Dragon Ball Z: Ultimate Tenkaichi - Análise

A derradeira experiência do anime?

Para quem tem acompanhado os jogos Dragon Ball durante os últimos anos, a viagem tem sido uma autentica montanha russa, havendo pontos altos e baixos. Dragon Ball: Burst Limit marcou a estreia da série nesta geração de consolas e apesar de cumprir em muitos aspetos, desiludiu pois apenas acompanhava a estória até à saga do Cell. A seguir tivemos Raging Blast que voltava ao estilo de jogo trazido por Dragon Ball Tenkaichi da PlayStation 2, mas que ainda tinha muito para polir. No ano passado chegou-nos Raging Blast 2, que melhorou consideravelmente em relação ao seu antecessor, porém, descartou por completo o modo estória.

A promessa do derradeiro jogo de Dragon Ball tem-se arrastado continuadamente, e nunca houve nenhum que cumprisse essa promessa verdadeiramente (pelo menos nesta geração de consolas). Mas este ano, com Dragon Ball: Ultimate Tenkaichi, parecia finalmente que a espera por parte dos fãs iria finalmente terminar.

Mas não. Dragon Ball: Ultimate Tenkaichi é mais uma desilusão. O maior problema do jogo é a sua jogabilidade que o torna aborrecido e repetitivo. Grande parte deste problema é devido à introdução de quick-time events no combate. Para qualquer ataque que façamos, temos uma hipótese de 50 porcento de acertar no adversário, é o mesmo que jogar cara ou coroa com uma moeda. A vossa perícia não tem importância nenhuma, em Ultimate Tenkaichi tudo é uma questão de sorte.

Outra parte do problema é a falta de variedade da jogabilidade. No combate corpo-a-corpo, apenas podemos escolher entre dois tipos de ataques, um no X (versão Xbox 360) e outro no Y. Tirando estes ataques, só restam os especiais de cada personagem.

Este sacrifício na jogabilidade, serve, supostamente, para que Ultimate Tenkaichi se aproxime o mais possível da experiência do anime. Porém, é uma tentativa em vão pois sacrifica o envolvimento e a diversão do jogador. É certo que a jogabilidade de Raging Blast não era perfeita, mas era bem melhor que esta. Uma mudança tão drástica, e para pior, não era necessária.

Não desesperem. Nem tudo é mau em Ultimate Tenkaichi. Algumas boas ideias foram introduzidas que de facto tornam o jogo mais fiel ao anime. O ki já não serve para executar os ataques especiais das personagens, tendo agora uma utilidade defensiva. Caso o oponente ataque com uma onda de energia (por exemplo um Kamehameha), três opções aparecem no ecrã: defender, evadir ou contra-atacar. No entanto, esta nova mecânica ostenta um problema, se não tiverem ki, sofrem inevitavelmente o ataque, não há forma de escapar.

As barras de vida foram descartadas, e no seu lugar está um número azul. Conforme sofrerem danos, o número decrescerá. Se este chegar a zero, então perdem o combate. É uma mudança puramente estética, mas mais fiel ao anime.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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