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UFC 2009 Undisputed Antevisão

PlayStation 3 Xbox 360 Antevisão por Vítor Alexandre

11 Maio, 2009

Na mudança da normal para a alta definição, uma das imagens de cartaz, símbolo do novo expoente visual adaptado aos modernos televisores, passou pela contextualização de corpos suados em que gotas de suor escorrem abundantemente pela face dos atletas que arriscavam o assalto ao palco das lutas de boxe, basquetebol ou outra modalidade desportiva capaz de gerar suor abundante. Pois bem, UFC 2009 Undisputed está próximo do virar da esquina e pretende, arrebatando esse ceptro, ser o mais alto comissário do espectáculo da UFC, capaz de descolar em tudo o que seja grau de encenação nas categorias de wrestling.

Valendo-se da licença oficial de UFC, o desporto de artes marciais promovido por atletas que suam e se magoam com a violência dos ataques, o jogo deixa a nu as regras de particular complexidade, podendo ser apreciado e desfrutado tal como é; imensos golpes de pé e no chão, reviravoltas e submissões, não falta como impressionar no extenso rol de técnicas e recursos para vergar, sem parcimónia, qualquer oponente.

Desenvolvido pela Yukes Osaka (WWE Smackdown, entre outros) e publicado pela THQ, UFC destaca-se fundamentalmente das demais produções por pretender arrecadar um misto de realismo na abordagem ao adversário e acessibilidade no encadeamento dos golpes. De alguma forma os produtores pretenderam assumir um ponto de equilíbrio, salvaguardando a natureza complexa das regras do jogo – já que há muitas vias para levar à derrota o adversário – mas sem irromper pela simulação cabal que por certo acabaria por segregar a provável audiência.

'UFC 2009 Undisputed' Screenshot 1

O comportamento e expressão dos lutadores, sempre realistas.

É a pensar nisso que logo de início se disponibiliza um extenso manual detalhado e testável das várias categorias por que se distribuem as técnicas de ataque e defesa. Mas é tão grande e vasto que no primeiro combate dificilmente porão em prática o que aprenderam. Para acalmar refira-se que o manual está sempre a um clique de distância, mas a curva de aprendizagem, até à utilização em pleno do atleta é considerável e sobretudo um desafio, mas que a partir de um tempo específico tem possibilidades de se tornar amplamente compensador.

Ao princípio os jogadores vão compreender os dois níveis de golpes (superiores ou inferiores), distribuídos por mãos e pés, à esquerda ou direita, utilizando os gatilhos para defesa, mas esta é uma organização primitiva. Com treino e aprofundamento das capacidades a complexidade dos combates atinge um âmbito mais estratégico e cheio de possibilidades, quebrando a “modalidade” do repisar constante de golpes. Quase sempre o que acaba por valer é uma memorização e adequação das técnicas ao “timming” do combate, já que os comandos de entrada são simples e efectuam-se com bastante ligeireza e simplicidade.

Depois há que ajustar as diferentes técnicas, efectuando combinações, algumas poderosas, e que valem uma maior supressão do indicador de vida do adversário. Opções para enfrentar o oponente são em larga escala e aquele que tiver mais rotina dos movimentos não terá dificuldade em derrubar o adversário e efectuar uma submissão. Como contra resposta há sempre os “reversals” que invertem a tendência do combate e resfriam os ânimos. Mas no final é sempre a tendência da memorização aliada à destreza e oportunidade do golpe que acabam por ditar um desfecho favorável.

Por seu turno os movimentos fazem-se com realismo e naturalidade, sendo a animação das personagens um dos pontos fortes do jogo. Não seria seguramente o mesmo sem a visível e destacada nota de esforço. O suor que verte pelas costas e peito dos atletas, os rasgos faciais libertadores das primeiras gotas de sangue, a protecção dos dentes projectada com restos de saliva e sangue quando é desferido o soco final, a extenuação dos atletas, a respiração ofegante e cansada no fim do terceiro round, a cara mais inchada; um atleta à beira da exaustão com uma ponta de capacidade para inverter um combate perdido.

'UFC 2009 Undisputed' Screenshot 2

Pelo recurso às diversas técnicas de cada lutador é possível reverter uma submissão e ganhar o combate.

Dentro do tablado octogonal tudo é permitido neste género de luta marcial. De resto, a atmosfera promete adensar os combates, com aspectos de um realismo abissal e todos os detalhes da prova oficial, desde o árbitro, passando pelas beldades que acolhem ao recinto. O campeonato UFC também presta-se a fiar mais fino e assim não faltam os desportistas espalhados pelas diferentes divisões, sempre acompanhados pelos respectivos treinadores. Estão prometidos oitenta atletas, desde levezinhos aos pesos pesados, devidamente modelados e próximos dos congéneres reais, num nível a que a Yuke’s já habituou. A “rockenrolada” forma um ritmo musical de fundo adequado ao estilo de jogo e servindo-se até de temas que muitos não terão dificuldades em reconhecer.

Ao nível das opções de jogo, o quadro geral não é muito diferente das opções similares, sobretudo ao nível de smackdown, possibilitando desde logo partidas rápidas e ainda um modo carreira no qual o jogador dará entrada a partir de um lutador predefinido ou utilizando o editor de personagem para construir uma mediante os parâmetros que entenda, devendo depois desenvolver e especializar determinados atributos e técnicas principais de combate. Partidas on-line situam-se entre as melhores opções para vários jogadores, estando também assegurada uma espécie de reedição dos melhores combates travados entre os atletas com conferências prévias onde não falta a habitual troca de galhardetes.

Por tudo isto há razões suficientes para encararmos com optimismo a chegada de UFC 2009 Undisputed. Por um lado é o primeiro jogo da marca UFC a chegar às consolas da nova geração, assinalando um marco visual que não se deixou desperdiçar. Por outra banda promete alcançar uma experiência directa e inicialmente acessível, mas que abarca uma gestão dos combates mais densa e baseada na vastidão de técnicas e golpes para derrubar qualquer adversário, sendo particularmente notórios os diversos estilos de luta e densidade das regras que este título consegue exibir.

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miiiguel
11/05/09 @ 13:23
#1
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Desde o bastante bom filme "The Wrestler" desenvolvi uma atracção quase antropologica pelo fenomeno Wrestling, e vai dai este fim-de-semana comprei o WWE Legends também da Yukes. Comecei por jogar o "Create a Legend", e a minha primeira impressão foi a de completo lixo - técnicamente uma desgraça, com sistema de colisões completamente desalinhados, atentados às mais basicas leis da fisica como a constante ocupação do mesmo espaço por dois corpos ao mesmo tempo, a musica que parecia estar a ser difundida por um transistor, enfim uma "nostalgic trip" como dizia a Xbox World deste mês (8/10) mas em todos os maus sentidos (nunca acompanhei o Wrestiling, por isso não posso ter qualquer "trip" nostalgica), o combate desprovido de qualquer sensação de "urgencia" ou velocidade..., o que os ingleses adjectivam de "bland"..., penosamente terminei o dito modo e pensei em experimentar rapidamente o modo "Relive", e, não digo que houve uma mudança de 180º na minha opinião, mas concerteza de 3/4 de semi-circulo. É uma excelente ideia! Ainda mais aplicada ao Wrestling que são (segundo percebi) combates previamente coreografados. Além de boa ideia, está supreendentemente bem implementada, com curiosidades como o facto de por vezes existirem objectivos "negativos", ou seja, por-mo-nos a jeito para levar na boca de certa forma.
É com agrado que vejo que, aparentemente, este modo vai voltar a existir, e, tb aparentemente, a qualidade tecnica é de outra "divisão".
Edited 1 times, most recently on 11/05/09 @ 14:43
sanguemorto
11/05/09 @ 13:47
#2
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Miguel, eu acompanhei a WWE por muitos anos, tbm acompanhei outras federações de wrestling como a TNA, a ROH e mais umas quantas. Digo-te uma coisa, á muito people a falar mal de wrestling, que aquilo é tudo mentira blá blá blá. Mas ai é que está a essencia do wrestling. Eles criam as tais storylines que são mais que meras historias que os levam ao PPV. Mas se tu queres sentir isso compra antes o wwe smackdown vs raw 2008 ou 09. Mas claro eu acho que estes jogos são mais para os amantes deste entretenimento.
miiiguel
11/05/09 @ 14:00
#3
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Sim... eu li um bocado sobre as ofertas, e pelo que percebi os SvR deverão ser indiscutivelmente melhores em termos de produção, mas também mais complexos. Para um curioso como eu, este pareceu-me ser o mais indicado, pena o carácter "serie B" dos niveis de produção, pois como disse existem ideias muito interessantes. Para além da que disse a iclusão de "real footage" no jogo está bem feita; o editor está muito razoavel; o combate - depois de se entender a essencia do mesmo, que é a coreografia é muito simples e acessivel.
Mas agora que já sei o que é um "chicote irlandes" ;), quem sabe se não compro o SvR 2010 ?
v4n_d4mm3
11/05/09 @ 17:24
#4
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eu bem que queria um SD vs raw 2010 com um novo motor gráfico ou pelo menos com este do UFC.. mas a THQ desde o 07 que anda a dormir :/
zPdSf
11/05/09 @ 17:49
#5
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a THQ n anda a dormir quem anda e a Yukes
dudas
16/05/09 @ 00:26
#6
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Este é compra certa, mas 1º o Guitar Hero: Metallica, e o Infamous...e depois o Virtua Tennis... este mês tá tramado. Só bons jogos :) Continuo a jogar a demo com os amigos. Adoro jogos de luta mas só os mais clássicos é que me têm dado gozo em termos de jogabilidade. É bom ver um estilo mais realista, diferente dos habituais jogos de luta mas, na mesma com uma jogabilidade viciante e muito bem conseguida.
Retrata o desporto ao pormenor, grafismo realista, jogabilidade simples de aprender mas desafiante de dominar, som idêntico ao desporto na realidade... Só faltava um leque de golpes maior para quando os atletas estão de pé, de resto 5*.
Numa palavra.. refrescante ;)

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