HAZE

Excesso de Nectar ou falta dele?

Versão testada: PlayStation 3

Depois de muita espera e adiamentos, aquele que acabaria por se tornar num exclusivo PlayStation 3, acaba finalmente de chegar ao mercado. Mas será que a espera valeu a pena?

Desde que foi anunciado, a cargo da Free Radical Design, produtora conhecida por algumas obras-primas como TimeSplitters, HAZE sempre se apresentou como um promissor título. Mas uma coisa é certa: estamos já num mercado cheio de FTP’s, onde muitos deles como Turning Point e Conflict: Denied Ops não se destacam dos demais, e neste ponto, a produtora teria de se esforçar para conseguir chamar a atenção para o seu novo projecto.

HAZE coloca-nos no futuro, na pele de um soldado chamado Shane Carpenter da Mantel, que é enviado para o Sul da América onde a corporação enfrenta um outro grupo de perigosos soldados. Até aqui, tudo bem, não fossemos nós estar equipados com um novo e revolucionário medicamento biológico chamado Nectar. Assim, e pressionando L2 a qualquer momento de forma rápida e controlada, é possível dar ao nosso soldado uma pequena dose de Nectar (se nos excedermos na dose, o nosso soldado fica meio baralhados das ideias e o mais provável é começar a disparar para todo o lado). Feito isto, o nosso soldado ficará de seguida, e por alguns segundos, mais rápido e resistente aos ataques dos inimigos. Para além disso, ficaremos ainda com visão térmica, o que nos permite ver os inimigos mais facilmente.

Relativamente aos nossos colegas da Mantel, é também possível recuperá-los assim que estes estejam feridos.

HAZE vai assim buscar vários dos elementos dos FPS’s tradicionais, provando assim que não é inovador, e por vezes conseguindo ser ainda pior. Entre outros pormenores, temos, por exemplo, o facto de sermos acompanhados por um estranho e pouco esclarecedor radar que ainda é capaz de nos deixar mais baralhados. Para além disso, o habitual sistema de carregamento de armas também é idêntico. O nosso herói pode assim transportar consigo apenas duas armas.

Relativamente aos veículos (sim, porque agora todos os jogos deste tipo têm veículos!), em HAZE este é outro dos componentes que não foi correctamente aplicado: os carros não só não reagem ao tipo de piso, como ainda por cima são difíceis de controlar, e quanto maior for a velocidade pior, dado tornar-se ainda mais complicado e estes por vezes não respeitarem as nossas indicações.

No que toca à IA, ficam também desde já a saber que os nossos colegas não primam pela inteligência: são capazes de ficar completamente parados no meio terreno, sem qualquer tipo de esconderijo, sendo assim baleados de todas as direcções. Por outro lado, por vezes correm contra objectos a ver se os conseguem ultrapassar, ao invés de se tentarem desviar.

Passando agora para o aspecto visual, também aqui HAZE se apresenta muito pobrezinho. Começamos o jogo numa enorme floresta, o que nos trás à mente Crysis, mas ao contrário deste último os cenários não só são pouco detalhados, como bastante vazios. No fundo, e neste cenário florestal, tudo se passa como de longos caminhos a percorrer com um pouco de “vegetação decorativa” à volta. A interactividade nos cenários, quase que não existe, e então em cenários como armazéns, tudo se apresenta bastante despido e vazio. A qualidade visual no seu geral também não é das melhores, e HAZE para além de não ser um título em Alta Definição, apresenta-se assim com um visual mediano e, por vezes, com problemas de slowdowns.

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