X-Men Origins: Wolverine

Com amor e carinho.....Snikkt!

James Howlett nasceu durante o século XIX no Canadá. Este frágil e fraco rapaz teve uma infância bastante conturbada pois com certeza não é difícil pensar no terror que seria descobrir naquela altura que se era diferente, anormal. James cresceu e aprendeu de forma dura a sobreviver, tornou-se forte e capaz de enfrentar quaisquer problemas. Pelo meio começou a usar o nome Logan e tornou-se conhecido pelo mundo como Wolverine, um mutante com garras de adamantium e um factor de cura que lhe permite sobreviver praticamente a tudo. No entanto, ao contrário do que muitos podem pensar, Wolverine não nasceu com as garras de adamantium e esse é uma das muitas histórias que vamos conhecer com X-Men Origins: Wolverine, o videojogo que surge ao lado do filme com o mesmo nome e que vem prestar a homenagem a tão apreciado personagem.

Depois de ser figura central na trilogia cinematográfica dos X-Men, este ícone da banda desenhada Americana tem agora direito a um filme inteiramente dedicado a si e aos mistérios do seu passado. Este videojogo pretende ser o melhor alguma vez feito sobre a personagem e pretende ser um digno registo de trabalho de respeito para com Wolverine. Para cumprir tal tarefa, a Raven usou o filme como fonte e acrescentou elementos inéditos frutos da própria paixão que tem pelo herói da Marvel. Percorrendo as origens de Wolverine e os momentos mais marcantes da sua história, vamos conhecer os eventos de uma missão em África que deram origem a toda uma cadeia de eventos que vão mudar completamente a vida de Logan.

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Wolverine não sai de casa sem as suas garras, é uma ferramenta de trabalho vital.

Nesta homenagem a Wolverine a Raven criou um jogo violento e brutal, à imagem do personagem como não podia deixar de ser. De uma forma banal e bastante resumida, o jogo poderia ser descrito como um “God of War com garras” pois todo o esquema e toda a jogabilidade nos traz à memória o jogo de Kratos. Neste “claws of Olympus” temos um jogo de acção com alguns elementos de RPG que em nada vão ser estranhos aos que jogaram qualquer um dos anteriores jogos da Raven baseados no universo Marvel. O jogo divide-se em secções de acção e exploração, sendo as primeiras as que reúnem maior destaque e mais impacto na jogabilidade.

Para atingir os seus objectivos Wolverine vai cortar e esquartejar com as suas icónicas garras, todo o tipo de adversários que se colocam à sua frente. O esquema tradicional de ataque fraco e forte mantém-se podendo também agarrar os personagens para ou atirar para pontos específicos para morte instantânea ou para uma morte rápida com o toque do botão quando as garras brilham. Tal como é apanágio nos jogos de acção, a velocidade frenética dos combates apela ao encadeamento de combinações de golpes, ou botões, que despoletam golpes implacáveis e aqui também o é. O tipo de inimigos que vamos enfrentar são de cinco tipos diferentes e mesmo que o método para os eliminar seja o mesmo, cortar, podemos usar algumas tácticas diferentes de abordagem que servem para diminuir a sensação de repetitividade, que ao longo das cerca de 8 horas necessárias para terminar o jogo nunca se fez sentir, e para forçar o jogador a usar os vários movimentos especiais ao dispor do personagem.

Um desses movimentos de maior destaque é o ataque lunge que facilmente aumenta a sensação de veracidade no personagem que controlamos face à fonte. Este ataque permite que Wolverine autenticamente voe em direcção dos inimigos, saltar é o termo correcto, e que os ataque com elevada ferocidade. Fácil de usar e bastante rápido, é um dos métodos que mais influência a jogabilidade pois assim cobrem largas distâncias facilmente e podem trocar de adversários facilmente mantendo um alto ritmo no combate. Para manter os combates rápidos e ferozes temos também alguns ataques especiais que podem ser usados com o encher da barra de raiva.

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O movimento lunge vai ao encontro do espírito do personagem e mantém um ritmo alto nos combates.

Todos sabem que Wolverine é um tipo que se chateia facilmente e que se lhe encherem a barra de raiva ele fica pronto a despoletar 4 ataques diferentes. Um deles é precisamente isso mesmo, o despoletar da raiva de Wolverine que lhe permite durante o período de tempo obter mais força. Os restantes são ataques especiais, movimentos de fúria que podemos usar para despachar os inimigos com ferocidade e brutalidade. A gestão da barra de raiva é um dos aspectos que mais atenção pede pois face aos bosses são um dos instrumentos principais a ser usados no caminho para a vitória. O outro é o factor de cura, o poder mutante de Wolverine.

Tal como prometido, a Raven colmata uma das maiores falhas nos videojogos do personagem, a ausência do factor de cura de Wolverine e fá-lo na forma de um sistema de regeneração em tempo real. Isto quer dizer que perdemos energia mas se aguentarmos, com o tempo a barra de saúde volta a encher e somos forçados a gerir a abordagem aos combates para não arriscar perder quando temos pouca energia. Devemos ter atenção aos padrões dos bosses para saber quando atacar de forma a evitar ter que andar a fugir deles enquanto a saúde não recupera.

Para nos ajudar temos os elementos de RPG colocados no jogo que nos levam a decidir quais os elementos mais importantes. Ao eliminar inimigos vamos ganhando experiência e subir de nível, ganhando pontos que podemos usar para melhorar os atributos do personagem e dos seus golpes. A cada nível ganhamos determinado número de pontos de destreza que podem ser usados para melhorar a força, vitalidade e sistema de raiva, assim como melhorar os ataques especiais de raiva tornando o personagem mais forte e mais feroz. Ao eliminar os inimigos de um grupo também ganhamos pontos que nos ajudam a ser mais fortes perante esse grupo específico de inimigos. Estes reflexos de combate são geridos automaticamente e apenas temos que eliminar inimigos do mesmo tipo.

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