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Rise of the Argonauts

Deuses e heróis num mundo mitológico.

Reza a lenda que o Rei Jason foi até ao fim do mundo em busca de um artefacto para ressuscitar a sua bela e amada Alceme. Esta foi-lhe retirada no dia do seu casamento, Jason nada pôde fazer, a vida de sua amada escapava-se por entre seus braços e o desespero apoderou-se de seu coração.

Mas o grandioso Rei recusou-se a aceitar tal destino, remando com todas as forças este ousa desafiar os Deuses do Olimpo, partindo numa gloriosa jornada na tentativa de reaver o amor perdido.

Esta é a história por detrás de Rise Of The Argonauts, um jogo que assenta os seus alicerces na mitologia grega. Deuses e heróis fazem parte de um universo rico em lendas e mitos, onde por vezes damos por nós a querer acreditar que são mais do que meras fábulas relatadas por os mais distintos filósofos.

Rise Of The Argonauts é um jogo a cargo da Liquid Entertainment em conjunto com a Codemasters, e para dizermos a verdade estávamos com boas expectativas em relação a este RPG de acção. Estávamos à espera de um “amor à primeira vista”, mas o primeiro contacto tratou de nos quebrar toda a exaltação, fomos inundados por uma decepção e desencanto como já não sentíamos há algum tempo. Mas nem tudo é mau, a sua história é um dos pontos fortes, os apaixonados pela mitologia da Grécia antiga vão encontrar aqui um motivo que justifique o tempo “perdido” com Rise Of The Argonauts.

Neste mundo mitológico vamos encarnar a personagem do Rei Jason, partindo numa jornada épica, pelo menos é essa a concepção, em busca do impossível. Este tudo fará para atingir o seu objectivo, ousa desafiar as leis dos Deuses do Olimpo, mas apesar do seu atrevimento estes o abençoam com poderes só destinados aos mais distintos heróis, Apolo, Ares, Hermes e Atena rendem-se perante tamanha ousadia.

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Jason e Hércules, amigos inseparáveis.

Como já referimos este é um RPG de acção, onde a interacção com as diversas personagens adquire um papel preponderante. Esta interacção vai permitir desbloquear novas habilidades bem como adquirir novas armas e armaduras. Rise Of The Argonauts utiliza um sistema de dialogo semelhante ao que encontramos em Mass Effect , durante os quais somos muitas vezes obrigados a tomar decisões que vão influenciar as nossas futuras acções.

Estes diálogos são um dos muitos problemas presentes no jogo, enfadonhos e irritantes, muitas são as ocasiões que pressionamos efusivamente no botão do comando para avançar o mais rapidamente possível. Mas se este fosse o único problema relacionado com diálogos até não estaríamos mal, para ajudar à festa temos uma horrível caracterização dos NPCs, muitos deles são autênticos clones, por vezes damos por nós a pensar que estamos a dialogar com a mesma personagem vezes sem conta. É claro que os NPCs mais importantes estão a um nível aceitável, mas a qualidade global é francamente má.

Por incrível que possa parecer estamos perante um jogo que utiliza o célebre Unreal Engine 3.0, mas parece que a editora levou o nome demasiado a sério, criando jogo com uma qualidade visual completamente “irreal”, no sentido pejorativo claro. A fraca qualidade gráfica das personagens estende-se a todo o jogo, as paisagens, os edifícios, as embarcações, os NPCs, enfim, praticamente tudo está com um visual no mínimo pobre. Outro aspecto peculiar e o qual já pensávamos que estava em desuso são as paredes invisíveis que nos impedem de avançar em determinada direcção.

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