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Moto GP 08

Não inclui pijama.

Honda, Yamaha, Suzuki, Ducati, Kawasaki, Aprilia e KTM são algumas das reputadas fabricantes de motas de competição que motivam o campeonato de Moto GP, a disciplina rainha da velocidade a duas rodas e cujo périplo se estende por 18 grandes prémios em 14 países espalhados pelo globo. Aos comandos destas máquinas, verdadeiros protótipos da tecnologia de ponta e sem preço de venda ao público, senta-se a mais preparada casta de pilotos; autênticos domadores de feras e quase todos feitos à prova de quedas aparatosas.

Para os seguidores deste campeonato e recuando ao período das motos 500cc, o nome do Wayne Rainey não passa despercebido. O norte-americano, tri-campeão, deu capa a Super Hang On, jogo arcade/vintage da Sega que ainda hoje é tido como um dos melhores do género, permanecendo em particular na memoria dos mais saudosistas o inclinar agudo da carenagem por cada curva mais exigente. No entanto, são agora 18 pilotos que ditam as voltas mais rápidas na suprema Moto GP, nomeadamente Valentino Rossi, o Italiano da Yamaha e para os amigos The Doctor, como “rider” mais mediático, seguindo-se o ex-campeão Casey Stoner, Nicky Hayden, Dani Pedrosa, Loris Capirossi, Shinya Nakano, Randy de Puniet, numa mescla de proveniências. De resto todo o circo está devidamente oficializado, passando pelas categorias 250 cc e 125 cc com todos os pilotos que participaram na presente temporada.

Não se percebe, porém, porque a Capcom procedeu ao lançamento deste jogo numa fase tão tardia, quando o campeonato da época 2008 já findou, apurando-se Rossi como campeão, e os seus participantes já gozam as merecidas férias e até começam a preparar a próxima temporada. Apesar disso, para os entusiastas, é tempo de refazerem os campeonatos num título que acaba por ter mais significado na abordagem dicotómica das motos, sendo compatível para aqueles que querem uma experiência mais acessível e simples e também para os jogadores que buscam dificuldades típicas de um simulador que amiúde se revela de uma exigência atroz. Esses vão ter que atentar nas advertências dos ecrãs de carregamento, pequenas dicas que ajudam esclarecem sobre a melhor forma para domar as “bikes”. Numa vertente de simulação, pensar sequer em atacar com voracidade o asfalto é condição para sair mal de uma curva e bater forte no chão.

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Nas corridas à chuva o efeito dos salpicos dificulta a visibilidade e exigem-se cautelas redobradas nas acelerações.

No entanto, e logo à partida, o modo carreira é o prato forte do jogo, numa estrutura que prevê, em cinco temporadas, a ascensão pela classe 125 cc até à coroação no Moto GP. Porém, a composição do esquema de progressão faz-se em função dos resultados e esquema de pontos e não por patrocínios, performance “on track” ou convites de equipas superiores. No começo terão assim quatro equipas da classe 125cc à escolha e quando acumularem um certo número de pontos (em resultado das prestações nas corridas) abrem-se novas oportunidades, sendo admissíveis “transferências” para grupos mais fortes.

A edição do piloto faz parte e é relativamente simples; nome, sobrenome, nacionalidade e pouco mais. Meio minuto depois estão preparados para trepar na escala, fazendo temporadas através dos 18 grandes prémios devidamente oficiais. Mexer em diversos parâmetros da mota é relevante se o objectivo é negociar cada vez melhor as curvas, pelo que nas dificuldades mais elevadas pequenas alterações subtis fazem toda a diferença. De resto, e por prova, é admissível o treino de reconhecimento, qualificação para garantir a partida nos lugares cimeiros e por fim a competição final.

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