Dark Void

Perdidos no tempo.

Versão testada: PlayStation 3

Sempre tive o desejo de voar. Penso que seja um sonho recorrente em todos nós, onde apenas no imaginário dos nossos sonhos isso se torna real. A ideia de poder voar, pelo menos no meu caso, é a sensação de liberdade, a sensação de não existir limites ou barreiras para nos bloquear. Esta liberdade é sentida em Dark Void, mas claro, com ajuda de artefactos tecnológicos.

Este início de ano, é um dos mais forte de sempre, e Dark Void é um dos primeiros a pisar a nova década. A liberdade é a palavra de ordem em Dark Void, principalmente na sua vertente de voo. Mas já lá vou.

Dark Void foi produzido pela software House Airtight Games, onde se incluem na equipa membros da produção de Crimson Skies: High Road to Revenge, um jogo original para a Xbox. Não sendo assim estranho vermos algumas características de voo em Dark Void, principalmente nos combates aéreos.

Em Dark Void, um jogo na terceira pessoa, encarnamos o piloto William Augustus Grey (voz de Nolan North), que em conjunto com os seus amigos, se despenha em pleno Triângulo das Bermudas. Mas em vez de ser um acidente normal, dão por si presos num universo paralelo, chamado de The Void, onde não conseguem sair. Mas Will e Eva (sim existe um passado amoroso) não são os únicos presos neste mundo paralelo, e em conjunto com os Survivors, os nativos e o famoso cientista Nicola Tesla, irão tentar encontrar a saída.

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O voo é um dos pontos fortes de Dark Void.

Mas esta trama não estaria completa sem os inimigos, que são uma raça extraterrestre, chamada de The Watchers, onde no início apenas se apresentam como robôs, mas no decorrer da história se descobrirá mais sobre eles. O jogo tem como pano de fundo os anos 40, altura onde a alta tecnologia estava a dar os seus primeiros passos, tendo Nicola Tesla dado o seu contributo. Mas não é desculpa para não haver avanços tecnológicos, e é isso que o cientista Nicola Tesla faz, em transformar a tecnologia extraterrestre em armas, dispositivos, e principalmente na criação do Jet Pack e o capacete de Will. É impossível, como já referimos na antevisão, não levar a nossa mente a pensar no “The Rocketeer”, um super herói de banda desenhada, que teve um filme com o mesmo nome em 1991. Embora a história não seja a mesma, o ambiente, as personagens, e até mesmo o guarda roupa e forma de voo é extremamente parecido. Vale sempre a pena ver.

O jogo tem um sistema de cobertura interessante, tanto na forma clássica, onde nos encostamos a muros, paredes, caixotes, ou apenas pedras, isto na batalha e progressão horizontal, bem como quando passamos a um sistema de cobertura na vertical, ascendente bem como descendente.

A opção de bloqueio, ou de ficarmos presos nas plataformas verticais, foi uma boa decisão por parte da Airtight Games. Embora pareça que estejamos sem movimentos, esta opção permite uma maior calma e assertividade na acção, embora por vezes a câmara nos pregue partidas, principalmente quando passamos de uma jogabilidade vertical para horizontal. Isto tudo quando jogamos com Will em solo firme. Com o JetPack esta liberdade ainda é maior.

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