Depois de imensos rumores finalmente temos o terceiro jogo debaixo do nome Modern Warfare a caminho das consolas de nova geração e PC. A série Call of Duty é já esperada todos os anos, e mesmo que assim não seja referido a Activision já não consegue viver sem o seu destruidor de recordes, quer de vendas quer de faturação. Se dúvidas pesassem sobre o sucesso da marca, o produto do ano passado, Black Ops. conseguiu o enorme feito de superar aquele que parecia o então imbatível, Call of Duty: Modern Warfare 2. Agora o testemunho está novamente do lado de Modern Warfare 3, e a pergunta este ano é dupla, pois para além de concorrer consigo mesmo ainda tem uma concorrência que se perfila como um dos alvos a abater, estou a falar claro de Battlefield 3, da DICE.

Depois de muito ansiar, tive a oportunidade de ver pela primeira vez o jogo em ação e ainda presenciar um nível não mostrado ao público, um ataque em pleno centro de Londres. Algo que temos a certeza com Modern Warfare 3 é que é um Call of Duty, isto para o bem e para o mal. É um Call of Duty e assume-o de forma clara. Não existem aqui enganos, mas ao mesmo tempo não existe um fator surpresa, aquilo que vimos é-nos extremamente familiar, principalmente na forma que tudo acontece. Isso não quer dizer que seja algo mau, basta verificarem a nossa opinião sobre os anteriores jogos para poderem saber o que achamos de Call of Duty. Talvez também seja algo que os fãs do jogo aceitem, pois porque mudar em pilares base se a formula tem um sucesso?

Uma das grandes novidades está por exemplo no sistema social Call of Duty Elite, que irá iniciar com o Call of Duty: Black Ops e que estará pronto para receber o Call of Duty: Modern Warfare 3 a 8 de novembro deste ano. mas sobre este sistema abordarei mais à frente.

Apesar de se sentir como Call of Duty, Modern Warfare 3 consegue-se adaptar à evolução da indústria. Uma marca que atravessa diversos anos, e tem saído a cada ano, é deveras gratificante como consegue de certa forma parecer sempre atual. Está na moda a escala. E quando digo escala, digo ambientes de enorme escala, acontecimentos contínuos, sem qualquer tipo de paragem na jogabilidade, ou interrompidos por qualquer imagem preta. Em Modern Warfare 3 a escala é enorme. Tudo parece elevado a um estado de absoluta guerra. Já não estamos circunscritos a um único aspeto, a uma única ação onde nos podemos concentrar. A ação no ecrã é de tal forma grande, barulhenta e viva, que por vezes parece desejar que fiquemos num canto à espera que tudo passe. Mas por outro lado, não nos larga a sensação de tudo demasiado escrito, pré-concebido para que possamos arregalar bem os olhos.

O primeiro nível mostrado foi aquele que vimos no primeiro trailer do jogo. Temos as forças Delta, no papel de Derek "Frost" Westbrook, num ataque subaquático a um submarino, o Hunter Killer, nos EUA ,com Manhattan, a "Big Apple" a ferro e fogo como pano de fundo. O jogo faz-nos atravessar rapidamente diversas formas de jogabilidade. Tanto estamos debaixo de agua com um "Scuba", como rapidamente subimos para o submarino, entramos, cumprimos a missão, saímos, entramos num bote e somos salvos por um helicóptero. Não esquecer as sempre bonitas sequências em slow-motion, um cheiro a Hollywood. Sim, agora podemos descansar.

Como já ficou evidente, as forças russas não estão para brincadeiras. O jogo segue a linha do enredo de Modern Warfare 2, sendo que a Rússia está neste momento em pleno território Norte-americano. Mas mais que o território Norte-americano, iremos viajar um pouco por todo o mundo, à boa maneira de Call of Duty, saltando de conflito em conflito e atravessando diversas personagens.

Deixando o território americano, saltamos para Londres, numa missão de infiltração noturna. Interessante que a missão tem o nome de Mindgape, uma alusão ao metro de Londres, onde termina o nível. Nesta missão somos Marcus Burns, um sargento das SAS(Special Air Service). Somos acompanhados por quatro soldados, e aqui também podemos experimentar diversas jogabilidades. Desde visão noturna até um avião, bem como dentro de uma pickup nas linhas do metro. A missão acaba com uma perseguição nestas mesmas linhas, e novamente Modern Warfare 3 demonstra o que irá trazer no dia 8 de novembro. Explosões, ação, sistema sonoro arrebatador e acima de tudo um motor de jogo renovado onde a destruição do ambiente é um dos motes. Como exemplo temos o fim do nível onde o metro que perseguíamos acaba por descarrilar, levando tudo à frente, muros, colunas, criando um efeito de caos autêntico.

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Sobre o Autor

Jorge Soares

Jorge Soares

EG.pt Master of Puppets

Sempre ocupado e cheio de trabalho, é ele quem comanda e gere a Eurogamer Portugal. Queixa-se que raramente arranja tempo para jogar, mas quando está mesmo interessado num jogo, lá consegue arranjar uns minutos. Tem mau perder e arranja sempre alguma desculpa para a sua derrota, mas no fundo, é o que todos fazemos.

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