Assassin`s Creed - Análise
Um épico vindo da Ubisfot!
Versão testada: PlayStation 3
Assassin`s Creed, é uma obra genial que vem mostrar, como um projecto novo e ideias inovadoras podem conquistar esta indústria que muito precisa de trabalhos como este.
Este jogo vindo da Ubisoft Montreal, desde cedo cativou a atenção de todos e com uma grande campanha de publicidade, a Ubisoft atraiu para si ainda mais atenção e expectativa. Saído das mentes que nos deram Prince of Persia, muitos questionavam como seria o resultado final, e trailer após trailer a ansiedade aumentava. Sem dúvida uma grande arma a seu favor, mas por outro lado a grande mediatização de que o jogo foi alvo, podia ter o efeito contrário, mas a Ubisoft conseguiu cumprir com todas as promessas e estamos agora perante uma das melhores experiências de nova geração.
Assassin`s Creed, transporta-nos até ao ano 1141, durante a Terceira Cruzada e coloca-nos no papel de Altaír, um membro de um culto de assassinos. Sendo o membro mais dotado do culto, a sua habilidade apenas é rivalizada pela sua arrogância, e Altaír acaba por cair em desgraça sendo agora a nossa tarefa assassinar 9 pessoas para que a sua honra seja restabelecida. Será uma jornada, cheia de intriga, na conquista de conhecimento.
Assassin`s Creed, vai buscar grande fonte de inspiração à própria realidade. As cidades foram construídas segundo os registos da época, vários nomes e pessoas foram recriados, tendo como modelo, figuras que existiram e mesmo o culto de assassinos, ao qual Altaír pertence, existiu tendo como nome original, Hasshasshins. Isto confere ao jogo um ambiente e carisma verdadeiramente surpreendente e consegue de forma genial, transportar a nossa mente para a época. Esse é um dos grandes trunfos do jogo, logo à partida, pois esta época e estes cenários, raramente foram recriados num videojogo.
Sendo a história um dos seus aspectos mais importantes e interessantes, nada vamos revelar. Mas sem estragar qualquer surpresa, podemos adiantar que consegue agarrar e cativar o jogador tendo como único senão a parte final, um pouco simples e pouco satisfatória.
Assassin`s Creed, pode ser encarado como um simples jogo, mas isso não lhe faz justiça. Assassin`s Creed, deve ser encarado como uma experiência e um daqueles raros, mas brilhantes casos, em que um jogo se torna numa máquina do tempo, e nos transporta para uma outra altura.
O mundo de Assassin`s Creed, é composto por Masyaf, uma aldeia onde está sediado o culto de assassinos, e 3 cidades, Damascus, Acre e Jerusalém. As 3 cidades, são muito diferentes entre si, cada uma com o seu próprio espírito, cores e ambientes mas todas elas carregadas de vida e pormenores. Construídas de forma brilhante, conseguem criar um mundo quase palpável, como raramente visto. A ligar as 3 cidades, está um espaço denominado como Kingdom, e será por estas terras que irão cavalgar na direcção das vossas missões.
Ao chegar a uma cidade, Altaír tem uma missão a cumprir, assassinar o seu alvo, mas para isso precisa de recolher informação. Sendo o assassinato a missão principal, é necessário cumprir algumas missões secundárias para que possam executar a principal. As missões secundárias, variam entre interrogar cidadão para obter informação, roubar documentos, espiar conversas ou salvar cidadãos. São simples e fáceis, podendo até tornarem-se repetitivas e aborrecidos mas criam uma forma coerente de conhecermos a cidade. Para que as missões surjam no vosso mapa, precisam de escalar os viewpoints, locais altos que servem para Altaír fazer o reconhecimento da área, descobrindo assim, os locais das missões secundárias.
A grande inovação e um dos grandes trunfos deste jogo, é a implementação do free-runing, que confere um grande dinamismo à jogabilidade. Altaír, é dotado de altas capacidades atléticas e recorrendo ao free-running, consegue trepar paredes, muros, janelas, ou seja, praticamente todos os edifícios no jogo, são escaláveis. O free-runing, permite ainda que Altaír percorra e salte pelos telhados das cidades, sendo também este o melhor meio para escapar aos inimigos, quando nos assim convém. Tudo feito, usando simplesmente um botão, com o R1 pressionado, Altaír começa a correr podendo assim também trepar, e ao mesmo tempo pressionando o botão X, o nosso personagem salta pelos telhados, ou muros, e trepa mais depressa. O free-running, resulta incrivelmente bem, pois somos colocados num ambiente completamente aberto, dando uma enorme sensação de liberdade e fluidez na hora de explorar ou mesmo quando apenas querem passear.
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Comentários (3) Latest comment 9 meses atrás
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Pode ter sim um pouco monotono, mas foi sem duvida um epico na altura e concordo inteiramente com anota!