Fatal Inertia - Análise de Leitor

Fatal Inertia, um jogo de corridas futurista originalmente destinado a ser um exclusivo PS3, é o primeiro título dos estúdios canadianos da Koei, tendo atravessado um período de desenvolvimento controverso que resultou num lançamento tardio, para um jogo apresentado antes da introdução das consolas desta geração.

O que nos é apresentado é um jogo de corridas semelhante ao Wipeout, só que ao invés de circuitos futuristas, as corridas decorrem em ambientes naturais, como florestas, canyons, tundras geladas ou praias tropicais, num cenário sumptuoso cortesia do motor unreal 3.0, que mais uma vez demonstra a sua versatilidade e habilidade em proporcionar ambientes extremamente detalhados, surpreendentemente coloridos e vibrantes, com a fluidez que é fundamental neste tipo de jogo.

Neste futuro não muito distante, escolhemos uma de três classes de naves (naves lentas mas com muitas armas, naves leves mas desprotegidas, e a alternativa sem sal assim-assim), e partimos, junto de mais 7 oponentes, para provas que irão desafiar a nossa capacidade de controlar uma máquina armadilhada que desliza a 900 km/h.

Ao contrário de outras obras como Wipeout e F-zero, os ambientes são destruíveis e persistentes, ou seja, fragmentos destruídos do cenário vão manter-se na pista, e poderão influenciar a trajectória da nave, criando assim oportunidades estratégicas interessantes.

A maior adição ao género que este jogo traz é o motor de física, ao permitir a criação de armas que dele tiram partido, como cordas elásticas, úteis para prender naves ao cenário ou dois inimigos entre si, ou esferas magnéticas que fixamos ao casco das naves inimigas, cujo peso e localização vão influenciar a condução das mesmas. A sensação de peso das naves, e o poder que se sente ao escolher uma nave da classe Titan, ou a leveza e completa fragilidade das super rápidas Aurora, dão personalidade ao jogo, e é ao Havok que podem agradecer a isso.

Menos interessante é a musica completamente desinspirada do jogo, que rapidamente substituímos graças à possibilidade de bandas sonoras personalizadas que a 360 permite, e a vertente online, completamente despopulada. Infelizmente, como acontece muitas vezes, este será um jogo apenas apreciado por poucos, tendo passado desapercebido num mar de lançamentos, tal como aconteceu com o Quantum Redshift na geração anterior. Talvez com a reintrodução no mercado deste jogo, em breve na PS3, via download, ele tenha o reconhecimento que merece.

7 / 10

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