Tão popular como sempre, o género dos Massive Multiplayer Online (MMO) continua a encantar verdadeiras legiões de jogadores que não perdem qualquer oportunidade para conhecerem novas experiências, e colocando todo o seu conhecimento em prática, a Cryptic prepara o seu regresso com Champions Online.
Champions Online é um jogo dos mesmos criadores de City of Heroes e City of Villains que promete cativar os apaixonados dos comics e a todos aos que não viram a cara a uma experiência diferente. Pela primeira vez a Cryptic vai lançar um trabalho seu numa consola, a Xbox 360, e Bill Roper considera que as consolas são tão válidas e interessantes para o género quanto o PC.
O director de design de Champions Online falou-nos sobre o seu trabalho e sobre o que podemos esperar deste novo mundo de super-heróis e temíveis vilões. Quais as novidades que vão implementar e quais os argumentos com que o jogo se vai apresentar para triunfar num género que abunda em opções, no PC pelo menos.
Eurogamer Portugal: Como tem sido desde que foram adquiridos pela Atari? Isso ajudou as coisas de alguma forma?
Bill Roper: Com a aquisição pela Atari, nós agora temos a possibilidade de colocar todos os nossos esforços em fazer absolutamente o melhor que conseguimos. Também, a importância que a Atari colocou no avanço do espaço online vai ao encontro do que a Cryptic quer alcançar, por isso encaixam de forma fantástica. Estamos mesmo entusiasmados em trabalhar com eles e esperamos que isto seja uma relação fantástica e duradoura.
Eurogamer Portugal: Champions Online é um MMORPG de super-heróis o que tem um apelo interessante. Como é que se lembraram da ideia para isto?
Bill Roper: Depois da NCSoft ter adquirido os jogos City of Heroes/Villains, a Cryptic quis criar um novo jogo que fizesse mais do que apenas construir na nossa experiências e sucesso passados. Quisemos fazer coisas das quais nunca pensámos nos dias de “City of”. Quando tivemos a oportunidade para comprar a licença Champions, agarrámos a oportunidade! O universo Champions existe desde 1981, por isso literalmente temos décadas do mundo, personagens, e mecânica de jogo que foram refinadas por centenas de milhares de jogadores à nossa disposição. Champions é tão rico e tão detalhado quanto qualquer outro que verias num comic tradicional, com a vantagem acrescentada de ser um jogo desde o início. Também conseguimos actualizar e refrescar alguns dos personagens mais antigos, e trabalhámos de perto com o grupo do papel e lápis para integrar estas alterações de novo nas novas edições do jogo que vão sair este ano.
Eurogamer Portugal: Qual é a história base principal para Champions Online?
Bill Roper: A principal e melhor linha de defesa da Terra são os seus heróis. Durante gerações, bravos homens e mulheres responderam ao apelo de proteger o mundo de vilões que ameaçam a sua segurança.
Hoje, organizações como a VIPER, ARGENT ou PSI usam tanto super poderes como super tecnologia nos seus desprezíveis esquemas de controlar o mundo. Criaturas vindas do espaço e outras dimensões procuram escravizar a humanidade. Os perigosos Takofanaes envergam magias negras de imenso poder. O super cientista Teleios está a criar um exército de clones e construções super poderosas para cumprir os seus desejos, enquanto que o robô Mechanon está a planear limpar o planeta de toda a vida orgánica.
A maior ameaça de todas é o Doctor Destroyer. Um génio super humano motivado pela conquista, Destroyer não vai parar até que toda a humanidade se ajoelhe perante a sua grandiosidade. Em 1992, Destroyer destruiu a cidade de Detroit matando milhares. Com anos para preparação, o seu próximo ataque seguramente vai colocar o planeta inteiro em perigo.
Liderados pelos The Champions, protectores de Millennium City, os heróis do mundo iniciaram uma cruzada pela paz, segurança e justiça. Mas precisam de aliados. Defender está a apelar por uma nova geração de super heróis para lutar numa guerra contra o mal que se espalha pelo globo e mais além.
Um enorme mundo precisa de ser protegido por isso, está na hora da porrada.
Existem numerosos pequenos arcos de história que ocorrem a todos os jogadores ao longo do jogo representados em várias missões ligadas. Também existem seis principais e globais arcos de história que abrangem todas as zonas do mundo. Também existe uma quantidade massiva de itens e lugares para encontrar e descobrir que revelam mais do passado de vários locais, vilões, grupos malvados, e por aí adiante. Finalmente, o sistema Nemesis permite aos jogadores criarem a estrela da sua própria linha de história onde perseguem e enfrentam o seu grande inimigo.
Eurogamer Portugal: Quais foram as maiores fontes de inspiração para os heróis e poderes? Os bem conhecidos livros de banda desenhada ou criaram por vocês mesmos?
Bill Roper: A grande maioria dos heróis, vilões, e cenário de Champions Onlie vem directamente do jogo a lápis e papel. Fizemos muito trabalho a nível de actualização e na alteração de alguns visuais e poderes para melhor se encaixarem no género MMO, mas estamos em constante comunicação com a equipa do RPG de mesa para assegurar uma grande coesão entre os dois sistemas. Nós também queremos encorajar a nossa equipa a criar novos heróis e vilões que se encaixem dentro do mundo e linhas de história do jogo.
Eurogamer Portugal: O mundo dos super heróis tem muito potencial e muitas habilidades vêm à cabeça, como vão gerir a forma como os jogadores escolhem e desenvolvem poderes?
Bill Roper: O nosso objectivo é permitir que os jogadores tenham uma experiência completa de banda desenhada a quatro cores dentro de um MMO. Isto significa oferecer tanta personalização quanto possível para que os jogadores possam criar personagens que se aproximem o máximo possível das suas ideias. Os jogadores levam este conceito base de personalização ao próximo nível ao serem capazes de construir os seus heróis ao usar e combinar todos os poderes no jogo ao invés de estarem restritos por classe ou tema. Isto significa não só como se parecem, mas também que poderes podem usar, e como melhoram o seu herói ao longo do tempo com o aumentar da experiência.
