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13 Sentinels: Aegis Rim - vidas cruzadas no espaço e no tempo

A Vanillaware assina mais um clássico de culto.
Eurogamer.pt - Recomendado crachá
Um novo clássico de culto da Vanillaware que surpreende com a sua narrativa, personagens e estrutura.

Lançado originalmente para a PS4 em 2020, 13 Sentinels: Aegis Rim teve direito a versão Nintendo Switch no passado mês de abril e estou aqui para te falar de um dos momentos mais memoráveis no catálogo da Vanillaware. Esta produtora japonesa já é sobejamente conhecida pelos seus requintados clássicos de culto instantâneos e se jogaste de Odin Sphere, Muramasa: Demon Blade ou Dragon's Crown, sabes muito bem qual é a sensação de mergulhar num título da Vanillaware.

13 Sentinels é muito provavelmente o jogo mais Vanillaware que podes imaginar e ao mesmo tempo é um título muito diferente dos que já apresentou anteriormente. Distante dos ambientes de fantasia medieval dos anteriores jogos pelos quais ficou conhecida, a companhia apostou numa temática de ficção científica com mechs, monstros gigantes, estudantes do liceu e o Japão nos anos 80 como pano de fundo para estes surpreendentes e complexos eventos.

Este é um jogo muito Vanillaware, desde os visuais que parecem uma anime interativa, o gameplay em side-scrolling na fase de aventura e a banda sonora, novamente a cargo da Basiscape de Hitoshi Sakimoto. No entanto, 13 Sentinels distancia-se dos anteriores projetos com as batalhas de estratégia em tempo real, através das quais controlas os mechs para defender um ponto específico do mapa contra os ataques dos monstros.

Explora diversos cenários num Japão dos anos 80 para obter pistas através de diálogos e desbloquear linhas narrativas

13 Sentinels é um jogo muito complexo em termos da sua narrativa, pois não é linear e é contada através de 13 perspetivas diferentes que vivem eventos comuns, mas outros diferentes que se vão complementando. Com viagens no tempo à mistura e ataques de monstros que ameaçam destruir a humanidade, a Vanillaware apostou num ambiente de ficção científica que choca com os anos 80 e as belas paisagens japonesas. O jogo é altamente completo e terás de progredir com todos os personagens para tentar perceber em pleno o que se está a passar.

Nesta fase de aventura, o jogo torna-se numa aventura 2D em side-scrolling na qual tens de explorar os cenários, conversar com outras personagens e descobrir pistas que ficam na memória dessa personagem que abrem acesso a novas linhas alternativas de narrativa, até chegares à fase seguinte. É como um puzzle que tens de montar através da investigação e existem momentos muito interessantes. No entanto, a fase de aventura está intimamente ligada à de combate, sendo necessário progredir no Modo Destruição ao vencer batalhas RTS para desbloquear mais fases de aventura.

Defende o terminal neste modo RTS para desbloquear a possibilidade de continuar a aventura dos personagens

Faz sentido ligar a progressão entre os dois modos, mas confesso que o modo aventura num tom quase de novela visual é a face mais intrigante de 13 Sentinels, enquanto o modo RTS deixa um pouco a desejar. Neste modo, terás de selecionar 6 dos 13 personagens e controlar os seus mechs para impedir que os monstros gigantes destruam o terminal nessa área da cidade. Travar os seus ataques e impedir que a energia do terminal seja totalmente esvaziada é a missão.

13 Sentinels torna-se num jogo um pouco confuso, menos apelativo e sem o brilhantismo da outra faceta quando estás neste modo RTS. És forçado a gerir os teus personagens, a melhorar as habilidades e poder dos seus mechs, os Sentinelas, para responder melhor às sucessivas vagas de inimigos e até terás bosses em algumas fases. Confesso que joguei este modo porque fui obrigado, caso contrário teria ficado de lado após algumas batalhas para me focar no modo aventura, onde me estava a divertir imenso e imerso no enredo.

13 Sentinels: Aegis Rim é um jogo que roça o brilhantismo no modo de aventura side-scrolling cujo enredo não linear apresentado na perspetiva de 13 personagens se torna impressionante com as suas temáticas de ficção científica. O modo RTS não consegue estar à mesma altura e acredito que para muitos será uma obrigação e não uma diversão. No entanto, é um jogo sensacional e sublime que se torna num prazer incrível de jogar numa consola como a Nintendo Switch. É mais um clássico de culto no catálogo da Vanillaware e uma forte afirmação de tudo o que te fez apaixonar por esta casa japonesa.

Prós: Contras:
  • Visuais 2D de grande qualidade
  • Enredo completo e não linear que exige atenção
  • Desperta a curiosidade para saber mais e mais deste mistério
  • Modo aventura onde tens de progredir através dos diálogos
  • A banda sonora tem alguns temas de grande qualidade
  • O modo RTS não engrandece a experiência
  • Ter de repetir algumas cenas para obter mais pistas

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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