The 3rd Birthday - Parasite Eve

Onze anos de espera. Este é o resultado.

Foram precisos onze longos anos para este momento. Parasite Eve, uma das séries favoritas da PSOne, está de volta. Porém, não é bem aquilo que todos esperavam. Parasite Eve é conhecido por ser um RPG e embora a Square Enix o descreva como um RPG de acção cinemático, The 3rd Birtday assemelha-se mais a um shooter de que a um RPG.

Outra particularidade de The 3rd Birthday é que saltou de uma consola caseira para uma portátil. Uma das primeiras coisas que me veio à cabeça quando comecei a jogar foi como seria o jogo para as actuais consolas caseiras. Já na PSP o seu aspecto é fabuloso, mas é difícil não pensar naquilo que poderia ser alcançado caso a Square Enix tivesse decidido produzir The 3rd Birthday para a PlayStation 3 em vez da PSP.

Mas não foi esse o caso por isso temos que nos contentar com o que temos, que é um jogo muito bem conseguido para uma portátil e com um nível elevado de polimento. Logo no início é apresentada uma cinemática espectacular onde vemos Nova Iorque a ser envolvida por uns tentáculos gigantes. Estes tentáculos tem o nome de "Babels" e vêm acompanhados de uns monstros chamados Twisted.

Aya Brea regressa mas com amnésia, não se lembrando de nada. A única coisa que se lembra é de acordar num vestido de noiva ensopado em sangue. Pouco tempo depois, Aya descobre que consegue viajar para o passado utilizando uma máquina chamada "Overdive System",

A jogabilidade funciona exactamente como um third-person shooter. No analógico controlamos o movimento de Aya, no gatilho esquerdo bloqueamos o alvo e no gatilho direito disparamos. Para apimentar as coisas, temos ao nosso dispor algumas habilidades especiais. "Overdive" é uma delas. Esta habilidade permite a Aya sair do seu corpo e entrar no corpo de outro humano e controlar as suas acções. Além de ser uma habilidade, é também uma mecânica essencial em The 3rd Birthday.

Quando em combate nunca estamos sós, somos sempre acompanhados por soldados. E é aqui que o "Overdive" começa a fazer maravilhas. Se estivermos prestes a morrer, saímos do nosso corpo e assumimos controlo de um soldado, e assim sucessivamente. O problema é quando os soldados se esgotam, aí não temos por onde fugir. Mas não pensem que The 3rd Birthday é um jogo fácil porque temos várias vidas e mira automática, pelo contrário, irão ver o ecrã Game Over com frequência.

O essencial em The 3rd Birthday é estar sempre em movimento e ser rápido, até porque Aya é bastante frágil, basta alguns ataques dos Twisted para que fique à beira da morte. É um jogo bastante desafiante, e apesar da sua jogabilidade simples, obriga-nos a usar tudo aquilo ao nosso dispor para termos sucesso. O "Overdive" desempenha novamente um papel crucial e implementa alguma estratégia. Assumir o controlo de certos soldados dá-nos acesso a armas que nos podem facilitar as coisas, como é caso dos snipers que se colocam em posições mais elevadas que permitem eliminar os inimigos calmamente um por um.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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