F.E.A.R. 2: Project Origin Hands On
PlayStation 3 PC Xbox 360 Hands On por Adolfo Soares
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Como super fãs do F.E.A.R. original não poderíamos deixar de ficar em pulgas quando soubemos que iria sair uma sequela de um dos melhores FPSs que alguma vez jogámos.
É certo que este jogo para muitos não diz muito, principalmente para quem jogou a versão PS3 ou Xbox 360. A conversão do original, que saiu em 2005 para PC, efectuada pela Day 1 Studios não foi a melhor, toda a qualidade presente em F.E.A.R. parece que tinha simplesmente desaparecido.
Este segundo título a cargo da fantástica e hilariante, Monolith Productions, volta a concentrar-se na personagem “Alma” que é de facto a verdadeira essência do jogo. As expansões, F.E.A.R. Extraction Point e F.E.A.R. Perseus Mandate, a cargo da Timegate Studios, colocaram esta personagem para segundo plano, facto que mereceu ferozes críticas por parte dos fãs e mesmo por parte da própria Monolith.
Volvidos quase quatro anos após o original surge este F.E.A.R. 2: Project Origin que vem retomar o que ficou por contar após um fecho verdadeiramente devastador. Project Origin é de facto a verdadeira sequela, retoma a sua “Alma” que é nem mais nem menos que o espírito de toda a trama por detrás de F.E.A.R..
Esta sequela tem tudo o que estávamos à espera, não ficámos surpreendidos mas isso não significa que não gostámos do que vimos. A atmosfera sombria e o som arrepiante, criam no nosso subconsciente uma angústia sem precedentes, sentimos a presença da “Alma” por toda a parte.
Para toda esta atmosfera descrita muito contribui o grafismo do jogo, todo ele foi construído com essa finalidade. Corredores escuros, uma neblina suave, sangue a escorrer pelas paredes, corpos desmembrados, tudo muito arrepiante e assustador. Project Origin tem um semblante apocalíptico, onde é difícil distinguir o real do imaginário.
O som também é um dos pontos que faz aumentar a nossa perturbação, o aproximar de uma entidade que não sabemos se é real ou fruto da nossa imaginação é acompanhada por um som aterrorizador que nos faz disparar por puro reflexo.
Mas o que seria de Project Origin sem a jogabilidade que fez do original um sucesso? É isso mesmo, um dos pontos que mais contribuiu para o sucesso deste jogo foi a sua excelente jogabilidade. O famoso “Slow Mo”, que por momentos faz com que o mundo gire em câmara lenta, está presente, as espectaculares armas e a destruição dos cenários também continuam excelentes. Uma das novidades presentes nesta sequela é a possibilidade de se poder deslocar objectos que servem de protecção quando estamos debaixo de fogo inimigo, algo muito útil em confrontos mais intensos.
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