Sonic & Sega All-Stars Racing

Toma lá, dá cá!

Ainda antes de ter experimentado Mario Kart (versão SNES), lembro-me de ter jogado numa máquina arcade que transpirava puro fascínio e distinção dentro deste género de corridas absolutamente frenéticas e loucas. Bólides de toda a estirpe e formatos tripulados por pilotos maiores que os carros e com firmes definições de comportamento. Decorreram imensos anos, tantos que chego ao ponto de nem recordar o nome dessa cabina que ombreava com a carenagem e monitor do Super Hang-On. Grandes gráficos, um som à maneira e uma jogabilidade hilariante pela forma como o carro derrapava perante as solicitações mais bruscas do volante às curvas mais apertadas.

Pouco depois entrou em cena Mario Kart que, em pouco tempo, viria a definir o género dada a forma absolutamente engenhosa como arrumava com disciplina uma corrida (abarcando personagens da fábrica Nintendo) pondo-as em permanente desafio com a construção e “layout” da pista impecáveis, mas também com uma série de “power ups” e estrutura de confronto que em segundos desvirtuavam a tabela de classificação.

É justo dizer que desde esse período o género se estabilizou e muitos produtos concorrentes foram chegando nos tempos imediatos às mais diversas plataformas, cada qual com o segmento de personagens, embora sem modificar minimamente as regras estruturantes. À medida que a tecnologia evoluiu a transição para as três dimensões reforçou sobretudo os cenários, mais vistosos e esculpidos, bem como um notável reforço na sensação de velocidade.

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vai sambando no Samba de Janeiro!

Não obstante, o étimo do género continuou em Mario Kart, uma barreira que se pode apelidar de secular tal é a determinação em continuar a impor regras volvido todo este tempo, e nem mesmo as últimas edições dessa série, quer pela mão Namco (arcade), quer pela Nintendo para a Wii são suficientes para ostracizar a imagem da largada. É por isso que em parte a situação não fica fácil para Sonic & Sega All Stars-Racing que se aproxima mais das últimas edições em vez de desmontar e voltar a fazer a partir das raízes. Na prática temos um elenco respeitado de personagens da Sega que se juntam a Sonic para percorrer nos seus veículos os respectivos mundos a alta de velocidade e de forma totalmente desbravada. Mas se à partida se pensa em mais uma opção, a verdade é que a Sumo Digital fez o que podia para marcar que na Sega ainda há jogos de feição arcade que resultam bem, com muito para percorrer, desbloquear e sobretudo partilhar com amigos em casa e em rede.

Realmente, em termos de velocidade com automóveis mais ou menos sérios, a Sega vai bem lançada na parceria frutuosa que vem desenvolvendo com a Sumo Digital. Dos ralis, até à pauta arcade que se estabilizou em OutRun arcade, eles sabem o que fazem. E logo que avançam para as primeiras provas, começam a colher doses significativas de agrado pela forma como os pequenos veículos (entre motas, pequenos Karts, carros e outros – a motinha do Alex Kidd é mesmo mini) se desembaraçam com maior velocidade à custa dos botões de propulsão ou “power ups” recolhidos em certos pontos. Curvar com estilo é outra técnica que se desenvolve com facilidade, premindo o botão de drift, que logo solta a traseira do veículo e se o segurarem nessa posição por alguns segundos, ganham um pequeno incremento de velocidade logo que findam a negociação da curva.

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