Valkyria Chronicles - Análise
As crónicas para mais tarde recordar.
Versão testada: PlayStation 3
Nesta actualidade onde géneros são levados à exaustão e fórmulas são repetidas vezes sem conta, ainda parece haver espaço para o que se pode considerar como uma preciosidade e quando passamos a maior parte do tempo a desejar por algo diferente eis que surge finalmente um jogo que vai de encontro às nossas ambições por mundos de fantasia. Numa altura onde a escassez do género na Playstation 3 é bem conhecida, os fãs finalmente recebem Valkyria Chronicles, um RPG de estratégia que coloca elementos de jogos de acção na terceira pessoa à mistura e oferece um resultado no mínimo inovador.
Valkyria Chronicles é uma fábula que mesmo tendo a sua trama criada em redor de uma guerra, não deixa de ser mágica e convidativa. Aliás, é precisamente aqui que reside o seu poder e o seu encanto. Como em muitos outros jogos se explorou e expôs, em tempo de guerra, especialmente no campo de batalha, os sentimentos tendem a surgir com maior facilidade e mesmo por entre toda a crueldade que surge há espaço para a camaradagem, há espaço para a criação de amizades e também são estabelecidos elos de ligação que duram uma vida. A forma como Valkyria Chronicles apresenta o lado humano da guerra e a forma como a sua história se desenrola com acontecimentos que se poderiam perfeitamente encaixar na nossa actualidade são dois dos seus mais poderosos aspectos que vão marcar todos os que gostam de se deixar cativar pelo poder de uma narrativa.
Como o nome diz, Valkyria Chronicles é uma crónica na qual são narrados os acontecimentos e feitos épicos de um pequeno grupo de corajosas pessoas contra um império opressor. Vamos viajar até um continente fictício, inspirado na Europa dos anos 30, e assistir a um confronto entre as suas duas grandes potências, o Império e a Federação. No meio destas duas potências está um pequeno país de nome Gallia, um país que se manteve neutro ao longo dos anos de conflito e conseguiu escapar ileso até agora pois Gallia é rico em ragnite, um recurso natural vital à sobrevivência e muito cobiçado pelo Império. No entanto há algo mais que Maximilian deseja mas para terão que ser vocês a conhecer as reais intenções do comandante supremo do Império.
Os briefings e alguns segmentos da história são vistos em sequências como esta.
Várias vezes ficamos com a sensação de que um RPG é uma espécie de conto interactivo que oferece uma alternativa ao que encontramos nos livros, em Valkyria tal parece ser reforçado e se alguma vez imaginaram como seria um livro onde não houvessem palavras mas sim vídeos, Valkyria Chronicles talvez se encaixe na descrição. Apesar de ser um RPG, aqui não temos um mapa mundo no qual viajamos na busca da próxima aventura, aqui somos colocados à frente de um diário cujas páginas vamos preencher com o avançar na história. Vamos avançando pelos capítulos cujas entradas estão a preto e branco e seguindo a narrativa de sequência em sequência, quase como se os parágrafos assumissem a forma de sequências animadas. Pelo meio destas sequências temos também as batalhas a ultrapassar para dar um herói à crónica a ser escrita.
O nosso herói tem como nome Welkin Gunther, filho de um famoso general e herói de guerra, Welkin é um jovem cheio de sonhos e esperanças que se vêem abruptamente alteradas pelo toque cruel da guerra. O seu sonho permanece mas agora deverá dar-lhe uma nova forma e lutar por tudo o que sempre sonhou. Ao lado de outras personagens igualmente carismáticas Welkin vai mostrar-nos como um povo pequeno cheio de esperança pode lutar contra um enorme império com um poder militar muito superior.
Em Valkyria Chronicles existem dois factores que o marcam e muito possivelmente o podem vir a tornar uma referência no género, o seu visual e o seu sistema de combate. Dois argumentos que aliados à história e à forma como é contada poderão cativar todos os que há muito esperam por um RPG e pela viagem à fantasia que proporcionam.
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Comentários (15) Latest comment 3 anos atrás
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É quase um crime a quantidade de jogos bons que saem nesta altura do ano. Não há carteira que aguente.
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:X
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É uma questão de perspectivas, não é?
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Que comentário mais fanboy que alguma vez li. LOOOL
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1. Obviamente, a observação não tem por amostra os frequentadores dos sites da especialidade mas o "consumidor PS3 tipico" que compra o PES e o NFS por ano (tenho aqui alguns nesta mesma sal, lol). Quer gostem quer não, o "consumidor 360 tipico" é mais aberto a novas experiencias e produtos mais exóticos (veja-se as vendas do PES e FIFA, que ilustra isto, que apesar de tudo é apenas minha opinião).
2. Isto estava demasiado aborrecido ;)
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EM Portugal são mais X, pois são menos as consolas no mercado, logo compradas por pessoas que gostam e que conhecem bem mais a industria/meio dos videojogos. Não verás mts casual gamers a comprar uma Xbox360, logo são pessoas mais propensas a comprar este tipo de jogos, não por terem uma Xbox360, mas sim por serem quem são.
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Não sei..., pode ser que tenhas razão, mas..., existem exemplos curiosos - e tenho a certeza que a MS preferiria ser mais "mainstream" - mas o que é certo é que até titulos supostamente "light", ganham uma horde de fans que levam a coisa mesmo a sério. Vês o "inofensivo" Viva Piñata, que supostamente seria para atrair um publico mais novo, vai-se a ver a comunidade é completamente "apanhada" e chegam a fazer sessões de 24 horas seguidas a jogar...
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Estou curioso em relação ao Tales of Vesperia, sei muito pouco do jogo, além de alguns sites Americanos e Japoneses (onde o jogo saiu) o considerarem o RPG do ano. Como parece que sabes alguma coisa além disto pq o consideras "looool" ?
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87 em 4 quer dizer o quê ?
Mas..., quer dizer, se calhar tens razão, concerteza deves ter mais informção do que um (mau?) 81 de media no matacritic para considerar um jogo de "loool", não fazia sentido se fosse só isto. Eu por outro lado não tenho ainda opinião nenhuma, como disse sei muito pouco do jogo.
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