The Elder Scrolls V: Skyrim - Análise • Página 2

Adeus vida social.

Esta nossa capacidade de absorver a alma do dragão deve-se à nossa personagem ser aquilo a que chamam "Dragonborn" ou "Dovahkiin" na linguagem dos dragões (sim, a Bethesda deu-se ao trabalho de criar uma linguagem e escrita própria para os dragões). Graças a sermos um "Dragonborn", somos capazes de realizar "Shouts", ataques poderosos com base na linguagem dos dragões.

Através dos "Shouts", temos acesso a habilidades espantosas como cuspir fogo, andar a grandes velocidades durante breves segundos ou até abrandar o tempo. Isto são apenas alguns exemplos, porque existem mais para serem descobertos. Para os dominarmos na sua totalidade, necessitamos de aprender três palavras, e estas encontram-se espalhadas por Skyrim inscritas em construções em pedra. Mais uma das razões que encoraja à exploração.

Além dos "Shouts", estamos munidos de outras capacidades (Perks). Ao início é intimidante ver a quantidade enorme de aspetos que podemos melhorar, mas rapidamente percebemos que não há necessidade de melhorar tudo. Só as capacidades que usamos é que poderão ser melhoradas. Alguém que use somente magias em combate, irá ganhar bastante experiência nessa área, e quando subir de nível, ganhará um ponto para desbloquear um perk do seu agrado (desde que tenha experiência suficiente na área desse corpo). Basicamente, somos compensados por jogarmos ao nosso agrado. Eu por exemplo, prefiro ter uma arma numa mão, e uma magia na outra. Outros poderão preferir magias em ambas as mãos ou então uma espada e um escudo, ou apenas uma espada. As possibilidades são mais que muitas.

20 minutos de gameplay

A vossa decisão refletir-se-á no combate. As magias permitem combates espetaculares, repletos de efeitos visuais. Por outro lado, o combate com armas é mais monótono e requer que se cheguem perto dos inimigos, o que nos dragões não é lá muito boa ideia, a não ser que tenha uma armadura realmente fenomenal e se defendam bem (isto se tiverem escudo).

Os mais dedicados, poderão ir além de melhorar a sua personagem e forjar as suas armas, armadura e encantá-las com feitiços. Claro que isto envolve encontrar os materiais corretos, o que em si implica exploração. Se não quiserem dar-se ao trabalho, ao longo da vossa aventura poderão roubar, encontrar ou comprar equipamentos cada vez melhores.

O feito mais impressionante de Skyrim, é que o seu mundo está vivo, e esta sempre foi uma ambição nos jogos de mundo aberto. Mais que criar um mundo detalhado, a Bethesda deu-lhe uma estória. Nas cidades e aldeias, as pessoas cumprem com os seus quotidianos e interagem mais dinamicamente connosco, fornecendo informações sobre o local e por vezes dando origem a side-quests. Nas florestas ou montanhas, vemos lobos, raposas, carneiros, veados ou mesmo mamutes a passar por nós. O tempo muda dinamicamente. Embora não exista chuva (pelo menos nunca esteve a chover enquanto joguei), subam uma montanha e começará a nevar. Nas regiões mais frias, o nevoeiro nunca passa e não permite ver mais que uns metros para a frente.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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