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Dead Rising 2 Antevisão

PlayStation 3 PC Xbox 360 Antevisão por Vítor Alexandre

21 Janeiro, 2010

A crispação lançada por Keiji Inafune na última edição da Tokyo Game Show, alegando que a indústria dos jogos no Japão está arrumada, sendo que essa afirmação deve ser compreendida à luz de uma metáfora, num claro sinal de alerta para que os produtores nipónicos repensem a produção perante o crescimento e novas regras impostas pelo mercado ocidental, esfumava-se cada vez que era mostrada uma produção da Capcom (Monster Hunter é um esteio de vendas). É verdade que a Capcom tem sido das poucas produtoras japonesas a mostrar preocupação com o mercado ocidental, desenvolvendo estratégicas parcerias para deixar os estúdios internos concentrados nas produções mais caras e por isso, ao cabo de uns anos, estenderam muitas das suas franquias e novos projectos a estúdios independentes ocidentais, numa aposta global. Bionic Commando, Dark Void e Dead Rising 2 são os mais recentes além-fronteiras.

Inevitavelmente as tabelas de vendas impõem-se perante qualquer desiderato ou tentativa de alargamento para lá dos mares e mesmo tendo assumido os riscos, recentemente a Capcom tomou a iniciativa de regressar às bases, devolvendo a tarefa de construção de novos produtos aos departamentos internos, procurando deste modo exercer um estrito e apertado controlo de qualidade ao longo da fase de desenvolvimento. Dead Rising 2 constitui assim o último grande projecto realizado fora de portas (no Canadá por intermédio da Blue Castle), embora sempre sujeito à supervisão de Keiji Inafune e de alguns elementos que integravam o grupo de trabalho original.

'Dead Rising 2' Screenshot 1

Esta cadeira de rodas tem um sintetizador de voz semelhante ao do Stephen Hawking.

Keiji Inafune é um homem confiante. “Dead Rising 2 vai ser um grande jogo”. Mais importante é que a sequela volta a proporcionar muita da acção frenética, pondo filas e resmas de zombies perante um novo protagonista - Chuck Greene-, que vai contar com outro e mais alargado equipamento para se ver livre daquele sufoco aparentemente insanável. Nas mãos do herói, um motociclista profissional, estará naturalmente uma moto equipada com duas moto serras, preparadas para talhar as criaturas trepidantes. São às dezenas em aproximação e distintas as alternativas para os decepar, procurando encontrar uma saída ou abate cerrado dentro de uma margem mínima de tempo, recorrendo ao que chegar às mãos como caixas registadoras e bastões de beisebol. Só um começo.

Frank West, o repórter fotográfico que ficou célebre no jogo original, por se ver a fogo e ferros dentro de um centro comercial atolado de seres mutantes, dá agora lugar a Chuck Greene, que terá mais largueza para lidar com hordas de zombies na cidade de Fortune City, uma zona urbana de traço e arquitectura bem ao estilo de Las Vegas. Por enquanto a Capcom é parca em detalhes sobre o teor da narrativa, mas há um laço familiar que terá de ser conjugado com a progressão entre as missões, nomeadamente a filha do protagonista, cujo resgate, assim como o de outros sujeitos sobrevivos à infecção, é determinante. O tempo urge e está a contar; 72 horas é o prazo limite.

'Dead Rising 2' Screenshot 2

Não sobra muito tempo para arpejos e solos, embora seja um equipamento bastante efectivo para o efeito.

Preocupações centrais acrescem na dinâmica do combate; por exemplo um golpe, com incisão lateral ou na zona do pescoço, produz um efeito de corte, separando e dividindo o corpo dependendo da zona atingida. O efeito é mais dinâmico, porventura hediondo e todo o processo de aniquilação promove diferentes soluções. Espera-se uma longitude superior de criaturas em presença. De qualquer coisa como 500 zombies, Keiji Inafune, sublinha que eles podem formar uma trupe capaz de aumentar progressivamente até aos 1000, cada um com o seu próprio movimento, e sem que a cadência de imagens dê mostras de abrandamento. Mas subitamente, numa rua atestada, essa fasquia dispara para as qualquer coisa a rondar as 6000 criaturas, criando uma espécie de asfalto artificial para o protagonista derreter alguma borracha a partir da sua moto. Esta é uma proeza tecnológica revelada que vem ao encontro das intenções iniciais de Keiji Inafune para Dead Rising; tornar credível e pleno de interactividade um palco hostil, um pouco à semelhança de Samurai Warriors, mas com outra ênfase; nas alternativas à disposição do protagonista, servindo-se dos objectos espalhados pelos locais.

O sistema multiplayer e os respectivos modos de jogo, ligados à estrutura individual, integram aquilo que se pode chamar “Terror é a realidade”, no qual, até quatro competidores são atirados para arenas repletas de criaturas infestadas, devendo eliminar o maior número possível, através de uma competição que se trava ponto a ponto. As variantes da opção para vários jogadores ficam asseguradas através de mecanismos e objectos que encerram uma particular função dentro da arena, como a Ramster Ball (uma jaula esférica) que roda sobre os zombies, esmagando-os, ou a Headache (espalhar capacetes coloridos sobre os inimigos para os levar a cumprir determinada ordem).

Pelas amostras já reveladas Dead Rising 2 é um festival em torno desta espécie de inimigos, propondo uma dimensão e novas possibilidades de acção alargadas, capazes de reformular a base que serviu para o original. Com uma escala superior o apelo mantém-se, mas ainda falta um largo pedaço para descobrirmos até que ponto este desenvolvimento da Blue Castle pode ser classificado de autêntica trituradora.

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Comentários: 1-12 de 12

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miiiguel
21/01/10 @ 14:29
#1
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A restrição de tempo no 1º fez-me imensa confusão, ainda mais que quando jogo um jogo a minha vertente OCD manifesta-se, e tenho de fazer tudo, beter o bedelho em cada canto, etc. No 1º isso não é de todo possível, tem de se tomar decisões, sacrificar alguns objectivos. Depois nem o habitual "martelanço" de se gravar em vários slots funciona, pois a Capcom, fiel à sua "nerdice" disponibiliza apenas um (dois para quem tem um memory card, mas mesmo assim...). Completei o jogo 3x, mas mesmo assim ainda existem diferentes opções a tomar (que o farei, mais cedo que tarde), concepção interessante, mas um bocado claustrofobico. Ao fim devarias horas percebi o sentimento de urgencia que esta opção conceptual consegue transmitir, mas espero que este 2º acontecimento abandone a historia do slot unico.
xowner
21/01/10 @ 14:35
#2
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lol wut? ^^^
_Radjack_
21/01/10 @ 15:49
#3
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bastões de baisebol
solidamage
21/01/10 @ 15:53
#4
-1
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^^
todos as pessoas chamadas miguel que eu conheço... não batem bem da tola...
miiiguel
21/01/10 @ 16:11
#5
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eheh, pensei que isto fosse um local para falar sobre video-jogos e neste caso sobre o Dead Rising, obviamente estou enganado.
Who gives a fuck about video games?!
gustavo_mourt
21/01/10 @ 16:21
#6
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Parece ser muito bom
bravojohny [staff]
21/01/10 @ 17:12
#7
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Atenção, a observação do Miiiguel é pertinente. A Capcom ainda não revelou grandes detalhes sobre o sistema de gravação (preocupante no primeiro), mas é um sistema alvo de transformações e com possibilidade de gravar em pontos específicos. Teremos de aguardar por mais.
adictgame
21/01/10 @ 17:46
#8
-2
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é mm importante lembro-me q tive um problema com as gravaçoes no 1º dead rising.Já foi há mto tempo mas lembro q n encontrava o save.Desta vez vou jogar na PS3 e fico contente por tal.O pp q comenta o q o miiiguel diz n percebe népia mas lá vai dizendo coisas..
t.13
21/01/10 @ 18:46
#9
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este jogo é perfeito para os momentos de raiva lol

deve saber tao bem bater num com uma guitarra xD
mikazzuchi
22/01/10 @ 02:00
#10
0
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um dos poucos jogos que joguei nas 360, espero que este esteja ainda melhor!
DarkOmnios
23/01/10 @ 20:16
#11
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Nada melhor que jogo de zombies...
Este vai ser lindo...
Bloody27
27/01/10 @ 18:10
#12
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só tive pena de nao ter um modo mais descontraído no 1º, tinha o modo de survival mas estavamos sempre a perder vida e os mantimentos estragavam :( ainda assim estava muito bom e adorei o jogo. espero com ansiedade este segundo.
as armas deveriam durar mais tempo e um modo co-op era bem vindo. e já agora um nivel de dificuldade mais acessivel pois nem toda a gente é hardcore.

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