Ninja Gaiden III

Ai abusa, abusa.

Ainda antes da E3 propriamente dita ter início, a Tecmo Koei permitiu a todos os presentes na conferência da Sony pré-E3, testar um pouco do novo jogo que vai marcar o regresso de Ryu Hayabusa às consolas de alta definição. A demo serviu para ter um pequeno gosto do que nos espera e também serviu para nos mostrar a direção que a Team Ninja está a dar ao primeiro Ninja Gaiden pós Itagaki. O tempo com o jogo foi extremamente curto, demasiado para o gosto que nos deu, mas acima de tudo deu para perceber que tudo está altamente familiar e podem contar com um jogo melhorado mas dentro dos parâmetros da série de referência.

O nível apresentado decorre nas ruas de uma cidade de tons Europeus, a lembrar Praga, durante uma noite muito violenta e ninjas envergando vestes militares, assim como um enorme robô são os principais adversários deste nível. Como deixado a sugerir pela equipa de desenvolvimento, o braço direito de Ryu está infetado mas tal não é só um "enfeite" visual. Hayabusa tem agora à sua disposição como que um lado maléfico prestes a tomar conta de si e que lhe abre porta a ataques mais poderosos e muito mais sangrentos. Sim, muito mais do que a já tradicional violência cheia de sangue a que a série nos habituou. Aliás, se tivesse que escolher, diria que as cores predominantes nesta demo são mesmo o vermelho e o negro, não só pelo fato e por decorrer de noite, mas porque todo o jogo parece ter um tom mais sombrio.

Assim que assumimos o controlo de Ryu percebemos instantaneamente que o esquema base está completamente igual. A forma como atacamos, a forma como os inimigos nos atacam e reagem, tudo parece altamente idêntico e assim que entramos no ritmo, Ninja Gaiden nunca recompensou quem martela os botões, sentimos que estamos perante o mesmo de sempre, o que é bom. No entanto, consoante os minutos vão passando vamos começando a perceber novidades e ajustes na jogabilidade. As execuções estão mais brutais e agora existe uma mecânica que entra em ação quando nos encontramos em determinados momentos, como executar um contra-ataque ou um inimigo tem pouca energia, nos quais temos que pressionar um botão para escapar a um ataque ou eliminar o inimigo mais depressa.

Todos sabemos que Ninja Gaiden sempre foi uma série carregada de profundidade no seu esquema de combate e desta vez a Team Ninja parece ter decidido elevar as coisas ainda mais. Ao contrário do anterior esquema de contra-ataque com um único botão, temos agora dois botões para suceder ao botão de defesa, um para os ataques normais e outro para os ataques fortes. Isto insere novas camadas de profundidade pois temos que estar ainda mais atentos e concentrados nos movimentos dos inimigos e faz com que seja ainda mais um jogo de ritmo e precisão. Os combos e ataques ganharam também acréscimos e visualmente são cada vez mais brutais e impiedosos.

A movimentação de Ryu está altamente semelhante à dos anteriores, ao início parece ligeiramente mais lenta mas é puro engano, o ritmo é alto e movimenta-se com toda uma graciosidade que foi com imensa pena que vi inúmeros problemas de câmara em várias secções. Seja a oferecer um bom ângulo nos combates ou a seguir o personagem pelos níveis, o trabalho de câmaras é para já o principal problema a apontar e algo que, tendo em conta o historial da série a este respeito, esperávamos não estar presente.

Visualmente tudo parece bem encaminhado, se bem que ainda um pouco flutuante. Ryu está altamente detalhado e o robô que nos ameaça constantemente ao longo do nível consegue surpreender, mas os cenários parecem ligeiramente inferiores ao resto e por vezes, mesmo num jogo com tanta ação e com um ritmo tão alto, os cenários surgem na vista e demonstram debilidades. São elementos que pensávamos terem sido corrigidos, mas ainda falta muito para o jogo ser lançado. Em termos sonoros tudo continua visceral e brutal quanto se podia desejar e aqui não temos nada a apontar.

Algumas das novas mecânicas de jogo envolvem um sistema mais dinâmico de gravar o jogo, agora temos um falcão que vem ter com Ryu e gravamos assim o jogo. As execuções e as sequências QTE abundam e aquele jogo de ação repleto de violência e com um estilo que apenas os melhores filmes de artes marciais de Hong Kong conseguem rivalizar está aqui e a ganhar contornos altamente interessantes.

Ninja Gaiden III está a caminho da PlayStation 3 e da Xbox 360 e esta oportunidade para jogar a demo foi um bom momento para conhecer o jogo numa fase ainda inicial. Conseguimos perceber bem o que a companhia e o estúdio pretendem, um jogo igual a si mesmo mas evoluído, mas não deixamos de assinalar que existem problemas a serem corrigidos já. Esperamos pelo evoluir do jogo nos próximos meses.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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