Final Fantasy: The 4 Heroes of Light • Página 2

Conta-me como chegou a ser.

Sempre que entramos em combate recorremos ao ecrã táctil para dar ordens aos quatro personagens e o sistema de trabalhos de Final Fantasy surge aqui na forma do sistema de coroas. As coroas permitem aos personagens assumir trabalhos específicos, à semelhança do sistema de classes na série principal, e dão acesso a ataques especiais a cada personagem. Atribuindo magias compradas nas lojas a um personagem com uma coroa que a permite usar, podemos dar variedade à nossa equipa e expandir o nosso leque de ataque para melhor se ajustar à exploração das variantes debilidades dos inimigos.

No entanto, ao contrário do tradicional, aqui não temos os tradicionais pontos de magia ao lado dos pontos de vitalidade. Ao invés disso temos um sistema que assenta no comando boost. Cada personagem tem cinco pontos, o máximo, para usar permitindo que execute acções, os diferentes ataques tem um custo variado, e recorrer ao comando boost permite restabelecer esses pontos e representa o maior alvo de atenção no esquema de combate e ainda está em sintonia com o sistema de coroas.

Uma profissão cujos ataques especiais que usamos lhes estão especificamente relacionados vai precisar de gastar menos pontos de comando ao realizar esse ataque, tornando necessário associar os ataques especiais ao personagem que usa a respectiva coroa. Isto também nos obriga a ter sempre em atenção aos pontos de comando que nos restam para podermos encadear e usar os ataques especiais. É o ponto que caracteriza a jogabilidade e no qual nos temos que focar, especialmente nas lutas contra as criaturas mais poderosas.

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A tradição que hoje homenageada de uma altura em que era novidade.

Os combates são tanto clássicos como são agradáveis e como mandava a tradição, neste jogo vamos precisar de combater bastante para melhorar os atributos dos nossos personagens pois ao subir de nível não somos tão generosamente recompensados quanto o somos na maioria dos RPGs. Pelo contrário, por vezes nem parece que subimos de nível ao olhar para os dados dos personagens mas é notório que subir um ou dois níveis pode fazer toda uma diferença. Assim como comprar itens de suporte, comprar as armas mais poderosas e envergar as diferentes peças de vestuário que melhor nos beneficiam é extremamente vital.

Mais do que tudo, The 4 Heroes of Light representa um verdadeiro desafio numa era de crescente facilitismo. O jogo pede mesmo ao jogador para estar completamente atento e não se faz rogado em nos lembrar que se queremos progredir temos que estar concentrados e empenhados. Isto pode ser suavizado pelo modo para vários jogadores, ao entrar no mundo ou recebendo jogadores mais experientes mas acima de tudo os valores à antiga do jogo são sempre mantidos, a exploração é a palavra de ordem.

Como em tudo na sua essência, The 4 Heroes of Light faz-se acompanhado de uma banda sonora toda ela a lembrar os clássicos da série e a componente visual leva-nos para um mundo de enorme fantasia. Tudo parece lembrar uma aguarela e oferece ao jogo um tom distinto dos demais. É agradável e todo o mundo é interessante e altamente variado. Cada novo mundo que conhecemos num novo RPG deve ser por si só um convite à imaginação do jogador e The 4 Heroes of Light consegue cumprir com tal objectivo.

Final Fantasy: The 4 Heroes of Light é mais uma proposta de grande qualidade no já recheado catálogo da plataforma portátil da Nintendo. No entanto, a Square Enix faz honra ao passado e cria uma experiência que nos lembra como tudo começou. O que isso oferece de bom é um esquema e dificuldade acima da média, especialmente numa plataforma na qual por vezes o género é suavizado para maior abrangência.

8 /10

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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