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Fast RMX demonstra o salto tecnológico da Switch sobre a Wii U

Melhor resolução, performance mais rápida e melhores visuais.

Perante um catálogo de lançamento dominado por ports da Wii U, é difícil escapar à impressão que a Switch é mesmo uma versão portátil da consola de anterior geração, mas com uma tecnologia muito diferente. Desde que começamos a jogar, a questão aqui no Digital Foundry é simples: o quão grande é o salto tecnológico da Switch sobre a Wii U? Assim que os estúdios começarem a deitar as mãos à consola, o que deveremos esperar dela? Fast RMX da Shin'en Multimedia sugere que a Switch tem muito mais para oferecer.

É um remake de um jogo Wii U - Fast Racing Neo - mas não é um mero port. Existem muitos bens em comum mas os programadores remodelaram o design técnico da tecnologia de renderização para tirar mais da Switch. Com esta sensação de inovação técnica, RMX continua a tradição estabelecida por um leque de espectaculares jogos de lançamento - todos eles de corridas. Ridge Racers na PSP, Project Gotham Racing na Xbox e F-Zero na the Super NES demonstraram as credenciais tecnológicas de uma nova consola. Talvez seja o mais belo jogo portátil, RMX combina uma performance fluída, visuais impressionantes e gameplay viciante num só.

A missão com RMX é clara - extrair o máximo possível da tecnologia Tegra da Switch. O resultado é uma grande melhoria na qualidade visual, confirmando que a nova consola é muito mais capaz do que a Wii U.

Na Wii U, Fast Racing Neo usa upscaling temporal que transforma uma imagem 640x720 numa a 1280x720. Funciona mas existem artefactos e brilho, dando a impressão que corre uma resolução inferior. Na Switch, RMX salta para uma resolução adaptável que se ajusta dinamicamente dependendo da carga sobre a GPU.

Na dock, o jogo salta regularmente entre 900p e 1080p - ou inferior em alguns instantes - enquanto na portátil desce para 720p e até inferior em alguns instantes. Segundo sabemos, existe um pequeno problema com o actual firmware da Switch que causa uma ligeira drenagem dos recursos GPU - assim que corrigida, RMX poderá correr a 1080p na dock. Não existe anti-aliasing mas a resolução média superior e a falta de artefactos na Switch cria uma apresentação muito mais limpa.

Análise em vídeo a Fast RMX, destacando as melhorias visuais sobre a versão Wii U.

A apresentação também foi refinada - a GPU mais rápida da Switch permite implementar um sistema de dispersão de luz atmosférica mais robusto. Na Wii U é usada uma abordagem screen-space simples, mas RMX existe melhor precisão e qualidade de iluminação. As pistas ficam mais ricas.

Uma das pistas até apresenta luzes dinâmicas - algo impossível na Wii U devido às restrições na GPU. Os efeitos climatéricos foram melhorados enquanto o efeito da chuva no vidro está mais real. Com efeitos melhorados, melhor resolução e iluminação, o mundo de RMX é muito mais vivo e apelativo do que na Wii U.

RMX é compatível com o HD rumble e pode ser um dos seus melhores exemplos. A vibração encaixa bem com as corridas e realça a sensação ao jogar. Foi criado graças à transformação das bandas de frequência dos efeitos sonoros originais através de várias frequências de vibração. As bandas de frequência são depois equilibradas para ter a sensação final. O resultado final é uma mistura de som, vibração e estimulação visual que combinam de grande forma.

O menu principal foi redesenhado com bens a 1080p e melhores transições. É possível personalizar os controlos e gráficos: exposição HDR e aberração cromática são dois exemplos. Os tempos de carregamento também são rápidos na dock e portátil.

Tudo isto a 60fps suaves na dock ou na portátil. Em várias horas de jogo tivemos uma performance sólida no modo a solo. Existem ocasionais quedas e a versão Wii U fica perto de igualar isto mas certas pistas exibem pequenas quedas para meios 50s - algo que não existe na Switch.

A performance é alcançada através da resolução dinâmica. Quando a GPU excede 95% dos recursos disponíveis, a resolução baixa em segmentos de 0.001% para transitar de forma suave entre várias resoluções. É cerca de um pixel por fotograma, que continua a baixar até os recursos da GPU estarem abaixo de 95%. O jogo está constantemente a actualizar a resolução em pequenas quantidades dependendo da carga sobre a GPU, eliminando saltos bruscos entre resoluções fixas.

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As várias opções de ecrã dividido operam a 60fps - uma melhoria sobre a versão Wii U. Apesar do multijogador local manter os mesmos 60fps fluídos do modo a solo, encontramos algumas quedas que duraram um par de segundos.

Seja na dock ou portátil, a solo ou no multi, conta com 60fps estáveis - não são um mero alvo, é o mais perto que podemos esperar de um modo a solo fixo tendo em conta a riqueza visual da experiência. Esta incrível aderência aos 60fps mesmo em modo portátil torna tudo ainda mais impressionante.

Ficamos impressionados com Fast RMX: é um jogo lindo, carregado de conteúdo e divertido. Apesar de certos jogos no lançamento da Switch se sentirem caros para o que oferecem, RMX não é um deles. Com tanto conteúdo metido no jogo, Fast RMX é o melhor jogo na eShop e juntamente com The Legend of Zelda: Breath of the Wild, é uma compra essencial para a Switch.

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