Empire: Total War

À conquista do Novo Mundo.

A história da humanidade está recheada de acontecimentos que ficaram escritos para toda a eternidade. Guerras, ditaduras, epidemias, podia estar aqui a enumerar dezenas de acontecimentos dignos de serem relatados e transportados para este mundo virtual que tanto nos apaixona. Fonte inspiradora para muitos dos criadores de videojogos que procuram de certa forma manter viva na nossa memória o caminho que atravessámos até chegar aos dias de hoje.

Mais uma vez estamos perante um jogo que se alimenta de acontecimentos históricos, como é habitual na série Total War da Creative Assembly. Nesta nova incursão somos convidados a participar activamente no caminho até à independência dos Estados Unidos da América, em Grandes Campanhas onde podemos assumir o comando de grandes impérios como o Francês, Russo, Inglês ou Espanhol (é de lamentar a não inclusão de Portugal) e em grandes batalhas online onde a paciência e mestria ditam o vencedor.

Desde já pode-se dizer que este Empire: Total War é um colosso dentro do seu género. Complexo, desafiador e sobretudo inteligente. Muitos são os jogos que se desgastam com o tempo, principalmente quando se trata de sequelas que pouco ou nada trazem de inovador. A série Total War já trouxe até nós pérolas como Rome: Total War, Shogun: Total War ou mesmo Medieval: Total War, e este Empire é de facto um digno sucessor.

Apesar de todas estas sequelas é de felicitar a Creative Assembly pela capacidade que teve em de certa forma adicionar algo mais a um conceito de jogo já mais do que conhecido. Quem joga Empire: Total War rapidamente se apercebe das semelhanças com os seus antecessores, a fórmula é mantida mas nota-se a preocupação em limar arestas e claro a adição de um novo desafio que são as espectaculares batalhas navais.

Como já referimos, somos solicitados a participar activamente na luta pela independência dos EUA. Este modo de jogo é como que uma introdução a Empire: Total War, no início desta campanha temos missões e objectivos simples e acessíveis. Temos que estabelecer uma forte comunidade, aumentar o nosso exército, construir infra-estruturas e alargar a nossa frota naval.

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O mapa principal tem tudo o que necessitamos para controlar o nosso império.

Basicamente somos convidados a explorar todas as funcionalidades disponíveis no jogo preparando o jogador para batalhas bem mais complexas e desafiadoras. Com a evolução na campanha o jogo torna-se bem mais exigente, temos que gerir um império cada vez mais vasto e controlar a movimentação de vários inimigos. De referir o excelente sistema de ajuda que o jogo possui, sempre que efectuamos uma acção ou sempre que acedemos a uma opção do jogo temos uma voz que nos descreve essas mesmas funcionalidades. Uma ajuda importante e nada incomodativa, sendo até essencial para jogadores menos familiarizados com o universo Total War.

Nunca antes a combinação entre estratégia em tempo real com estratégia por turnos foi tão bem conseguida. Este Empire: Total War consegue uma quase perfeita união entre estas duas vertentes, se no mapa principal tudo é efectuado por turnos já nas batalhas tudo se desenrola em tempo real. Esta combinação é de facto deliciosa, sendo uma das imagens de marca da série Total War.

Quando estamos no mapa principal é necessário observar bem a posição dos nossos inimigos, delinear estratégias e movimentar com mestria o nosso exército. Também temos que ter em atenção os recursos disponíveis no nosso império, pois quanto maior ele for maiores serão os gastos com o mesmo. Somos obrigados a gerir todos os recursos disponíveis, tentando expandir o império, formar alianças estratégicas que nos permitem trocas comerciais e até ajudas a nível militar.

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