Darksiders foi para mim uma das maiores surpresas de 2010. Foi apenas umas semanas após o lançamento que decidi pegar no jogo, e como já tinham saído análises, sabia que era um título de qualidade. O que não esperava, era que fosse tão bom. O mais engraçado acerca de Darksiders, é que devia ter falhado por completo. A razão é simples. Foi buscar inspiração e elementos a outros jogos e misturou isso tudo num mundo apocalíptico em que controlávamos um dos cavaleiros do Apocalipse. E quando se aproveitam coisas de outros jogos, geralmente o resultado nunca é muito famoso. Mas surpresa das surpresas, aquilo que parecia ser uma salgalhada acabou por funcionar de forma impecável.

Com o sucesso do primeiro, uma sequela era inevitável, e depois de ter sido revelada a artwork dos outros cavaleiros do Apocalipse, todos sabíamos que era apenas uma questão de tempo até ao anúncio de Darksiders 2. Bastaram alguns meses para que a THQ confirmasse que uma sequela estava em produção, no entanto, foi preciso esperar muito mais tempo para que as primeiras imagens e informações fossem reveladas.

Até ao momento sabemos que Death será o protagonista neste segundo jogo, e que a estória ocorre paralelamente com o primeiro Darksiders, com Death a tentar resgatar e limpar o nome do seu irmão War. Para ficarmos a conhecer melhor o que esperar de Darksiders 2, viajamos até Londres para assistir a uma apresentação com a presença de Marvin Donald, diretor do jogo.

Toda a apresentação decorreu numa área chamada Abyssal Plains, e rapidamente foi salientado que como Darksiders 2 não visa o nosso planeta como cenário principal, a arte criada por Joe Madureira não está tão limitada como no primeiro jogo e pode expressar-se melhor. Nesta área predominavam cores escuras como cinzento, roxo e azul escuro bem como elementos góticos (combinava na perfeição com Death).

Ao todo haverá quatro áreas distintas para explorar, um número menor que em Darksiders, em que existem onze áreas. Não fiquem já desiludidos, porque foi dito que o jogo será maior que primeiro (o mundo será 3/4 vezes maior segundo o diretor). E pelo que pude ver, será tanto em longevidade como escala. Esta foi uma das primeiras coisas em que reparei. Tudo é enorme quando comparado com Death, principalmente quando em Abyssal Plains existe um dragão enorme de duas cabeças que ocupa grande parte do cenário.

Como o jogo terá uma escala muito maior que Darksiders, o nosso cavalo, Despair, será desbloqueado logo numa fase inicial para podermos percorrer longas distâncias mais rapidamente. Outra novidade introduzida na sequela são os mini-bosses. Assim, já não teremos que esperar pelo final de uma área para um grande confronto. Em Abyssal Plains o mini-boss é uma serpente com uma caveira na cabeça e capaz de esburacar o chão para se proteger. Uma das habilidades deste mini-boss é a capacidade de transformação. Ao meio do combate, utilizando os restos mortais que se encontravam à sua volta, transformou-se num monstro com braços e pernas feitas de ossos.

Nesta parte pudemos ver Death em combate, e deu para perceber que é bem diferente do seu irmão War. Enquanto que este era mais lento, em parte devido à sua pesada armadura, Death é ágil e rápido. Marvin Donald até o descreveu como “mais animal”, querendo isto dizer que é mais feroz e brutal. Como não tem uma armadura para o proteger, Death apresenta uma estratégia ofensiva. Bloquear torna-se secundário, o importante é desviar os ataques inimigos para atacar de seguida em força.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.