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Zelda na Switch está melhor do que na Wii U?

Actualizado: A Switch ganha em testes de stress à GPU.

Actualizado a 8/3/17

Como prometido, passamos mais algum tempo a testar a performance de The Legend of Zelda: Breath of the Wild na Switch e Wii U, e apesar de continuar a ser difícil justificar investir tanto dinheiro numa nova consola apenas por um jogo, é claro que os aspectos do jogo que realmente puxam pela GPU podem revelar significativas vantagens na performance ao jogar na Switch - seja na dock ou em modo portátil.

Identificamos vários pontos no jogo onde a GPU pode ser testada debaixo de stress - grandes explosões enquanto Link combate, juntamente com a área em que foram enviados mais pedidos para testar: a Aldeia Kakariko. No primeiro caso, a Wii U sofre imenso, enquanto a Switch sofre apenas distúrbios menores no rácio de fotogramas - não afectam muito o gameplay, pois a queda na performance é breve.

No entanto, é interessante notar que a performance portátil é ligeiramente mais baixa do que a experiência na dock nestes pontos destacados. É o oposto do que acontece ao percorrer o mundo aberto, onde a Switch na dock apresenta claros soluços de formas mais pronunciadas - talvez devido ao streaming de novo terreno.

Desta vez estivemos focados em pontos de stress à GPU ao invés dos problemas relacionados com a CPU ao percorrer o mapa. Abriu-se um fosso, a Switch lidera.

É o teste em Kakariko que realmente separa a Switch da Wii U - aqui a anterior consola da Nintendo pode correr a 20fps fixos, enquanto a Switch na dock fica muito mais perto dos 30fps com menos desvios. É algo que vais encontrar nas duas configurações da Switch e o ponto que mais diferencia as duas versões em termos de performance. O combate nas aldeias é mínimo ou até inexistente, por isso as quedas aqui não devem afectar o gameplay.

É desafiante conseguir um rácio de fotogramas fixo em Zelda - o mundo é enorme e as condições mudam constantemente. As quedas para 20fps podem ser desanimadoras, mas na nossa experiência raramente interferem com o gameplay. Mas é claro que existem três perfis de performance aqui - a Wii U aguenta-se bem, mas está no fundo. Depois temos a Switch na dock, mas jogar em modo portátil continua a oferecer a performance mais suave de todas.

Original

The Legend of Zelda: Breath of the Wild é um título para duas gerações da Nintendo, lançado ao mesmo tempo na descontinuada Wii U e na nova Switch. Aclamado como um dos melhores jogos de sempre, um obrigatório, a questão é: vale a pena comprar uma Switch para ter uma melhor experiência Zelda? Será que a Wii U oferece uma experiência comparável?

Estes primeiros testes foram feitos para oferecer uma perspectiva geral das diferenças entre ambas as versões, cada uma com a actualização 1.1 instalada. Não esperávamos muitas diferenças visuais, tudo o que vimos na Switch sugere que é capaz de entregar experiências da geração Wii U e a Nintendo já havia falado publicamente sobre o que esperar.

Eis um resumo das informações oficiais:

  • Rácio de fotogramas a 30fps nas duas.
  • Ambas as versões oferecem o mesmo conteúdo.
  • Na TV, a versão Nintendo Switch corre a 900p, na Wii U a 720p.
  • A versão Switch tem sons ambientais de maior qualidade. Como resultado, o som dos passos, água, relva e outros são mais realistas e melhoram a sensação no jogo.
  • A versão Wii U física exige 3GB de espaço interno ou num disco externo.
  • Alguns ícones e botões são diferente.
  • A Edição Master não está disponível na Wii U.

Eiji Aonuma, produtor da série, disse que a edição Switch iria oferecer a mesma experiência que a da Wii U, algo que decidimos testar, especialmente após a pobre performance que vimos durante a E3 de 2016.

Eis como se compara Zelda na Switch e Wii U.

Fora a resolução, ambas as versões são visualmente idênticas. As distâncias de visão, resolução de sombras, qualidade dos modelos, texturas, efeitos, e até a iluminação volumétrica vista na primeira shrine são exactamente iguais. Em termos visuais, os jogadores Wii U não perdem nada.

Apenas o filtro de texturas merece menção. Na Switch, temos uma ligeira melhoria na qualidade do filtro bilinear, significando que as texturas não são filtradas tão perto do ecrã. Se reparares, consegues ver linhas pelo mapeamento do chão - especialmente em tijolos. A Wii U e Switch usam cascatas óbvias, tornando fácil ver o ponto em que o filtro entra em acção. A Switch usa uma camada adicional de claridade,. Na Wii U, está a par do modo portátil da Switch mas nem vão reparar em diferenças ao jogar.

A promessa de melhor áudio na Switch tem um impacto mínimo. Seja na água a correr, nos passos ou na relva, a ideia é que a Switch pode aceder ao seu aumento de 2x na memória do sistema para sons mais ricos. No geral, após um dia a comparar as duas com headphones, é difícil encontrar diferenças. Talvez somente nos sistemas de topo a Switch possa brilhar. Para a maioria, a versão Wii U não perde muito.

Baseado na qualidade do vídeo e áudio, a versão Switch sai recomendada, mas por uma margem mínima, especialmente devido à resolução. Tendo em conta a diferença no poder entre as duas consolas, é surpreendente. Mas a Nintendo tem um bom argumento para isto - os donos da Wii U não devem ficar em desvantagem, apesar do título brilhar na estreia da Switch.

Visualmente estão idênticas mas a performance deve estar melhor na nova consola. Breath of the Wild foi desenvolvido ao longo de quatro anos e o seu motor de mundo aberto foi construído para a Wii U. A conversão Switch veio mais tarde - uma arquitectura diferente, que pode ter apresentado desafios.

Aqui comparamos a Switch na dock com a Wii U, mas antes disso, como referido ontem, a implementação portátil a 720p na Switch oferece uma experiência mais suave do que no modo dock. Para quem quer a experiência mais suave, é o caminho a seguir.

No entanto, comparar a Switch enquanto caseira contra a Wii U oferece métricas fascinantes. Breath of the Wild tem como alvo 30fps v-sync na Wii U e Switch, mas o design em mundo aberto causa problemas. Uma vez que isto é uma v-sync com duplo buffer, quando não aguenta os 30fps em ambas as consolas, baixa para o próximo factor de revelo, fixando-se a 20fps.

Baseado nos testes em Great Plateau, a Switch sofre com a mesma severidade que a Wii U - mas em outras secções. Não existem causas óbvias para esta diferença: a carga de renderização é leve comparado com as florestas mais preenchidas, sugerindo um gargalo no fundo durante o streaming de dados. Uma teoria sugere que o mundo está dividido de forma diferente no esquema de RAM de cada máquina, criando quedas para 20fps em locais diferentes para cada máquina.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild varia entre o modo dock e portátil.

Ambas podem correr a fixos 20fps - geralmente a Switch sofre num local enquanto a Wii U sofre noutro. As limitações CPU são as responsáveis (a largura de banda do SoC poderá explicar o porquê do modo em dock corre com mais suavidade) mas serão precisos mais testes para descobrir se os ponto de stress na GPU demonstram mais diferenças entre as duas - a aldeia Kakariko será o primeiro ponto, juntamente com locais repletos de efeitos alpha.

Por enquanto, existe uma paridade geral na experiência entre a Wii U e a Switch na dock - é uma pena em ambos os casos que o jogo não corra a 30fps fixos.

Será fascinante ver se existem diferenças mais à frente no jogo, mas estes testes confirma que a Wii U perde para a Switch apenas na resolução - as diferença visuais são mínimas, e o aspecto visual é virtualmente idêntico. Para a performance precisamos de mais testes mas, mais uma vez, existe pouco para diferenciar a versão Wii U da versão Switch a correr na dock.

A capacidade de jogar a Switch em qualquer lado é a grande diferença entre as duas versões. O impacto é mais pronunciado do que performance mais suave na portátil. Jogar este jogo em qualquer lado é uma proposta irresistível. Não são as diferenças técnicas que vão ajudar a decidir se vale a pena comprar uma Switch para jogar Zelda: Breath of the Wild, mas sim o conceito da máquina e os jogos existentes.

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