Scott Pilgrim vs. The World

Um jogo retro no século 21.

É com vergonha que digo que há uns dias atrás não conhecia Scott Pilgrim vs The World. Pesquisando um pouco sobre o jogo, descobri que este se baseia numa banda desenhada e que um filme será lançado neste Verão.

A primeira impressão que tive remeteu-me para os jogos retro, mais precisamente para os tempos da MegaDrive e para um jogo em particular, Streets of Rage. Ambos são bastante parecidos em todos os aspectos. Inserindo-se no género dos Beat'em up/Side Scrolling, Scott Pilgrim traz consigo aquelas memórias de jogar nas arcadas e de quando o pessoal se juntava na casa de um amigo para jogar à vez e tentar chegar ao final do jogo.

Se forem da época a que me refiro, isto promete ser bem mais que um excelente jogo, é quase como se fosse um voltar atrás no tempo. O design foi pensado para criar esse sentimento/sensação. Até nos créditos iniciais, os logótipos da Ubisoft e da Universal receberam um tratamento especial para terem cores berrantes e ficarem pixelizados, o que traduz um visual retro.

É na jogabilidade que Scott Pilgrim vs The World se assemelha mais a Streets of Rage, é quase idêntico. Por essa razão, qualquer veterano do jogo da MegaDrive adapta-se instantaneamente ao jogo, não que a habituação seja difícil, por natureza é algo em que qualquer pessoa pode pegar e jogar, mas nas secções mais difíceis é preciso saber quando atacar e quando desviar dos ataques inimigos, e é por isso que alguém com experiência no género terá facilidades.

A versão a que tive acesso deu para ver bem aquilo que o jogo vai oferecer. Este promete ser um jogo extraordinário em formato digital, provavelmente um dos melhores do ano nessa categoria. Tal coisa não é de estranhar, tendo ganho vários prémios na E3, as expectativas são naturalmente elevadas. Vejam o vídeo em baixo para ficarem com uma noção do jogo.

A dificuldade apresentada é notável. Nem sequer existem checkpoints a meio dos níveis nem algo do género. Perder durante um nível significa voltar ao início desse mesmo nível. Logo no início somos informados que existe um sistema de auto-gravação, no entanto, não vi esse sistema a actuar. Quando desligava a consola e voltava a ligar perdia todo o meu progresso. Como isto é apenas uma versão preview, é possível que seja apenas um erro. Há que esperar pela versão final para ver como funciona a gravação.

A diversão é sempre algo presente e se jogarem em cooperativo, ela multiplica-se. Podem jogar até com quatro amigos, apenas em modo offline. Ao juntarem mais jogadores, a dificuldade ajusta-se à situação e o número de inimigos de cada nível aumenta. Além disso, ter vários jogadores pode ser vantajoso pois a conjugação dos ataques de cada um (se souberem utilizá-los bem) podem dar origem a combos poderosos.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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