PixelJunk Shooter

A guerra dos elementos.

Versão testada: PlayStation 3

Shooter é já o quarto jogo da série PixelJunk, trazida até nós pela aclamada Q-Games. Depois de fazermos algumas corridas alucinantes, dar um jeito no jardim ou destruir uns monstros, chega agora a altura de dar uns tiros à moda antiga. O jogo funciona dentro do já habitual ao género, utilizando os dois manípulos para progredir e disparar à queima-roupa contra todo e qualquer inimigo que apareça à frente. Porém irão encontrar aqui uma valiosa alternativa seja para matar inimigos ou progredir no terreno. Shooter utiliza uma série de mecânicas que envolvem a mistura de vários tipos de fluidos como principal atractivo à progressão.

A estória – se existe, – tal como o seu enredo são completamente banais; numa suposto futuro distante em que a civilização humana teria começado a colonizar novos planetas, a procura de recursos terá também se tornado massiva. É então que a expedição ERS Pinita Colada dá de caras com o planeta Apoxus Prime e, face ao sinal de S.O.S., parte uma nave – ou duas, caso tenham um amigo – em busca de recursos e sobreviventes.

Como disse, a banalidade deste mote está longe de contribuir para o enriquecimento da aventura pois, mesmo com o desenrolar da mesma, poucos dados relevantes irão encontrar. Existem, porém, sobreviventes “especiais” encalhados no meio do cenário que vos darão dados sobre o planeta em questão.

Dentro do universo dos mais variados Shooters que têm saído nas plataformas digitais, esta entrada da Q-Games procura encontrar o seu cantinho através da originalidade, um pouco ao estilo daquilo que temos visto em outros jogos da série. É um jogo virado para a exploração; em cada nível deverão encontrar tesouros escondidos para desbloquear novos níveis e ainda os sobreviventes, sem os quais podem desbloquear novas zonas dentro de cada nível. Talvez por isso o jogo deixa de ter tão frenético como se espera normalmente em outros do género. É um jogo mais parado, os inimigos raramente excedem os 4 por ecrã e a facilidade do mesmo dificilmente vos fará andar às aranhas.

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Água e lava vão se encontrar várias vezes.

A principal mais-valia para esta obra acaba por ser originalidade de que falei. E esta originalidade passa quase exclusivamente pela utilização dos fluidos no jogo. Numa fase inicial o jogo passa-se num cenário quente onde a lava predomina. O jogador começa por utilizar um lança-rockets capaz de destruir as rochas e aqui começam a ser necessárias as primeiras estratégias de progressão. Existem espalhados pelo cenário fossos com água que, em contacto com a lava, transformam esta segunda em rocha. Isto passa a ser desde logo importante para a progressão no jogo pois tudo rodará muito em volta desta esquemática.

Numa segunda fase começarão a lidar com gelo ou ainda, mais tarde, com petróleo. Cada um destes fluidos tem a sua manha, a sua forma de ser destruído. Ocasionalmente terão ainda a possibilidade de mudar de fato: existem fatos com os quais podem expelir água, lava, expelir petróleo ou ainda navegar dentro da lava. A água com o gelo transforma-se em gelo e com a lava em rocha. O petróleo com a água transforma-se em fumo que pode posteriormente ser utilizado para realizar explosões. São apenas algumas dicas.

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