As Surpresas do Ano - Eurogamer Portugal - Parte 1

Mostra o que vales, mostrarei a minha surpresa. Act:

[Editor]Para tentar clarificar este artigo, ainda será publicado a segunda parte das surpresas do ano, bem como as desilusões.

Chegado o mês de Dezembro, os estúdios e as companhias entram nos seus períodos de férias relativas à quadra Natalícia. A indústria fica num estado morno e ficamos com o tempo necessário para abordarmos os tradicionais balanços sobre o ano que agora está a terminar. Fruto desse balanço são as habituais listas de títulos que mais nos espantaram e nos surpreenderam e para partilhar convosco a nossa opinião, decidimos revelar-vos quais os títulos que mais nos agradaram sem que estivesse-mos especialmente à espera. Alguns títulos já faziam parte do nosso radar de lançamentos ou eram há muito aguardados por fazerem parte uma particular série que acarinhamos. Alguns títulos, como estes que vamos mencionar aqui, surgiram quase inesperadamente ou então conseguiram realmente nos surpreender pois até poderiam sugerir alta qualidade, mas talvez não tão alta quanto a que ofereceram.

Mesmos os mais atentos que todos os dias investigam os movimentos da indústria conseguem ser surpreendidos e todos nós temos aquele jogo do qual não estava à espera. Por isso criamos uma lista de dez dos títulos que mais nos surpreenderam e apresentamos os motivos para a sua selecção pois são ao mesmo tempo dos jogos que mais prazer nos deram de jogar ao longo deste ano. Vão ser abordados e expostos sem qualquer ordem de preferência pois foram escolhidos por vários membros da equipa e como tal cada um tem um peso e valor diferente para cada um de nós. Alguns já foram jogados até à exaustão, outros estão à espera para serem finalizados e alguns ainda fazem parte do nosso dia-a-dia. Agora sem mais demoras vamos começar com as Surpresas do Ano.

1
War vai até ao fim do mundo para provar que está inocente. God of War meets Zelda conquistou-nos.

Darksiders

Darksiders chegou logo a 8 de Janeiro e marcou um dos mais espantosos inícios de ano da indústria, algo pouco comum há alguns anos atrás mas cada vez mais habitual actualmente. Darksiders nasceu da veia criativa de Joe Madureira e do seu estúdio Virgil Games. Não só é o primeiro produto desenhado por esta equipa como é uma carta de amor a todas as séries que os acompanharam ao longo das suas vidas, e das nossas. Este jogo de acção e aventura contava com um design a cargo do famoso Madureira e reunia elementos de jogos aclamados como The Legend of Zelda para os seus puzzles e secções de aventuras, ao lado de inspirações vindas de God of War para os elementos de acção.

O misto de personalidades distintas aqui combinadas sobre um trabalho de arte bastante interessante deram ao jogo um carácter próprio e muitos foram aqueles que não hesitaram em vingar War, um dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Invocado erradamente e acusado de iniciar o Apocalipse, War exige uma oportunidade para provar que foi enganado e é aqui que entra o jogador. Algumas das lutas contra os bosses gigantes marcaram os jogadores e enquanto a sua qualidade não é incontestável, no geral conseguiu surpreender quem não esperava tal façanha do primeiro trabalho de um estúdio desconhecido. Agora já não o é.

2
Rebel One: Fight! Visualmente espantoso e viciante, assim é BlazBlue.

BlazBlue: Calamity Trigger

Numa altura em que o mundo dos jogos de luta vibrava com uma intensidade que há muito se julgava perdida, Street Fighter IV era rei e senhor nas consolas domésticas. O seu novo aspecto e a sua nova jogabilidade em 2.5D tornaram-no numa referência mas outros acreditaram que para evoluir não era preciso romper com o passado nesses aspectos. Enquanto jogos como King of Fighters XII perderam porque teimaram em não evoluir, outros como BlazBlue: Calamity Trigger mostraram que é possível seguir as tradições e seguir com vista para o futuro. O jogo da Arc System Works manteve o tradicional aspecto a 2D mas glorificado em toda a sumptuosidade da alta definição que lhe permitiu ostentar uma vibrante palete de cores, animações espantosas a lembrar um desenho animado e ainda um dos mais irreverentes e estranhos leques de personagens em qualquer jogo de luta da actual geração.

O mais espantoso é que esta espécie de sucessor espiritual para Guilty Gear conseguiu apresentar um enorme equilíbrio entre os seus lutadores embrulhado em papel de ouro por uma profundidade e acessibilidade digna das maiores referências no género. Todo o bem-vindo estilo anime é palco para um modo história expansivo, se bem que um pouco confuso, e para outros modos entre eles um mais do que conseguido modo online para vários jogadores. BlazBlue permite que qualquer comece desde logo a executar golpes mirabolantes cujas acrobacias deixam qualquer um espantado mas só mesmo os mais dedicados vão conseguir aceder às combinações mais poderosas e aos movimentos mais deliciosos de ver. É sem dúvida um produto recomendado para todos os amantes de jogos de luta a 2D e desde o seu lançamento em Abril que ofereceu a única alternativa de valor a Super Street Fighter IV por estes lados.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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