Grand Theft Auto IV - Análise de Leitor
Grand Theft Auto IV, ou simplesmente GTA IV, era o jogo mais antecipado de 2008. O seu hype superou até o de Halo 3 e o jogo vendeu cerca de 6 milhões apenas na primeira semana. E a pergunta pertinente nestes casos é: será que merece o hype?
É impossível um jogo corresponder ao hype como o que GTA IV tinha. Era suposto ser o jogo perfeito, sem falhas, inovador, que mantinha intactas as raízes da série. Como é óbvio, isso não é possível. Nenhum jogo alcança tal nível de perfeição. No entanto, temos aqui uma pérola em si mesmo, se a analisarmos sem qualquer tipo de informação ou desejo prévio.
A história, como muita gente já sabe, tem como protagonista um emigrante da Europa de Leste, de nome Niko Bellic. Ele vem para a América influenciado pelo seu primo Roman Bellic, que o informa repetidas vezes que vive uma vida de luxo (o que acaba por não ser verdade). Mas esse não é o único motivo. Ele vem à procura daquela pessoa especial... e não tem nada a ver com amor. Mas vamos ficar por aqui, pois o jogador deve ter o prazer de descobrir tudo por si mesmo. Pelo caminho vamos encontrar muitas personagens memoráveis, como o jamaicano Little Jacob, o viciado em esteróides Brucie, o furioso Mikhael Faustin e o seu frio parceiro Dimitri. A máfia marca também presença através de Ray e Jimmy Pegorino e vamos também conhecer uma família peculiar: os McReary. A história não está brilhante, mas é cativante do inicio ao fim e tem um dialogo absolutamente soberbo.
Os gráficos não estão ao nível de um Gears of War, mas não esquecer que GTA IV tem uma cidade por completo para mostrar e nesse ponto é assinalável o facto de não ter Loadings nenhuns a não ser o inicial (e a entrar nas missões).
As vozes das personagens estão igualmente espectaculares, sendo mesmo um dos melhores Voice-Actings que já vi no mundo dos videojogos. Infelizmente, as rádios deixam muito a desejar, e ficamos com saudades das maravilhosas musicas dos anos 80 presentes em Vice City. Uma pena.
As missões principais duram cerca de 25 horas no total, mas se quisermos atingir 100 % vamos ter de gastar por volta de 50 horas da nossa vida. O que acaba por não custar muito. Alem disso, a versão X-Box 360 ainda vai ter os Conteúdos Adicionais, que acrescentarão mais umas boas horas de jogo. E ainda há o multiplayer, a que infelizmente não tenho acesso.
Quanto à jogabilidade, houve algumas alterações comparado com os GTA anteriores. O sistema de combate corpo-a-corpo está muito mais desenvolvido, podendo aplicar vários tipos de golpes e contra-ataques. Quanto ao combate com pistolas, desta vez não é só entrar e matar. Escondermo-nos atrás de objectos é uma parte essencial do jogo, e sem ela não sobreviveremos uma missão clássica GTA em que derrotamos um armazém cheio de inimigos. Para alem das missões principais, podemos ter amigos e jogar alguns mini-jogos (que achei particularmente chatos) como Bowling, Snooker ou Dardos. Apesar de tudo, é uma adição interessante.
O jogo tem, também, alguns defeitos. Como já foi dito anteriormente, os mini-jogos podem ser aborrecidos. O defeito que é mais apontado é o facto de o jogo ser um "passo atrás" em relação a San Andreas. É mais pequeno, com menos carros, armas e menos possibilidades de personalizar Niko em relação a CJ. É verdade, mas San Andreas tinha espaços abertos que GTA IV não tem, e tudo na cidade está preenchido e praticamente tudo dá para ser usado como esconderijo durante uma batalha.
Se esquecermos o hype e os nossos mais profundos desejos, não pode haver um jogo melhor do que este. Por isso, não se deixem enganar por eventuais notas baixas que vejam (o que não acontece nos grandes sites). Está aqui o melhor jogo desta geração.
Gráficos - 9/10 História - 9/10 Som - 10/10 Jogabilidade - 10/10 Longevidade - 10/10
10 / 10
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