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Stellar Blade | Exclusivo PlayStation 5

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A minha PlayStation 3 faz 6 anos

De MotorStorm a Tales of Xillia.

Foi no dia 2 de Junho de 2007 que comprei a minha PlayStation 3, um sábado que ainda me lembro com todo o prazer. Depois de meses a ponderar e de dois meses para passar a loucura do lançamento, lá me aventurei à procura de uma FAT 60GB que veio acompanhada pelo MotorStorm. Foram cerca de €659,98 de investimento que dava como garantido. No entanto, houveram momentos em que a sua prestação não foi a mais desejada mas jamais tive incertezas sobre a compra. Tendo crescido ao lado da marca PlayStation, simplesmente não poderia deixar a minha Xbox 360 sozinha, não sem pelo menos conhecer o lado Sony da geração das consolas de alta definição.

Claro que comprar em Junho de 2007 não foi propriamente o gesto mais inteligente mas nada era tão previsível quanto parece ser nos dias que correm. O lançamento Europeu em Março de 2007 não correu como a Sony esperava e pouco tempo depois foi lançado um bundle com o MotorStorm já incluído. Percebi que caso tivesse esperado mais umas semanas teria poupado €59.99. Não o poderia prever portanto não fiquei com sabor amargo, até porque a porta para a terceira geração PlayStation estava aberta e não havia volta a dar. Depois de provar os dois lados da guerra pelo poder da geração HD era difícil prescindir de qualquer uma das duas máquinas de alta definição.

Com a PlayStation 4 a caminho, dou por mim a relembrar como foi para mim a terceira geração PlayStation e como tudo começou naquele solarengo Sábado. Geralmente era um dia reservado para o futebol com amigos mas havia deixado pouco meses antes e tinha a tarde toda livre só para a PlayStation 3. Tendo arrebentado por completo a carteira não me foi possível comprar o necessário cabo de componentes, na altura não tinha acesso a TV com HDMI, portanto o cabo AV de origem teve que servir. Sim eu sei e ainda me recordo, a imagem de MotorStorm era bem mais "lamacenta" e menos nítida do que visionado pelo Evolution Studios.

Sei que o melhor seria ter pelo menos o cabo de componentes, veio passado um dia ou dois, mas naquele dia nem sequer pensava nisso. O entusiasmo ultrapassava largamente qualquer capacidade para raciocínio. Claro que este foi também o momento em que conheci pela primeira vez o meu fiel e companheiro SIXAXIS. Altamente controverso na altura, sem falar do conceito original que a Sony alterou, este novo comando mudava o nome característico dos comandos PlayStation e perdia a vibração.

Esse feedback, ou meio de comunicação entre o jogador e jogo, era extremamente importante mas aposto que muitos até se convenceram na altura que nem precisavam disso. Eu fui um deles e na verdade após algum tempo nem me lembrava mais que os comandos vibravam. Excepto quando pegava no comando Xbox 360. Um dos pontos mais curiosos foi mesmo o sensor de movimentos mas essa forma de interação só a conheci passados alguns dias. MotorStorm incluía esta funcionalidade mas era mais uma mera curiosidade.

Quando pensei em partilhar convosco estas memórias minhas, relembrei-me também do primeiro contacto com a PlayStation Network. A curiosidade principalmente focada em verificar o que estava a transferir do serviço há seis anos atrás e como foi o primeiro contacto com o novo serviço da Sony. Serviço esse que se veio a tornar numa referência e num meio sólido de distribuição digital de conteúdos. Na altura, o Xbox Live ainda não tinha rival e ainda hoje é estranho não poder comunicar com amigos a jogar outros jogos ou fora da nossa sala dentro desse mesmo jogo. No entanto, é inegável que o serviço cresceu imenso e relembrar como eram as coisas há seis anos fez-me perceber o quanto o serviço cresceu.

A minha primeira transferência foi a demonstração de Genji: Dawn of the Blade, jogo que viria a comprar e que ainda hoje guardo com estima. Ainda numa altura em que a piada da "autenticidade histórica e caranguejos gigantes" me passava ao lado, estes foram os primeiros 589MB que a minha PlayStation 3 recebeu. Para os intervalos nos festivais de MotorStorm, GT HD Concept 2.0 foi a transferência que se seguiu. Na altura era um dos assuntos mais badalados e nos fóruns, "todos" aconselhavam como obrigatória.

Nos dias seguintes o ritual de passagem pela PlayStation Store foi-se instalando. Após o trabalho tentava sempre procurar o próximo produto que poderia colocar ao lado do primeiro jogo. Na altura eram escassas as novidades mas quando temos uma máquina nova e uma carteira vazia, até a mais "pobre" das demos pode ser um motivo de alegria. Juntem a isto a chegada da era HD com os seus trailers de filmes a 720p/1080p e tudo fica ainda mais espetacular. É sempre uma escolha sensível e muita procura foi feita em casas de usados mas agora havia o meio digital. Depois de demos como Blast Factor, Resistance, Ridge Racer 7 ou Formula One CE, a primeira compra aconteceu no dia 8 e flOw é o seu nome.

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Depois de largos tempos passados em redor das experiências Xbox Live Arcade a aprender o poder magistral das experiências mais pequenas mas muito divertidas (e baratas, e acessíveis...), flOw foi um irresistível apelo por parte da Sony. No entanto, este produto era muito mais do que uma mera curiosidade, era genial na sua simplicidade e fazia-me sentir assim todo intelectual e cheio de estilo. Foi aqui que os sensores de movimentos me deixaram os pulsos a doer e percebi com mais vinco que poderia ficar como uma simples opção. Depois seguiram-se passagens pelos escassos novos lançamentos que causavam furor, como a demo de Heavenly Sword ou por Tekken 5: Dark Ressurection, até que finalmente dei o passo seguinte quando a 30 de Agosto comprei o tão badalado Warhawk.

Esta foi a primeira "grande" compra a nível digital. A minha primeira escolha entre digital ou físico e na qual acarinhei este meio tão acessível e comodista de distribuição de jogos. Atualmente os preços não justificam e por isso mesmo encaro a distribuição digital como uma oportunidade perdida com muito a aprender pelo menos na Sony, Microsoft e Nintendo. Em Warhawk tive contacto com uma experiência verdadeiramente diferente nas consolas e que se sentia de nova geração. Todos aqueles jogadores naqueles enormes mapas a guerrear por terra ou pelo ar foi tão divertido.

Eis que em Setembro chegou a sensação da Sony para a época Natalícia desse ano: Heavenly Sword. Ostentando um visual de arrasar e vozes em Português de talentosos e conhecidos atores, a aventura de Nariko foi algo bem especial. Apesar de poder ser comparado a alguns jogos não era propriamente o mesmo por isso sentia-se único, cinematográfico, de alta definição, e uma produção de valores fascinantes para um jogo na altura. O estúdio que agora é odiado por quase toda uma classe de jogadores deu à Sony uma nova propriedade intelectual que infelizmente não cresceu.

Mas o ano ainda não tinha terminado e em Outubro chegou Folklore. Sei que a maioria não se recorda deste jogo e até precisam de usar motores de pesquisa para saber do que escrevo mas este produto do GameRepublic foi bem acolhedor nas frias noites de Outono. Um cobertor sobre as pernas, uma pequena luz de presença e uma história envolvente e mágica repleta de mistério foi tudo o que precisei para que este jogo se tornasse numa das peças importantes daquele ano. Ao mesmo tempo porque finalmente representou energia Japonesa na PlayStation 3.

Mas ainda antes de terminar o ano, em Novembro, tive a minha prenda de Natal antecipada. Guitar Hero III: Legends of Rock. Numa altura em que a série e o gênero não estava nas ruas da amargura para onde foram atirados pelo saturamento e má gestão, Guitar Hero estreava-se na PlayStation 3 e mostrava como Slash podia dar estilo a praticamente qualquer jogo. Foram horas e horas a fio a libertar stress pós-laboral e de embaraçosa auto-promoção, afinal de contas era tão fácil acreditar que se tinha estilo com aquela guitarra de plástico na mão. Haviam lutas contra figuras bem conhecidas da música e da guitarra, uma lista crescente de músicas oficiais, multijogador competitivo ou cooperativo online sem baterias ou micros. Tempos de ouro.

Pelo meio, quando andava tudo louco com Call of Duty: Modern Warfare decidi que Assassin's Creed seria uma nova propriedade intelectual que melhor serviria os meus gostos. Foi uma aposta ganha e uma amostra de como o ano de lançamento da PlayStation 3 na Europa foi carimbado com alguns dos mais aclamados títulos multi-plataforma. Os primeiros passos de uma nova geração e que apesar de afetados por problemas técnicos, deixavam antever um futuro risonho.

MotorStorm, flOw, Warhawk, Tekken: Dark Ressurection, Folklore, Resistance, Ridge Racer 7, e Heavenly Sword foram os exclusivos PlayStation 3 que me fizeram companhia no ano de lançamento, existem outros como Virtua Fighter 5 mas não os poderia referir a todos. Jogos que agora me deixam enormes saudades. Todos eles estão ali prontos a serem jogados quando quiser e todos eles guardam fantásticas recordações. Na altura, muitos criticavam a PlayStation 3 porque não tinha jogos, talvez fosse verdade face a consolas rivais, mas olhando para trás a ideia que fico é que foram uns primeiros meses fantásticos. Grande variedade, do Ocidente ao Oriente, diferentes gêneros e um bom presságio para o que haveria de vir.

Olhar para trás faz-me acreditar que as coisas não foram tão más quanto se acreditava na altura. Apesar do arranque menos impressionante face à concorrência, o início da PlayStation 3 foi na mesma impressionante para uma Sony que estava a dar os primeiros passos em muitas vertentes. Novas propriedades intelectuais, novos sistemas de interface com o utilizador (o uso do XMB foi extremamente fácil e intuitivo), novas séries, novos exclusivos, a Sony fez de tudo. Agora, passados 6 anos, fico a pensar no que a Sony poderá fazer com a PlayStation 4, com tudo o que aprendeu ao longos destes anos e como poderá melhorar.

À minha PlayStation 3 dou-lhe os parabéns pelos jogos exclusivos como Uncharted, LittleBigPlanet, Killzone 2, inFAMOUS, Ratchet and Clank, Metal Gear Solid 4 e God of War. Sem esquecer outros como flOwer ou Journey assim como todas as maravilhosas experiências que me trouxe desde digitais a multi e até retro. Jamais poderia adivinhar os jogos que nela iria jogar, o impacto e poder de The Last of Us passando pelos mais diversos produtos que culminam no mais recente Tales of Xillia. Por todos estes longos anos de companhia, por me ter dado o prazer de conhecer o poder da 7ª arte a 1080p, por tudo que me trouxe e pelo que ainda me vai trazer, aqui ficam os parabéns à minha PlayStation 3.

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.
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