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Digital Foundry - Rayman Legends: Definitive Edition está longe de ser a versão definitiva

O jogo brilha, mas devia estar melhor.

Rayman Legends é um jogo altamente divertido - um dos melhores jogos de plataformas dos últimos cinco anos - e é o mesmo jogo que chegou hoje à Switch. Lindo como sempre, Legends encaixa bem na híbrida da Nintendo, mas existe um problema: o seu nome é Definitive Edition quando na verdade esta conversão está cheia de falhas que não correspondem ao significado do nome. A Wii U, Xbox One, PS4 - todas oferecem uma experiência melhor. A versão Switch tem muito mais em comum com as versões Xbox 360 e PS3 em alguns aspectos. É Rayman Legends, um jogo excelente - e sim, temos 1080p - mas definitiva? Não.

Esta versão oferece alguns conteúdos novos mas nenhum deles é especialmente entusiasmante. Todos os personagens que outrora foram exclusivos de uma plataforma estão aqui na Switch, enquanto o Kung Foot ganha um modo torneio com suporte WiFi local (que não se aplica ao jogo principal) mas é apenas isto. Não vimos mais nada de novo e ao jogar esta versão, sentimos que existem melhores formas de o jogar.

A Definitive Edition tem problemas que não estragam o jogo, é apenas uma colecção de oportunidades perdidas, coisas irritantes e funcionalidades cortadas que criam uma sensação de insatisfação ao jogar - e começa com os ecrãs de carregamento, que persistem mais tempo do que qualquer outra versão. Em alguns níveis temos mais de 16 segundos de espera, enquanto outros são mais rápidos, a verdade é que a Wii U - conhecida pelos longos tempos de carregamento - consegue carregar os mesmos níveis em metade do tempo que a Switch - na versão a correr do disco. A PS4 e a Xbox One não têm carregamentos, enquanto a PS Vita cede o título de versão com tempos de carregamentos mais longos à Switch.

Isto importa? Primeiro porque afecta o ritmo do jogo, passas muito tempo a esperar entre níveis, sendo menos divertido entrar nos Time Trials ou mais aborrecido se quiseres recolher tudo num nível. Demora tempo a entrar no nível e depois também demora mais para sair. Tudo isto acumula com o tempo e começa a fatigar - problema muito menor nas outras versões. Jogámos a partir do armazenamento NAND da Switch, copiando o jogo para um cartão SD e tivemos mais alguns segundos de espera.

Não sabemos dizer o porquê disto acontecer, mas uma teoria diz que está ligado ao tamanho dos ficheiros e à sua compressão. Na Wii U, o jogo tem um tamanho de 6.7GB, mas na Switch foi reduzido para 2.9GB. Na PS4 e Xbox One tem 9GB, pois essas versões usam arte sem compressão. Na Switch, a compressão extra pode estar associada aos carregamentos mais longos - a CPU passa mais tempo a desempacotar dados.

Rayman Legends a correr na Switch.

A compressão extra também resulta numa subtil degradação da qualidade dos assets, o que faz sentido tendo em conta a redução do ficheiro de jogo. A experiência não é afectada, mas quando a câmara se afasta em algumas cenas, vês as diferenças. É um problema? Possivelmente não, mas o problema devia existir numa versão chamada de Definitive Edition?

Além destes pontos, temos ocasionais slowdowns. A maioria da experiência corre a 60fps, mas a Switch tem ocasionais problemas para manter a performance. O que é estranho é que repetir estas secções após morrer elimina o problema, sugerindo que - mais uma vez - estes soluços podem estar ligados à descompressão de assets em segundo plano. Felizmente, é raro e não afecta muito o jogo, mas a Wii U não tem soluços nestas secções. Nenhum destes problemas estraga o jogo - mas quando lanças uma versão de um jogo aclamado numa consola mais forte e com o nome de Definitive Edition, não esperas encontrar estes problemas sequer.

Também esperarias que uma Definitive Edition apresentasse todas as funcionalidades de todas as versões - isto não acontece. Funcionalidades principais vistas na Wii U e outras consolas não estão na Switch. Isto está relacionado com os níveis do Murphy. Na Wii U e Vita, alguns níveis permitiam aos jogadores usar o ecrã tátil para interagir com o jogo enquanto a IA corria pelo mundo, as versões sem ecrã tátil introduziam controlos por botões para Murphy. É uma experiência diferente que funciona bem.

Ambas estão presentes na Swith, o que é fantástico, mas não é a implementação completa esperada de uma Definitive Edition. Primeiro, perdemos a capacidade de jogar com os controlos por toque no multi em que uma pessoa controlava Murphy - faz sentido pois não podes usar o ecrã tátil quando jogas com a consola ligada à TV, mas e quanto ao emparelhamento de consolas?

Rayman Legends conseguia correr a 1080p60 nas consolas de anterior geração.

Na PS Vita, podias emparelhar dois sistemas e jogar em cooperativo, uma pessoa ficava responsável pelas tarefas de tocar no ecrã enquanto a outra percorria o nível. Devia ser possível na Switch (existe cooperativo sem fios no moo Kung Foot), mas esta funcionalidade está ausente. Além diso, perdemos a opção de jogar com 5 jogadores em simultâneo, estranho pois sabemos que Super Bomberman R suporta até 8 jogadores numa consola. A Switch segue as versões não-Wii U e reduz o número de participantes para 4. Não é algo preocupante, mas não é o esperado de uma versão Definitiva, certo?

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Nenhuma destas funcionalidades importa muito, mas existia mesmo a oportunidade para criar a versão definitiva de um jogo muito bom. O que temos aqui é uma conversão boa, perfeitamente aceitável - que podia ter sido fantástica. Tens a melhor versão portátil do jogo, mas parece que as grandes vantagens estão associadas ao formato híbrido da Switch e não a esforços dos criadores do jogo.

Se queres jogar este jogo, qual é a melhor forma de o fazer? Se não te importas de jogar em casa, as versões PS4, Xbox One e Wii U oferece grandes vantagens sobre esta versão Switch. A experiência na Switch é boa, especialmente se estiveres focado no multi. Na consola da Nintendo os tempos de carregamento são menos intrusivos até. No entanto, a PS4 e a Xbox One conseguem arte sem compressão e não existem ecrãs de carregamento.

Não temos nada contra conversões Wii U para a Switch, pelo contrário, muitos jogos beneficiariam imenso com este conceito híbrido. É bom ver um excelente jogo no catálogo da Switch, mas esperávamos mais - parece que um título conhecido pelo seu polimento não recebeu o nível de atenção aplicado às versões existentes, o que é uma pena.

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