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Accionistas da EA votam contra bónus de $21.37M para o CEO Andrew Wilson

Um acontecimento incomum.

Nas grandes empresas é bastante comum que os indivíduos nas posições de chefia tenham direito a bónus monetários, a não ser que existam grandes perdas e/ou que haja risco de falência. Por isso, o que se passou recentemente com a EA é estranho.

Conforme relatado pelo Seeking Alpha, os accionistas da EA vetaram os bónus propostos para o CEO Andrew Wilson e o CFO Blake Jorgensen, um acontecimento incomum. Há que sublinhar que o voto dos accionistas não tem peso real, é meramente um "conselho".

Os documentos da EA tinham proposto um bónus para Andrew Wilson de $21.37 milhões para o ano fiscal de 2020 (um aumento face aos $18.3 milhões de 2019). Para o CFO Blake Jorgensen estavam definidos $19.5 milhões para 2020, bem mais do que os $9.41 milhões de 2019.

Um grande aumento no bónus de Laura Miele, Chief Studios Officer, também estava delineado. A proposta era que Miele recebesse $16.1 milhões em 2020, quase o triplo dos $6.95 milhões de 2019.

Os dados financeiros mais recentes da EA mostram que registou $4.052 mil milhões em reservas líquidas (representa a quantidade de produtos e serviços vendidos digitalmente ou fisicamente num certo período), um aumento de 9% de ano-para-ano.

Financeiramente a companhia está de boa saúde e os seus jogos registaram bons resultados, com FIFA 20 a alcançar mais de 25 milhões de jogadores únicos, o que torna ainda mais estranho o voto dos accionistas.

O CEO da Electronic Arts.
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Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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