismo, já o propulsor permite descobrir, embora não com o mesmo resultado, a mudez dos cenários no fundo da água, onde também existem saltos, perigos e "power ups" escondidos. No ar ou debaixo de água, o veículo não fica invulnerável, pelo que pode sofrer todas as consequências de um golpe do adversário (através de uma carapaça ou disparo de bola de fogo), nomeadamente a queda no abismo que implica o socorro imediato por um Lakitu.

Novos "power ups"

Como já dissemos atrás, o estilo de condução de Mario Kart 7 tem vindo a ser refinado, especialmente pela adição de mais alguns elementos. Sem revolucionar em Mario Kart 7, a Nintendo optou por uma abordagem mais cautelosa, optando por manter as técnicas exploradas em jogos recentes. Assim, em zonas onde há pequenas rampas, pressionar logo após o levantamento das quatro rodas o botão de "tilt", produz velocidade extra durante algum tempo após a queda. Será útil esta função. Depois, a colocação atrás dos adversários permite usufruir do cone de ar e passar para a dianteira e como já é consabido pelos fãs, o "draft" é a técnica especial que permite negociar as curvas em duas rodas, totalmente de lado, com mais alguma velocidade. Se aguentarem essa posição por mais tempo terão irão descobrir que pelas rodas saem faíscas, sendo esse o momento especial para largar o botão e ganhar mais velocidade.

Mas o que torna isto verdadeiramente interessante são os "power ups". Estes são obtidos à medida que chocam contra as caixas coloridas desenhadas com um ponto de interrogação, abrindo-se logo após e no canto superior esquerdo uma espécie de "slot machine" onde se inscrevem todos os "power up", rodando até que sejam brindados por um deles, à sorte. Entre as novidades o destaque vai para a cauda Tanuki, que permite sacudir os adversários que estejam colados ao nosso kart. Depois há a "flower fire", através da qual poderemos atirar bolas de fogo na direcção do adversário e, por fim, o "Lucky 7" que possibilita, durante algum tempo, o uso de sete "power ups". Terão também um fantasma que atira um jacto de água para o ecrã, toldando a vista para o percurso temporariamente.

A particularidade deste sistema é que permite a utilização de itens que garantem alguma defesa e tracção especial do veículo de modo a recuperar posições e de outros que se enquadram numa vertente mais ofensiva, de ataque a quem segue à nossa frente ou nas nossas costas. A repartição entre controlo do veículo e atenção aos itens faz de Mario Kart uma autêntica montanha-russa de divertimento e imprevisibilidade.

Para tornar as coisas ainda mais excitantes a Nintendo fez regressar o sistema de moedas. Afinal, estamos a falar de Super Mario; "goes" Kart. Por isso, o jogador poderá recolher até um máximo de dez moedas para assegurar a velocidade máxima do veículo, já que cada moeda garante um pontinho de velocidade extra. Mas por cada embate ou colisão que venham a sofrer perderão 3 moedas e, acreditem, perder muitas moedas não é complicado. Basta que sejam literalmente "atropelados" pelo pelotão e enviados para o abismo.

Go Go Kart

Coleccionar moedas é a melhor forma para ganharem novas peças para o veículo. E quanto mais tempo passarem a competir em "single player" e "online", mais veículos irão descobrir, assim como asas especiais alusivas a certas personagens e pneus de diferente composição. Os Karts encontram-se divididos por 3 categorias; 50 cc, 100 cc e 150 cc. O andamento mais rápido depende da cilindrada e assim que desbloquearem novos karts poderão modificá-los consoante as vossas preferências. Assim, se quiserem um kart mais rápido ele será necessariamente mais vulnerável às colisões de itens e dos outros jogadores. Um kart mais resistente poderá beneficiar de melhor tracção em pisos como terra, lama, pó e neve, mas perderá velocidade de ponta. A escolha do tipo de pneus também se reflecte no andamento. Assegurado está o regresso de karts clássicos de outras versões de jogo, assim como versões especiais, sendo que para os obter terão de suar, juntando imensas moedas.

Conquistar troféus no modo individual é também a via para aceder a novas personagens, a começar pelo vosso Mii que tenham gravado na 3DS que ficará disponível para se sentar num Kart mal triunfem no campeonato de 50 cc. Com taças para cada categoria de cilindrada, o desafio aumentará de dificuldade à medida que passarem para uma classe superior. Terão por isso boas surpresas se forem capazes de ganhar todas as taças e, melhor ainda, se ao vencê-las o fizerem com o máximo de moedas.

Estando o botão analógico destinado a assegurar um controlo preciso e eficaz do veículo, os jogadores poderão agora dar uso a uma perspectiva na primeira pessoa que transmite uma sensação enorme de proximidade à pista. Valerá a pena explorar. Além disso podem jogar com o giroscópio, isto é, controlar o veículo abanando a consola para a direita e esquerda. É um processo algo complicado de dominar durante os primeiros tempos, mas se lhe derem uso com regularidade encontrarão um especial fascínio especialmente pela incrível sensação de velocidade e imersão.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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