Call of Duty: Modern Warfare 3 - Análise

Todos têm um Price.

Não fiques confuso com tudo o que tens disponível em Call of Duty: Modern Warfare 3. Estamos aqui para ajudar com o nosso artigo Call of Duty: Modern Warfare 3 - Guia completo, truques, dicas, troféus.

Já todos certamente tiveram em alguma altura da vossa vida a sensação confortável que é chegar a casa. É um sentimento que nos transporta para recordações saudáveis de um passado longínquo ou mais recente. No fundo quando voltamos a casa passamos novamente a ser nós próprios, com os mesmos hábitos e deixamos de lado a pele protetora. Voltar a pegar num novo Call of Duty, mais precisamente o da série Modern Warfare provocou em mim o mesmo sentimento. É sempre bom voltar a casa.

Jogar Call of Duty: Modern Warfare 3 é um regresso a uma formula vencedora. Não me irei alongar muito nas constantes controvérsias sobre a produção anual da série (embora este é um caso de dois anos), ou como a Activision tem tratado a franquia. Mas deixem-me dizer que muitas das acusações são infundadas. Está a Activision a entregar um produto pobre de conteúdos? Está a Activision a produzir um jogo que não corresponde ao que o público quer? Não, não é este o caso. Tudo isto é uma falsa questão, pois se assim não fosse, porque razão ano após ano a série continua a bater recordes de vendas? Estarão todos os milhões de jogadores a comprar algo sem qualidade e sabendo de antemão que é mais do mesmo? Uma simples razão serve para explicar a popularidade da série a cada ano. A Activision simplesmente está a fornecer o melhor serviço para os fãs, e nem arrisca um pouco na mudança da formula. Mas por outro lado não deixa de continuar a inserir novidades na série, sendo o apelo à comunidade o maior destaque desta entrega anual.

Call of Duty: Modern Warfare 3 oferece tudo aquilo que se pretende no jogo. Os estúdios Sledgehammer Games e Infinity Ward juntaram-se para limar o que de bom Modern Warfare 2 tinha e ainda fornecer algumas novidades agradáveis. Este é no fundo o culminar de uma trilogia e se retirarmos o nome Call of Duty do título talvez a sensação de "exploração" da série que muitos falam cairia em saco roto. Pois vejamos, desde 2007 foram criados três jogos da série, todos debaixo da mesma linha histórica e dos mesmos produtores. Se compararmos com outros jogos como o exclusivo PS3, Uncharted, o mesmo teve os mesmos jogos na mesma linha de tempo, também ele uma trilogia criada por um único estúdio. O estúdio Infinity Ward tinha uma visão para a série Call of Duty, que era colar-se ao estado atual dos conflitos mundiais e problemáticas políticas e económicas, dando, claro, o seu toque de ficção.

Este terceiro jogo fecha a trilogia, e não querendo estragar a festa sobre o modo campanha (muito protegida pela Activision), o jogo cumpre com o que se pretendia. Call of Duty: Modern Warfare 3 é a continuação direta de Modern Warfare 2. Aqui a minha introdução faz ainda mais sentido, pois quando o jogo inicia, todas as recordações do segundo jogo são avivadas e parece que foi ontem que o terminei.

A formula é a mesma desde sempre, onde iremos saltar de conflito em conflito encarnando diversas personagens, mas tendo sempre um inimigo em comum. O sanguinário e sem desprovido de sentimentos, Vladimir Makarov. Apenas uma achega sobre a sua personalidade. Neste terceiro jogo a personagem Makarov é muito melhor explorada, pois é o foco da raiva e vinganças dos intervenientes no conflito mundial. Digno de nota está a sua voz, simplesmente genial e encaixa na perfeição na sua personagem.

Algo que sempre me fez confusão na serie Modern Warfare é a velocidade que saltamos de palco de guerra, pautado por um misto de cut-scenes, imagens estáticas e planos do planeta e gráficos. Esta forma de explicar os acontecimentos é agora muito mais calma, muito mais explicita e não tão confusa. Nunca senti que tenha caído numa zona e nem sabia o que estava lá a fazer e com que personagem iria jogar e porquê. Ok, admito que tive este sentimento durante 10 segundos, mas logo levei com um "22 minutos antes", e passei para uma ação que iria culminar de forma fantástica. O jogo já está na rua por isso quem já jogou saberá certamente do que falo.

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Sobre o Autor

Jorge Soares

Jorge Soares

EG.pt Master of Puppets

Sempre ocupado e cheio de trabalho, é ele quem comanda e gere a Eurogamer Portugal. Queixa-se que raramente arranja tempo para jogar, mas quando está mesmo interessado num jogo, lá consegue arranjar uns minutos. Tem mau perder e arranja sempre alguma desculpa para a sua derrota, mas no fundo, é o que todos fazemos.

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