FIFA 11

Uma nova época a 11 jogadores.

Onze é o número deste ano. Embora estejamos no ano de 2010, o número 11 é certamente um número bem interessante para os lados da Electronic Arts. Não só porque é a data do novo FIFA 2011, mas porque pela primeira vez, na história da série, iremos jogar online em modo multijogador com onze jogadores de cada lado, incluindo, claro, o guarda-redes controlado por um jogador real. O futebol real é de onze contra onze e embora alguns clubes joguem com 12 do seu lado, será que poderemos querer jogar sempre como guarda-redes?

Esta situação remete-nos para os problemas de jogos na escola, onde, partilhado pelo produtor do jogo David Rutter, quase ninguém queria ser o guarda-redes. Este problema certamente passará para o multijogador de FIFA 11, mas, achámos nós, como sempre encontrei alguém para a baliza, não será complicado recriar os encontros com grande facilidade.

Esta é uma das primeiras e diversas alterações e novidades no FIFA 11. Novamente com o mesmo motor de jogo, mas com refinamento prometido, e como em equipa vencedora não se mexe, este ano temos novamente a mesma equipa de produção por detrás da versão da nova geração. A versão da Nintendo Wii é um projecto dedicado directamente à consola não sendo produzido pela equipa da EA em Vancouver, Canada.

Para além do óbvio 11vs11 temos ainda as aclamadas Personality+ e Pro Passing, duas novas características que prometem recriar ainda com maior fidelidade o jogo no rectângulo verde. David Rutter reconhe que a produção teve como base três pilares, a resposta, o feedback dado pela comunidade e a inovação do jogo. Considera que todos os aspectos do jogo foram melhorados, e que as bases principais são realmente o Personality+ e Pro Passing.

Dentro do Personality+, que é nada mais que a personalidade individual de cada jogador, que é única em diversos aspectos. Em primeiro lugar é o seu aspecto visual, onde iremos poder reconhecer cada jogador pela sua fisionomia, melhor que no ano passado. Temos também a animação de cada jogador, recriando os passes, toques, livres, e até celebrações.

Por fim, temos o tão aclamado 360º que este ano para além de estar vincado no jogador com a bola, estará também presente para com o jogador sem a bola, onde o empurrar, o embate e contornar estão ainda mais reais e dinâmicos. Para além disso, ainda poderemos esperar uma "IA Real", conforme David Rutter a denomina.

Nos estúdios da EA, Rutter confirma que foi levado a sério esta busca pela realidade no que respeita ao comportamento dos jogadores. A questão da melhor aplicação do movimento 360º sem bola é de extrema importância por exemplo para os defesas. Normalmente um defesa central é mais lento nos movimentos que um avançado ou até extremo, mas não fará dele um esteio sem movimento. Agora, a busca pela bola, por contornar o jogador e tentar antecipar está mais fiel e mais equilibrado contra quem tem a posse da bola.

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Sobre o Autor

Jorge Soares

Jorge Soares

EG.pt Master of Puppets

Sempre ocupado e cheio de trabalho, é ele quem comanda e gere a Eurogamer Portugal. Queixa-se que raramente arranja tempo para jogar, mas quando está mesmo interessado num jogo, lá consegue arranjar uns minutos. Tem mau perder e arranja sempre alguma desculpa para a sua derrota, mas no fundo, é o que todos fazemos.

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