Castlevania: Harmony of Despair

Atado ao "multiplayer".

No já longo legado da série de acção vampírica detida pela Konami, Castlevania Symphony of The Night ainda se posiciona como a pedra de toque. Foi claramente o jogo que disparou face ao que até aí se vinha fazendo, não só em termos de estrutura e funcionamento, numa suave coligação entre acção e evolução nos moldes próximos de um role-play, abrindo antro a uma miríade de inimigos colossal a combater como também o trilho narrativo percorria imensas surpresas. Desde então e para os jogos que lhe sucederam nas plataformas portáteis não tem existido o mesmo consenso e tem sido algo complexo alcançar esse reduto de perfeição.

Harmony of Despair ainda que instruído de muitos elementos que ganharam trave-mestra em Symphony of the Night, acaba por levá-los em conta de uma forma mais branda, menos séria até, rematando directamente para a acção e radica no aproveitamento do Xbox Live, enquanto estrutura central de ligação entre jogadores, pressionando-os no sentido de coligação de esforços para a limpeza do mistério de Castlevania, sem que alguns problemas de conexão teimosamente demovam os mais incautos, por ligações falhadas, bloqueios e tempos de espera aborrecidos. Superadas essas adversidades o "co-op" resulta ao mesmo tempo que se abre a única chance para completarem o jogo – os seis capítulos disponíveis.

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Visão geral da mansão envolta em terror.

Atacar Harmony of Despair numa perspectiva individual – o mais trivial no género - prova ser uma atitude desastrosa ao mesmo tempo que põe a nu a dificuldade dos produtores em conceberem um equilíbrio entre "single" e "multiplayer". O chefe do primeiro capítulo ainda é decepado ao fim de alguma insistência. Há condimentos para isso, mesmo falhando à primeira tentativa o sistema de gravação memoriza os dados, salvaguardando todos os bens que recuperaram das caixas de tesouros. O "grinding" aqui presente ofusca durante algum tempo a dificuldade excessiva deste "singleplayer" afectado. Ao cabo de umas tentativas podem comprar um machado mais eficaz, por exemplo, e outros acessórios que acrescentam mais capacidade de combate à vossa personagem, dentro de uma estrutura próxima dos RPG, numa modificação de equipamento ofensivo, defensivo e utilização de magias competente.

Mas nem isto os produtores salvaguardaram de forma eficiente. Vamos aos défices: desde logo fazer "pause" no jogo não inibe que a acção prossiga no fundo do ecrã, o que deixa antever péssimos sinais se a vossa personagem não estiver suficientemente longe de adversários. Depois toda e qualquer alteração que queiram operar dentro do equipamento disponível e magias só pode ser realizada em pontos concretos do capítulo, geralmente quatro ou cinco salas por área, para algo que devia ser permitido modificar a todo o tempo. Para tornar a dificuldade praticamente exasperante a partir do segundo capítulo ou terceiro (se forem suficientemente corajosos), a ausência de "respawn" no local onde perecem ou pelo menos um ponto de gravação avançado, são frustrações a mais para um modo que é, geralmente, bem trabalhado na respectiva franquia. A dificuldade absolutamente desmedida do modo individual depressa transporta os mais caídos em desgraça para o modo multiplayer, generoso em opções, sendo mais destacada a cooperação até um máximo de seis jogadores por capítulo capítulo.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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