A franquia Tony Hawk atingiu o fundo do poço no ano passado com o lançamento de Tony Hawk: Ride. Esta série na sua era dourada tinha um sucesso extraordinário, mas com o passar dos anos foi perdendo a popularidade e tornando-se cada vez pior. Por incrível que pareça, o novo jogo da série, Tony Hawk: Shred, consegue afundar e manchar ainda mais o seu nome.

Sejamos sinceros, o conceito de Tony Hawk: Ride foi um falhanço, como prova disso temos as péssimas notas e fracas vendas. A grande novidade do jogo era o uso de uma tábua como controlador. Apesar do falhanço, a equipa responsável pelo jogo e o próprio Tony Hawk parecem não ter ficado convencidos que a fórmula da tábua como controlador não resultou. E foi assim que surgiu Tony Hawk: Shred.

Shred tal como o seu antecessor usa uma tábua para controlar o que fazemos no jogo. Não joguei o título anterior, que nem sequer foi lançado em Portugal, mas sempre tive curiosidade de o fazer, principalmente devido à nova forma de controlo. Finalmente a oportunidade surgiu este ano com Tony Hawk: Shred, que desta vez chegou ao nosso país. As minhas expectativas não eram elevadas mas estava ansioso por experimentar.

Apesar das expectativas reduzidas, não esperava que o jogo fosse tão mau. Tudo começa com o design da própria tábua. Em comprimento é pequena e por isso não consegue dar ao jogador estabilidade quando chega à execução das manobras. Devido a existirem sensores laterais no meio da tábua, não podemos colocar o pé nessa parte, algo que estava sempre a fazer e que interfere muito com o controlo da tábua.

Os controlos não são nada intuitivos, com a excepção do ollie. O facto de eu ser praticante deste desporto não me ajudou muito a perceber como fazia certos truques com a tábua, por isso lá fui eu para o training mode. Aqui o jogo consegue marcar um ponto positivo, no treino está tudo muito bem explicado e existem diversos tutoriais para os vários tipos de truques que podemos fazer com um skate.

O grande problema de Tony Hawk: Shred está na sua jogabilidade. A tábua simplesmente não responde correctamente, foram muitas as vezes em que tentei fazer um truque e saia algo diferente, ou tentava fazer um simples ollie e o skater fazia um truque de amarrar na tábua, às vezes parecia mesmo que tinha vida própria. Nos grinds e slides o jogo até corresponde bem, mas no resto é um verdadeiro pesadelo. Estar a tentar fazer algo e sair algo diferente ou até não haver resposta é irritante, foi difícil não perder a paciência com Tony Hawk: Shred.

Para piorar as coisas, o jogo é totalmente on-rails, não escolhemos para onde vamos. Num nível inteiro precisamos apenas de dar lanço uma vez, no começo. O skater ou o melhor, o skate, anda em automático, anda sozinho vira sozinho, o jogador está limitado a fazer truques e temos que ir para onde o skate nos leva. É possível utilizar a tábua para navegar pelo menu ao virar para esquerda ou direito, de tal modo, não faz sentido estarmos limitados em questões de movimento nos níveis.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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