Vanquish • Página 2

Mais rápido que tudo.

Tenho que louvar o jogo pelo seu sistema de gravação. Os checkpoints são frequentes, por isso se morrermos o mais certo é não perdermos quase nenhum progresso. Quantas vezes noutros jogos vocês não desligaram a consola ou trocaram de jogo porque perderam um grande progresso e tinham que fazer tudo de novo? Vanquish mantém sempre o jogador agarrado ao jogo.

Descrevo a campanha de Vanquish como excelente e brutal, uma das melhores que já joguei. No entanto, é uma campanha de curta duração, demorei 5:25 horas a terminar em modo normal. Claro que depois temos as dificuldades Hard e God Hard (segundo Mikami esta dificuldade é para os masoquistas). O que provavelmente vai acontecer depois de terminarem a campanha pela primeira vez é saltarem para uma segunda volta. Vanquish é daqueles jogos que só cansa depois de o repetirmos várias vezes.

A campanha está dividida em 5 actos e os actos em missões, no final de cada uma surge um quadro que vai calcular a nossa pontuação com base no nosso desempenho, ao estilo de Devil May Cry. No final a vossa pontuação será colocada na leaderboard do jogo, para alcançarem uma boa posição vão ter que treinar muito.

Vanquish vai buscar inspiração ao jogos ocidentais com o uso de QTE's. A Platinum Games soube utilizar estes momentos em moderação e por norma apenas vamos encontrá-los quando estamos a lutar contra mechs gigantes. Á semelhança de Bayonetta, nos QTE's temos de carregar nos botões rapidamente. O jogo atinge o auge da sua espectacularidade nestas situações, não há nada melhor que ver Sam a desviar-se de mísseis e arrancar cabeças de mechs aos punhos.

Mais uma vez, a Platinum excedeu-se na criação dos níveis. É difícil encontrar palavras para os classificar, o melhor que consigo encontrar é maravilhosamente frenéticos. A acção é sempre continua, Vanquish é para aqueles que realmente adoram acção, quase não há espaço para respirar. Queria mesmo poder descrever alguns níveis, mas isso seria estragar a surpresa, é algo que têm de ver com os vossos próprios olhos.

As armas fazem parte do ARS e podemos carregar quatro armas ao mesmo tempo. Cada direcção do D-pad está atribuída a cada arma. Embora tenham um design futurista, as armas são basicamente aquelas que encontramos nos TPS e FPS de hoje em dia. Existe a assault rifle, a heavy machine gun, a sniper, shotgun, entre outras. Algumas delas fogem ao habitual, temos por exemplo um lançador de discos que fazem ricochete nos inimigos (confesso que não utilizei muito esta a arma, prefiro as "tradicionais"). Ao longo da campanha vão aparecendo uns cubos em forma de holograma que servem para melhorar as armas, aumentando o número de balas que disparam por segundo e a munição.

A nível visual, haverão aqueles que irão apontar que é demasiado cinzento, mas isso não interfere em nada com a jogabilidade, em nenhum momento senti dificuldade em ver ou detectar os inimigos, isto porque todos eles em alguma parte do seu corpo tem uma cor contrastante. As animações do ARS a mudar de arma, as faíscas das balas, os mechs a desfazerem-se em pedaços, tudo isto é magnifico. Os gráficos de Vanquish não são de ponta, mas isto não limita o jogo em qualquer aspecto ou impede-o de criar momentos de cair o queixo.

Além da campanha podem ainda desfrutar do modo Challenge. Existe um challenge para cada capítulo (ou seja cinco), em cada um deles vamos enfrentar vagas de inimigos cada vez mais difíceis. Aqui se perderem tem mesmo que começar de novo.

Sem dúvida que Vanquish vai buscar elementos e mecânicas a outros jogos, contudo, a maneira como os usa e combina com elementos próprios é algo inédito e original. É mais uma excelente criação por parte de Shinji Mikami e da Platinum Games. Este estúdio é uma maravilha que oferece aos jogadores jogos que transbordam de qualidade, e depois de Bayonetta, Vanquish torna-se mais um jogo obrigatório para qualquer fã de acção. O único menos e o que se calhar vai deixar os jogadores com o pé atrás é a curta duração da campanha.

9 /10

Vanquish será lançado no dia 22 de Outubro, próxima sexta-feira. A versão analisada, PlayStation 3, contém uma instalação obrigatória com cerca de 2 GB.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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