Resident Evil: The Mercenaries 3D • Página 2

Muitos mercenários para tão curto objetivo.

O jogo é livre de não apresentar um modo história, e escolher ter nas missões salteadas o sumo da ação. O problema é que, para tal, se espera, no mínimo, uma quantidade aceitável de missões. E nem falo na variedade, já que estarão sempre a fazer o mesmo. A certa altura aparece POPOKARIMU como Boss de um nível, pelo que ainda pensei que poderia existir aqui uma espécie de corrida ao Boss, mas não. A cada missão muda o cenário e pouco mais, não existindo qualquer tipo de dedicação na criação de experiências únicas.

E não é que o jogo não seja divertido. No calor da ação torna-se impossível parar de jogar. É viciante e intuitivo enquanto jogam. Os controlos não são perfeitos – e aqui começa a guerra com a falta de um segundo joystick – mas dentro daquilo que é possível funcionam bem.

O jogo entra em visão na primeira pessoa para que efetuem os disparos, de forma a que controlem o joystick para fazer mira enquanto estão parados. Pela primeira vez na série é possível fazer mira enquanto andam, mas a forma para tal é tão arcaica que terminei o jogo sem a utilizar uma única vez. Outra mais-valia tão gabada pelos produtores é a possibilidade de utilizar o ecrã táctil para trocar de armas; e diga-se que realmente dá muito jeito.

Depois existe ainda a possibilidade de passar todo o jogo com um amigo, Online ou com outra consola. É divertido e funciona bem. Vai buscar um pouco o espírito de Resident Evil 5 e não tive grandes problemas com lag nas missões em que joguei.

Graficamente não é aquele Resident Evil 5 para uma portátil que tanto foi gabado inicialmente mas é, ainda assim, um produto bastante aceitável. Ainda que à custa de alguns problemas, como as ocasionais baixas texturas e o framerate a que se deslocam os inimigos quando vistos ao longe no ecrã. Preferi sempre jogar com o 3D desligado, pois na aplicação do mesmo não senti qualquer vantagem. Pelo contrário, nota-se até mais o serrilhado e algumas texturas mais francas.

O que faz, tende a fazer bem – a questão não é essa. O problema é que faz muito pouco. Por muito que funcione bem, é difícil olhar para este jogo como um produto a aconselhar. Terminado em cerca de 2 horas e com valores de repetição baixos, The Mercenaries 3D é mesmo o típico jogo de bolso para quem gosta de jogar por jogar, independentemente de estar a jogar o mesmo, vezes e vezes sem conta. Se procuram grandes objetivos ou incentivos esqueçam.

5 /10

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Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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