Dead to Rights: Retribution

No final do dia, Shadow pode ser o herói!

Versão testada: PlayStation 3

Pela mão da Volatile Games a Namco Bandai faz chegar às consolas da actual geração a sequela de Dead to Rights, jogo lançado em 2002 inicialmente para a Xbox e depois para os restantes sistemas (PC incluído) que assentou o acampamento no combate e acção explosivos tendo na técnica de “bullet time” uma especialidade que fez esquina com Max Payne. Embora aquém do melhor que se jogava na época, provou ser competente nos seus propósitos. Uma geração ultrapassada e voltamos a encontrar o destemido Jack Slate, capaz de desafiar tudo e todos no departamento de polícia para descobrir o móbil e erradicar a onda de violência, criminalidade e corrupção entre quem detém o poder e que deixou Grant City à beira do caos. Em Retribution a cidade parece mergulhada nas trevas, estilhaçada e infestada de bandidos de primeira água nas diversas localizações que topam lugares comuns como docas, “Chinatown”, arranha-céus, estações de comboios, entre outras. Um mote privilegiado para arrancar com mais uns valentes baldes de acção non-stop e violência.

Desta vez Jack Slate não se faz sozinho ao terreno árduo. Parceiro e fiel, Shadow é o canino que partilha o protagonismo dos actores principais. Chegue-se para lá a ideia de encontrarem aqui um cão polícia como Rex, de alcance limitado a pistas que servem para conduzir o agente até aos criminosos ou para arrastar as vítimas de locais perigosos. Shadow pode fazer mais que isso ao mesmo tempo que é um cão duro de roer, reduzindo a um banho de sangue os inimigos que lhe apontam uma arma e procuram limpar-lhe o focinho. Mas o alcance de Shadow não se restringe à violência, ele pode colocar em prática uma série de atributos que o deixam a espionar e controlar à distância os opressores, lançando-lhes um isco para a seguir os morder, seguindo pegadas, sempre com o apoio de uma visão adaptada para uma espécie de raio-x como se estivessem a gizar uma série de planos com o Batman de Arkham Asylum.

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Quantos são? Quantos são?

Por isso Jack e Shadow definem a melhor coligação e não serão parcos os momentos de entreajuda entre ambos, em particular aquele em que é dado um tempo limite ao canino para socorrer o seu chefe de fila que se encontra ferido e incapaz de se movimentar, debaixo de uma carruagem de comboio que em pouco tempo o esmagará. Desde o prólogo (cuja utilidade se revê na adaptação ao sistema de controlo e combate de ambas personagens), passando pelos dez capítulos do jogo, o privilégio da acção reparte-se pelos dois, actuando estes em conjunto ou separadamente.

Na primeira hipótese e perante uma vaga de inimigos poderão dar indicações distintas a Shadow, como sejam; ficar à defesa e recuperar o indicador de vida ou então enviá-lo para determinado ponto ao vosso alcance a fim de atacar. São frequentes as situações em que Shadow acaba prostrado, mas o jogo não acaba aí, pelo menos enquanto não deixarem de o reanimar assim que chegarem junto dele, um pouco à semelhança do esquema de recuperação dos colegas curvados no “multiplayer” de Gears of War.

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