Kane & Lynch 2: Dog Days

Uma dupla que promete.

Por alguma razão sempre gostei de jogos violentos, apesar de nunca ter percebido bem a razão para isso. É simplesmente algo que gosto, e como diz o ditado,"gostos não se discutem". Por causa disso, quando comecei a jogar Kane and Lynch 2: Dog Days fiquei agradado com o que vi, a cinemática inicial demonstrou bem o nível de brutalidade que o jogo pode alcançar.

O cenário é diferente do primeiro Kane and Lynch, desta vez somos levados até às ruas de Shangai. A atmosfera da cidade está muito bem criada e é bastante imersiva. Ver os habitantes da cidade a cumprir o seu quotidiano dá vida e ajuda a recriar a cidade. Um dos níveis passa-se no interior duma fábrica, parando um pouco podemos observar os operadores nas máquinas de costuras a realizar o seu trabalho. Claro que depois Kane e Lynch entram com caçadeiras nas mãos e os trabalhadores indefesos aninham-se tentando sobreviver ao tiroteio que está a decorrer.

As zonas de acção são intensas, provam que se deve progredir com precaução e que o sistema de cobertura existe para ser usado. Perder nos primeiros de contacto com o jogo é normal, principalmente se a vossa maneira de jogar é entrar a matar. Mesmo na dificuldade normal Kane and Lynch 2 é mais difícil que uma boa parte dos jogos actuais. Acima desta dificuldade existem ainda mais dois níveis de dificuldade que prometem ser um bom desafio.

O principal factor por detrás da dificuldade parece-me ser a IA. Os comportamentos dos inimigos são realistas, não ficam parados à espera que lhes acertem, escondem-se atrás dos objectos e espreitam rapidamente dando poucos segundos ao jogador para os matar. Em ambientes abertos torna-se mais perigosa, os inimigos avançam de objecto em objecto e tentam-nos flanquear.

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Esta imagem demonstra o grafismo do jogo. Uma grande aposta em tons cinzentos e com luzes muito fortes.

A componente gráfica vai dividir opiniões. Haverão aqueles que vão gostar do estilo e vai haver aqueles que não gostam. O que a IO Interactive fez foi aplicar uma espécie de filtro que dá um aspecto "sujo" e que sobrecarrega nas luzes. Gostei bastante do aspecto visual que vi, dá algo de diferente ao jogo em relação a outros títulos do género. Os ângulos de câmara parecem muito com aqueles vistos em documentários. Quando Lynch começa a correr a câmara abana de um lado para o outro dando a sensação que um camera-man está a correr atrás dele. Isto pode criar pequenas náuseas em algumas pessoas. Em alguns momentos o jogo poderá assumir a perspectiva de uma câmara de vigilância mostrando tudo a preto e branco e com uma resolução muito baixa.

Reparei que existe uma aposta em ambientes com destrutividade. Um bom exemplo disto pode ser verificado no restaurante em se inicia a demo exclusiva no Xbox Live. Na troca de tiros entre a polícia e os dois fugitivos as divisórias vermelhas vão ficando desgastadas e acabam por ser destruídas. Esta possibilidade de destruir coisas vem a jeito quando os inimigos se escondem por detrás delas.

Fazer reféns é uma outra habilidade que por vezes pode ser útil. O sistema usado é praticamente igual a Gears of War, temos que chegar à beira da vítima e carregar o botão indicado. Depois disso caminhamos lentamente com a arma apontada à cabeça do refém, sendo dada a possibilidade de executá-lo a qualquer momento.

Uma amostra daquilo que está para vir.

O modo história poderá ser jogado em modo cooperativo, mas esta versão a que tive acesso não dava para isso. Podia jogar um conjunto de modos online, contudo, não consegui encontrar ninguém para o fazer.

Gostei de um modo offline chamado "Arcade" que. Neste modo o objectivo é fazer um roubo com outros jogadores e tentar chegar até ao ponto de resgate. Cada jogador recolhe uma certa quantia de dinheiro, mas se um certo jogador morre o seu dinheiro fica para quem o apanhar. Se quiserem ser uns traidores, podem sempre matar os vossos companheiros pelas costas. O dinheiro que recolherem serve para comprar novas armas que poderão ser utilizadas nos modos online.

A quantidade de palavrões usada é grande. Em aproximadamente uma hora e meia de jogo, perdi a conta ao número de "shits" e "fucks" que ouvi. Tirando este pequeno aparte, a componente sonora parece-me ser de boa qualidade.

Kane and Lynch 2: Dog Days poderá ser uma das surpresas deste Verão. Pelo que vi e experimentei, tem tudo o que é necessário para alcançar o sucesso. O seu lançamento está muito próximo, chega no dia 20 deste mês. Até lá podem ir jogando a demo para treinar.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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