Dragon Age: Origins - Awakening

O mal nunca dorme.

Para dizer a verdade, não sou um grande aficionado de conteúdos adicionais ou expansões, sejam pagos ou gratuitos. Prefiro sempre o original, o que vem posteriormente tem que ser um novo projecto, com uma nova abordagem e até com uma nova visão. Mas Awakening surpreendeu-me, não estava à espera de algo com tanta qualidade, que me fizesse voltar ao original e recomeçar com uma nova personagem.

Os conteúdos lançados anteriormente deixaram-me com um amargo na boca devido à sua fraca qualidade, mas este Dragon Age: Origins – Awakening é de longe muito superior a todos eles. É praticamente um novo jogo, com uma história, novos companheiros, novas habilidades, feitiços, talentos, e sobretudo, longas horas de jogo, mais de 20. Tudo começa no ponto em que ficamos, no final de Dragon Age: Origins. O Archdemon foi derrotado, a calma voltou, mas como todos sabemos, nada é que aparenta ser. São várias a maneiras de acabar Dragon Age, e vão mesmo influenciar o início de Awakening. No meu caso, acabei com o nível 19 e claro está que importei o meu Grey Warden.

Mal iniciamos o jogo, somos atacados quando nos dirigimos ao forte de Vigil's Keep, o qual iremos controlar e comandar. Cedo nos apercebemos que algo não está bem, e que os darkspawn estão novamente a ganhar força. Há algo estranho, pois o ataque ao forte dá a entender que estão mais coordenados, mais astutos, que existem duas facções darkspawn e os Grey Warden são apanhados no meio de uma disputa.

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Este Anders é algo... ele adora gatinhos!

É claro que a história não é muito convincente, já que passamos dezenas de horas a lutar contra as forças do mal em Dragon Age: Origins para constatarmos que foi praticamente tudo em vão. Não é claro o porquê desta enorme actividade dos darkspawn, mas não deixa de ser uma boa desculpa para voltarmos a pegar neste jogo. O ponto de partida é simples, cabendo agora a nós investigar estes acontecimentos.

Inicialmente, temos que livrar o forte de Vigil's Keep do caos, restaurar a ordem, concentrar esforços e devolver a calma à população. É aqui que vamos recrutar o nosso primeiro companheiro, Anders, um mágico com um humor sarcástico, que morre de amores por um gatinho. Sim, numa determinada ocasião apanhamos um gato que oferecemos a Anders, este morre de amores pelo bicho, vamos lá saber porquê.

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Os personagens são como era de esperar, cheios de personalidade e estilo.

Esta expansão não traz apenas mais horas de jogo e a continuação da história. Existem várias adições e até alterações que reformulam um pouco a mecânica de jogo. Nada de muito profundo, são adições que vêm “revitalizar” o que já estava bem conseguido. As classes têm agora mais especializações, temos também a adição de mais talentos e feitiços, que dão uma enorme versatilidade aos personagens, vindo de certa forma colmatar uma lacuna existente. Dentro das novas habilidades destaco a Runecrafting, que nos permite criar Runes para personalizar o nosso arsenal, armas e até as armaduras, dando-lhes poderes ao nosso gosto. É claro que ainda temos que encontrar um Enchanter para as adicionar.

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