Ruin

Primeiros passos na Vita.

Com a nova portátil da Sony, a PlayStation Vita, praticamente pronta para o lançamento, sabendo já os preços dos dois modelos, só falta mesmo a data de lançamento. Mas para já as atenções começam a focar-se nos jogos de lançamento, ou na melhor das hipóteses no alinhamento inicial que marcara a segunda geração de portáteis PlayStation.

Quando se procura uma consola portátil, por muito que esta faça e por muito bonita que seja, o que vai comandar a compra e a consequente experiência que daí resultar vão ser os jogos. Muitos títulos já foram apresentados, desde Uncharted: Golden Abyss, ModNation Racers, Little Deviants, Street Fighter x Tekken, Resistance, WipEout 2048, Ridge Racer Vita, LittleBigPlanet Vita, Killzone Vita e outros mais, de todos eles o que mais curiosidade me deu foi mesmo Ruin, um novo produto em desenvolvimento pelos estúdios Sony San Diego em parceria com a Idol Minds.

Apresentado na conferência da Sony durante a E3 2011, Ruin mostrou como pode um RPG de ação ser muito mais do que isso e como pode a nova portátil da Sony oferecer algo nunca antes visto em termos de conectividade. Os produtores aclamam que Ruin é um jogo que procura acima de tudo ser divertido e elevar a conectividade entre jogadores a novos patamares. Segundo o produtor o desafio foi mesmo esse, conceber um produto completamente novo na Vita que pudesse cativar fãs do género ao oferecer algo fresco. Para descobrir mais tivemos uma apresentação à porta fechada com a dupla de produtores que o anunciou na conferência da Sony.

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Ruin é um RPG de acção que pretende envolver e divertir o jogador.

Segundo os produtores, um dos maiores valores de Ruin é ser um RPG de ação competente, significando isto que ao contrário dos produtos dos últimos tempos o combate procura ser bom e envolver o jogador, não simplesmente apelar ao martelar de botões. Por outro lado, recentemente os jogos de ação tem implementado vários elementos do género RPG para desenvolver personagens e as pessoas começam a tornar-se mais familiares com eles. Então, sentindo que o género RPG está cada vez mais leve no desenvolvimento de personagens, os produtores decidiram apostar num género de RPG de ação que conjuga um bom sistema de combate com um bom desenvolvimento de personagens.

Para mostrar como estão empenhados em dar liberdade e variedade de opções na personalização de personagens, em Ruin vamos poder mudar as suas vestes e outros parâmetros como até a cor da pele. Na demonstração vimos um Infernal Warrior e foi-nos revelado que cada jogador vai poder personalizar o seu e cada um será diferente. Outro dos elementos demonstrados foi como os cenários têm um alto nível de destruição e mais do que apelar à vista, isto está inserido na jogabilidade pois para resolver alguns puzzles vamos mesmo ter que partir e destruir partes dos cenários.

Ao começar o nível foi explicado que os nossos personagens vão ser uma espécie de deuses, pelo menos no início do jogo. O que vier depois ainda está em segredo. O que isto quer dizer é que não vamos andar a matar ratos com um pau, como brincou o produtor dando uma "achega" a outros RPGs. A inteligência artificial está lá para morrer e de forma brutal. Os nossos personagens vão ter muito poder e as formas de matar inimigos vão ser variadas e entusiasmadas, 'extravagantes' até segundo prometido. Os produtores consideram mesmo que têm algo entre mãos bastante único e diferente do normal, algo do qual se orgulham.

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A personalização de personagens promete estar a um nível elevado.

Em Ruin vão existir três classes de personagens: guerreiro, feiticeiro e assassino. Todas apresentam habilidades distintas e a forma como tornam o jogo diferente de uma para outra será um dos apelos a que os jogadores voltem a jogar a campanha. Na apresentação, tal como referido, vimos a personagem Infernal Warrior que é uma espécie de tanque e quase nos faz pensar que temos uma espécie de Kratos entre mãos a destruir tudo e todos como se não se esforçasse.

Em Ruin a conectividade entre os jogadores e o uso das redes sociais vai ser elevado a um novo nível, tudo devido ao Rival System. Este sistema é descrito como uma espécie de matchmaking que analisa o tipo de jogador que somos e procura jogador com características similares. Analisa quantas horas jogamos, que coisas estamos a construir e que tipo de itens estamos a recolher. Isto vai servir para promover um espírito de competição e entre ajuda saudável pois procura pessoas que se enquadrem no nosso estilo de jogo.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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