Resident Evil: The Mercenaries 3D

Muitos mercenários para tão curto objetivo.

Não foi escondido que Resident Evil: The Mercenaries 3D começou por ser uma demonstração técnica do potencial da 3DS face à série de sucesso da Capcom, por isso também não será surpresa para ninguém se disser que é um jogo curto, incompleto e até despropositado.

A Capcom queria um jogo da série o mais perto possível do lançamento da consola e conseguiu. O resultado é um título que, face à falta de opções, realmente só faz sentido numa altura em que a 3DS sofre ainda pelo reduzido cartaz de jogos disponíveis e que, mesmo assim, grita por falta de conteúdo para os padrões atuais.

The Mercenaries é um modo de jogo ao qual os fãs de Resi já estarão habituados desde a quarta aventura da série. Mas é um modo extra, desbloqueado uma vez findada a aventura principal. Pouco usual – a primeira vez que tal acontece – é ter um jogo dedicado na totalidade a esta premissa. À partida nem tem muito que enganar, pois qualquer jogador habituado a estas andanças saberá o que vai obter daqui. O problema é que para um jogo que se apresenta como completo e vendido a preço normal isto é muito pouco.

The Mercenaries 3D coloca o jogador no centro da ação ao longo de um punhado de cenários bem conhecidos de outras aventuras da série. Ambientes e inimigos familiares é, portanto, muito daquilo que poderão aqui encontrar. Na realidade nem é preciso muito esforço, pois se os cenários foram retirados de Resi 4 e 5, então bastou mesmo recicla-los do modo Mercenaries dos ditos jogos. O objetivo passa por eliminar o maior número possível de inimigos, completando combos e apanhando bónus de tempo, de forma a obter uma pontuação alta.

Para tal poderão escolher entre 8 personagens bem conhecidas de todos: Chris e Claire Redfield, Jill Valentine, Rebecca Chambers, HUNK, Barry, Krauser e Wesker. Cada um conta com um arsenal de armas distinto e características próprias. Não existe qualquer história como plano de fundo, pois tudo o que aqui poderão encontrar são missões separadas e com finalidades semelhantes. O único objetivo de progressão acaba por ser a possibilidade de desbloquear habilidades ou novas roupas para as personagens. Isso e as medalhas, uma espécie de Achievements dentro do jogo.

As habilidades são aquilo a que os fanáticos de Call of Duty chamam Perks e, como o nome indica, proporcionam ao jogador certas vantagens, como recuperar vida ou ter mais eficácia nos disparos e granadas. Cada uma pode ser evoluída em 3 níveis que darão certas mais-valias. Mas isto é tudo muito pouco para um jogo baseado num modo de jogo. Até mesmo as missões são poucas: 21 no total, espalhadas por 5 níveis diferentes. Cerca de 2 horas deverão chegar para terminar todas as missões, sendo que depois aparecerá o nível EX com algumas novas aventuras.

É claro que o jogo é apresentado – pelo menos pelos produtores – como uma aventura de bolso e que os níveis são feitos para serem repetidos de modo a que obtenham novas pontuações e, consequentemente, desbloqueiem novas medalhas e habilidades. E por aí fora. No entanto, a verdade é que já vi outros jogos oferecerem mais incentivos de repetição sem recorrerem a uma apresentação casual como a deste.

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Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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