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Digital Foundry - Super Mario Odyssey leva a Switch aos limites

O Mario mais avançado de sempre.

A espera por Super Mario Odyssey foi longa, mas para quem esperou pelo regresso da série à exploração 3D desde Sunshine, Odyssey é uma boa sequela. Está repleto de conceitos interessantes, gameplay firme e personalidade - é a Nintendo no seu melhor, uma combinação brilhante de ideias frescas e tecnologia excepcional.

É o primeiro Mario 3D focado na exploração em 15 anos, mas também é o primeiro a correr a 60fps numa portátil. Feito impressionante mas com os seus compromissos. Na verdade, Odyssey puxa tanto pela Switch ao ponto da qualidade da apresentação mal se aguentar, mas podemos dizer que as costuras quase rebentam em alguns casos.

Podemos falar da resolução e performance - são importantes na experiência - mas não nos podemos esquecer que são os pequenos toques que demonstram o cuidado e atenção empregues no jogo. Em separado, são adoráveis mas juntos, ajudam a construir algo coeso e mais refinado.

Por exemplo, se rebolares por uma colina abaixo, Mario fica sujo mas se saltares para uma piscina de água, lavas a sujidade. Atira o teu chapéu a uma boca de incêndio e deita água, deixando Mario molhado. Ao passear pela cidade, Mario move a sua cabeça e olhos para olhar para os detalhes espalhados pelos cenários.

Quando Mario adormece, ele sonha com massa. O que é fixe aqui é quando acorda se moveres o giroscópio do comando. Quando pegas no comando, ele levanta-se. Ele também treme e sua, dependendo da temperatura. Existem estes pequenos toques que reforçam a personalidade da experiência.

Análise à tecnologia em Super Mario Odyssey. Foi muito divertido analisar este jogo - é excepcional.

Se olharmos para o panorama geral, torna-se aparente que existe aqui muita variedade. Desde uma ilha pré-histórica a um paraíso de doces, ou a própria New Donk City, a quantidade única de bens criados para o jogo é impressionante. Se Sunshine foi criticado pelos locais repetitivos, Odyssey é o oposto - mas entregar tudo isto a 60fps tem o seu preço.

Para começar, existem animações à distância. Em cenas mais movimentadas com muitos personagens, as animações correm num rácio inferior. Ao perto, estão a 60fps mas afasta-te e descem para 30fps. Afasta-te mais e descem para 20fps. Felizmente, apenas acontece em alguns locais e especialmente em New Donk City, mas é uma técnica de poupança na performance que conhecemos - a animação pesa muito na CPU e baixar para metade do rácio é uma técnica vista em Halo 5 e Destiny 2.

Odyssey corre com resolução dinâmica na dock. Dependendo da acção, Odyssey corre entre 1600x900 no máximo e desce até 1440x810 ou mesmo 1280x720. Não é frequente descer para 720p, sendo mais comum descer para 810p.

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New Donk City é o local mais exigente do jogo. Na dock desce regularmente para 720p, em modo portátil a distância de visão é reduzida. As fachadas e árvores têm mais detalhe na dock.

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Quando movimentas a câmara, a imagem não corre a 720p, como visto aqui.

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As sombras têm menos detalhe em modo portátil.

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Existem muitos pequenos detalhes reduzidos em modo portátil, mas a imagem é convincente ao jogar no ecrã pequeno e a performance geralmente excelente.

Depois temos o campo de profundidade. Em certas cenas, ao movimentar a câmara, o campo de profundidade parece correr a um quarto da resolução. Provavelmente é para acentuar o movimento da câmara, mas também poderá ser uma medida para poupar na performance. Lembra-nos das sombras de várias resoluções em Shadow Warrior 2 no PC.

O modo portátil é ainda mais intrigante. Quando estás parado - como fizemos para as imagens de comparação - o jogo apresenta-se a 720p, mas quando te moves, a imagem não é tão estável quanto deveria. O jogo parece combinar dois fotogramas 640x720 para formar um só. Isto explica o porquê das cutscenes correrem nesta resolução inferior - quando tiramos as imagens, claramente estava.

Mas tudo indica que Odyssey cruza duas imagems 640x720 a todo o tempo. Numa cena completamente estática, temos a ilusão de uma imagem 720p nativa, mas quando se começa a mover, o canalizador parece mais largo, pois está em movimento.

Isto leva-nos para a performance, que explica a agressividade da Nintendo nestas técnicas relacionadas com a imagem. Odyssey está desenhado para correr a suaves e estáveis 60fps a qualquer custo - e consegue-o quase sempre- A maioria dos níveis corre sem problemas, apresentado a fluidez esperada de um jogo Nintendo, mas não é perfeito e existem pequenos momentos com slowdowns ocasionais - pequenas quedas aqui e ali.

Na maioria do tempo, a performance é suave na dock e portátil. O preço dos 60fps é óbvio - Mario usa uma resolução adaptável, alguns truques na distância de visão quando existem muitos objectos, perda de fotogramas na animação e mais.

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A floresta realça muitos dos cortes no modo portátil. A folhagem está menos nítida e a resolução das sombras altamente reduzida.

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A mistura de texturas à distância está mais opaca no modo portátil, provavelmente para evitar aliasing e artefactos do movimento.

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Este nível aguenta-se melhor, com mudanças mínimas nos visuais. A resolução das sombras é inferior mas no geral, está muito idêntica.

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A iluminação parece ligeiramente mais forte no modo portátil.

A solução mobile é a mais fascinante. Quando fica perante uma queda de 50% no poder GPU, são usadas várias técnicas para o manter a 60fps com a maioria dos visuais intactos. Surgem sombras de menor precisão e o nível e detalhe é simplificado, depois tens ainda a técnica de interpolação 640x720. Combinados, estes cortes seriam mais perceptíveis numa TV, mas num ecrã mobile 6.2 polegadas? Resulta e não sentimos que perdemos muito. Mantens a acção a 60fps. Na verdade, os nossos testes sugerem que as quedas na performance são suavizadas em modo mobile.

Os resultados são impressionantes. Tendo em conta as limitações do hardware, Odyssey é um dos melhores usos do seu poder. As técnicas inteligentes asseguram que a experiência funciona bem nos dois modos e a sensação é que permitem que a imaginação e criatividade dos designers esteja em toda a sua força.

Super Mario Odyssey mantém a dedicação da Nintendo aos 60fps. Com a excepção de Zelda, que corre a 30fps, todos os outros jogos da Nintendo na Switch correm a 60fps. É uma boa tendência que garante uma boa experiência e os ajuda no teste do tempo.

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A ausência de tempos de carregamento também merece menção. Iniciar o jogo demora 5 segundos, enquanto saltar entre cenários no jogo é ainda mais rápido. Odyssey é mesmo muito rápido.

Mais um belo lançamento da Nintendo e um dos mais inspirados jogos Mario. Apenas algumas quedas na performance e a resolução dinâmica afectam a sua apresentação. 900p estáveis teria sido muito bom. No entanto, a estabilidade do rácio de fotogramas é mais importante e Odyssey cumpre. É uma inesquecível e brilhante experiência, que justifica a compra de uma Switch.

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