Left 4 Dead 2

Estes zombies não nos largam.

Versão testada:

Sequelas e mais sequelas, é do que esta indústria vive, e não só. Mas também não é disso que o povo gosta? Desde que sejam de qualidade e de títulos que assim o mereçam, acho que não há problema nenhum. Left 4 Dead foi um dos melhores títulos do ano transacto, com um excelente modo multiplayer onde a diversão estava garantida. Este segundo título da série, Left 4 Dead 2, esteve envolto de polémica desde o momento em que foi anunciado, com a comunidade a tentar boicotar o seu lançamento.

Polémicas à parte, Left 4 Dead 2 foi mesmo lançado e ainda bem que assim foi. Este segundo título é uma evolução natural do seu antecessor. Com mais qualidade em praticamente todos os aspectos, desde o grafismo até às opções de jogo. Mas também não vem revolucionar, nem é essa a sua intenção, e como já referi, é simplesmente uma evolução.

Voltamos a vestir a pele de um de quatro sobreviventes, desta vez os personagens são outros, temos então, Coach, Ellis, Nicke Rochelle. Em relação à jogabilidade, apesar de serem diferentes em termos fisionómicos, as características são completamente idênticas para todos eles, a Valve não arriscou neste campo, poderia ter introduzido características únicas para cada personagem, mas não o fez. É claro que se o fizesse teria que reformular muitos dos aspectos do jogo, talvez isso aconteça num Left 4 Dead 3.

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Este palhaço é o terror da vizinhança!

Quando referi que ainda bem que o jogo foi lançado, estou desde logo a afirmar que o jogo é bem mais do que uma mera actualização. Foram introduzidos mais modos de jogo, que perfazem um total de seis. Também foram adicionadas novas armas de fogo, que vão desde novas metralhadoras até novas caçadeiras. Outras “armas” adicionadas são um tanto cómicas, estas são uma novidade na série, destaco a frigideira, a guitarra eléctrica, uma motosserra e até um taco de basebol, existem ainda mais armas deste género, não as vou referir para não vos estragar a surpresa. Em relação aos items que temos ao nosso dispor, foram adicionados alguns em relação ao primeiro jogo, temos agora fracos de vomito que atraem os zombie fazendo com que anda à pancada uns com os outros, uma injecção de adrenalina que nos atribui força extra por um período de tempo e até um reanimador que ressuscita os nosso camaradas depois de estarem mortos.

Novidades também estão presentes nos monstros que nos querem “devorar” vivos. Quando refiro monstros não estou a falar dos zombies, mas sim dos “bosses” que aterrorizam o mais dos corajoso jogadores. Cinco deles são já nossos conhecidos, temos o Boomer que é um monte de banhas recheado de vómito, o Hunter que é um pesadelo mesmo à distância, depois vem o Smoker que possui uma língua de fazer inveja às mulheres mais linguarudas, o Tank que é dos monstros mais difíceis de abater e o quinto é a malvada Witch que só nos ataca se for incomodada. Para ajudar à festa a Valve adicionou mais alguns monstrinhos, o Charger que faz da sua envergadura e velocidade a sua arma, o Spitter que cospe líquido verde em forma de ácido que retira energia, e por fim o Jockey que é pequeno mas veloz, salta para as costas dos sobrevivente e enche-os de pancadaria.

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Campanha com um humor muito cínico.

Mas Left 4 Dead 2 não se fica por aqui em novidades, o jogo apresenta um visual bem mais refinado, mais polido e mais credível. Se no primeiro jogo tudo se passava num ambiente bem mais escuro, já nesta segunda incursão o mesmo não acontece. Temos vários capítulos que são percorridos durante o dia, dando um outro aspecto ao jogo. A Valve também introduziu um efeito neblina mais intenso que confere um maior realismo ao mesmo. Das cinco campanhas ao nosso dispor (Centro de Morte, Carnaval Macabro, Febre do Pântano, Chuva Pesada e A Comunidade), destaco duas delas, a Chuva Pesada pela sua qualidade visual, a presença da chuva, do vento, e das súbitas tempestades que atraem ainda mais zombies, conferem um ambiente assustador e muito credível. A segunda que destaco é o Carnaval Macabro, pelo seu lado cómico mas cínico, em que a construção dos capítulos está muito bem elaborada, mas também pela presença de uns palhaços que atraem zombies às “manadas”, malditos palhaços.

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